quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Mais lindo que a lua - Julia Quinn | Editora Arqueiro


"– Eu me referia a Robert Beechcombe, milorde.

– E ele se interessa pela senhorita? – murmurou.

–  Robert  Beechcombe  tem  8  anos.  Nós  íamos  pescar.  Creio  que  tenha  desistido.  Ele  havia comentado  que  a  mãe  queria  que  a  ajudasse  com  alguns afazeres.

De repente, Robert riu.

– Estou muitíssimo aliviado, Srta. Lyndon. Detesto ciúmes. É uma sensação bem desagradável.

–  Eu...  Eu  não  consigo  imaginar  por  que  sentiria  ciúmes  –  gaguejou  Victoria. – O senhor não me fez nenhuma promessa.

– Mas pretendo.

– E eu também não lhe fiz nenhuma – disse ela, em tom firme.

–  Uma  situação  que  terei  de  corrigir  –  retrucou  ele  com  um  suspiro." 


À primeira vista, a aparência de um amor: um olhar correspondido, um desejo compartilhado, todo um sonho permitido. O encontro de Robert e Victoria aconteceu assim, sorrateiro, como um feixe de sol por entre a clareira, como uma brisa em um fim de tarde à beira do rio.

Impossível não romancear o primeiro encontro (aqueles olhos!; aquele sorriso!; aquele... ele!), e tampouco seus acidentes (o embaraço da fala, o tropeço das pernas, como se o próprio encontro fosse também um acidente); no entanto, basta uma voz errada e um pequeno tombo para que histórias de amor sejam assim interrompidas - ou, no romance de Julia Quinn, tenham seu início justamente por isso.


Em Mais lindo que a Lua, Robert e Victoria dividem-se entre uma paixão mal resolvida e as consequências deste sentimento em suas vidas hoje, sete anos após o primeiro encontro. Seria possível reacender a paixão da juventude e desfazer as mágoas dos dias antigos?

Alguns capítulos e anos se passam e, para aumentar a ansiedade do leitor, um novo desentendimento impede que nossos protagonistas fiquem juntos: "No fundo de seu coração, Victoria sabia que Robert tinha o poder de fazê-la feliz além de seus maiores sonhos. Mas também tinha o poder de destruir seu coração. E ele já havia feito isso uma vez... Não, duas vezes."

Em determinado ponto da história, Victoria parece finalmente ter se conformado com uma vida "consigo mesma", sem o peso do remorso e da saudade que sentia por Richard. Em momentos assim, quando tudo parece calmo e sem ruídos, não é incomum que a própria vida se encarregue de nos desconcertar. Embora Victoria tenha se tornado uma personagem enfim forte, obstinada a não mais se sujeitar aos caprichos e desejos de Richard, a possibilidade de restaurar o seu passado (tanto para apagá-lo ou enfim realizá-lo) surge em seu caminho, e o sentimento de que esta seja sua única oportunidade acaba sendo um fardo para nossa protagonista. 

Apesar de todo este drama, algo próprio a todos os encontros e desencontros de nossas relações amorosas, a narrativa de Quinn é na maior parte do tempo bem humorada, tanto na construção dos diálogos (feitos de desafetos, beijos e brigas) de Victoria e Richard como nas falas dos personagens secundários que testemunham e torcem contra ou a favor deste improvável romance.

É possível que alguns leitores sintam uma certa insatisfação diante desta reviravolta de atitudes de Victoria, que viveu boa parte de sua vida longe do fascínio que o amor desperta; afinal, a liberdade é um ideal a se conquistar, e qualquer sentimento que se oponha a esta conquista soa como a maior das imprudências. Porém, de que adianta a liberdade se permanecemos aprisionados em nós mesmos, sob o fardo das lembranças e atitudes que mal podemos esquecer? Este é um grande drama por que passa Victoria, e Julia Quinn instiga o leitor a considerar o amor não apenas como um sinal de submissão ou menosprezo por si mesmo, mas como um equilíbrio de forças entre a romantização de nossos sonhos e a realidade do desejo que nos faz perseguir este mesmo amor a cada dia de nossas vidas. 


"Victoria achou que fosse desmanchar.

Mas então ele se afastou. As mãos dele tremiam. Victoria olhou para baixo e percebeu que as dela também.

– Conheço meus limites – disse ele em voz baixa.

Victoria piscou, percebendo, desesperada, que não conhecia os próprios."


Sinose: Foi amor à primeira vista. Mas Victoria Lyndon era a filha do vigário, e Robert Kemble, o elegante conde de Macclesfield. Foi o que bastou para os pais dos dois serem contra a união. Assim, quando o plano de fuga dos jovens deu errado, todos acreditaram que foi melhor assim.

Sete anos depois, quando Robert encontra Victoria por acaso, não consegue acreditar no que acontece: a garota que um dia destruiu seus sonhos ainda o deixa sem fôlego. E Victoria também logo vê que continua impossível resistir aos encantos dele. Mas como ela poderia dar uma segunda chance ao homem que lhe prometeu casamento e depois despedaçou suas esperanças?

Então, quando Robert lhe oferece um emprego um tanto incomum – ser sua amante –, Victoria não aceita, incapaz de sacrificar a dignidade, mesmo por ele. Mas Robert promete que Victoria será dele, não importa o que tenha que fazer. Depois de tantas mágoas, será que esses dois corações maltratados algum dia serão capazes de perdoar e permitir que o amor cure suas feridas?

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Unboxing TAG - caixa de fevereiro | Por Mich Fraga


Olá, Leitores! A unboxing de fevereiro está muito especial, pois o livro deste mês é inédito no Brasil, traduzido e produzido com exclusividade pela TAG Experiências Literárias.

Se você se interessa pela TAG e gostaria de se inscrever para receber caixinhas como esta na sua casa, entre no site (https://taglivros.com/) e cadastre-se com o código MICOGCZ3. Através deste código você ganha 35 reais para gastar como quiser dentro da loja da TAG e eu ganho produtos de mesmo valor para sortear para vocês. Participem!!!


Sobre o livro do mês:

O Alforje - Ao contrário do que se diz, o deserto é um território fértil. Ao menos para Bahiyyih Nakhjavani, que, a partir de uma trama complexa, faz convergir nas areias árabes um grupo de personagens que têm suas trajetórias costuradas por um misterioso alforje. Uma noiva que viaja para encontrar o futuro marido, um padre em peregrinação, um beduíno de alma livre e uma escrava falacha são alguns dos retratos que a autora pinta com maestria e profundidade. Ainda que tenham origens, crenças e desejos muito diferentes, todos os viajantes terão a vida transformada pelas escrituras sagradas.



Conheça mais este lançamento da TAG no vídeo abaixo:




Espero que tenham gostado da novidade!

Um abraço e até a próxima,
Mich
segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

[Pré-venda] Volte Amanhã - Reinaldo Fontes | Editora Autografia | Por Thamy Silvia


Olá, pessoas! Meu nome é Thamy Silvia e vim apresentar a vocês o livro Volte Amanhã, do Reinaldo Fontes que foi publicado pela editora Autografia.

O livro conta a história de Gabriela Moraes que tem uma autoestima praticamente inabalável construída com muito suor e lágrimas. Só quem sabe as dores do mundo não aceitar quem é, pode entender o que Gabi passou. Ela mora na cidade de São Paulo, filha de um desembargador e estuda Direito na USP, tinha tudo para ter uma vida tranquila, mas não é o que acontece.

“Você precisa de poucas coisas para sobreviver, uma delas é amor próprio.” - Gabi, pág.13.

No começo do livro, você fica um pouco desconfiado com a autoestima da Gabi, pois nenhuma mulher tem uma autoestima tão inabalável quanto ela mostra, porém, no decorrer do livro, você começa entendê-la e começamos a perceber que nem tudo é como parece. Apesar de ser filha de um importante desembargador, as escolhas de Gabi fez com que os pais não a tratassem mais como a filha amada que era na infância, fazendo com que ela trilhasse o caminho solo para a carreira que sempre almejou e alcançar os sonhos que tinha. Ela sempre achou que devia fazer tudo sozinha e tinha medo de se abrir e acabar se machucando, como a família dela havia feito. Gabi não abria mão de ser ela mesma, então não podia permitir que ninguém estragasse isso.

“Certas experiências são melhor aproveitadas se registradas apenas na cabeça.” - Gabi, pág 30.

Gabi viveu com essas ideias até conhecer Cadu, e ele não era aquele príncipe encantado perfeito. O que mais me encantou no relacionamento dos dois é a realidade que tinha. Apesar de toda carga de realidade do relacionamento, percebemos que Cadu aceita Gabi com todos seus defeitos e aceita suas escolhas como parte dela e as ama.

“Quis o destino que aquele homem de presença tão recente em minha vida fosse escolhido não só para diluir meus medos, mas para provar a mim mesma que eu poderia ser amada incondicionalmente.” - Gabi, pág. 61.


* ALERTA DE SPOILER *

O desenrolar da história é surpreendente e, do meio para o fim, me vi presa a trama. Eu só gostaria que me fosse avisado antecipadamente o grau de sofrimento pelo qual a protagonista passaria, pois mesmo não tendo vivido a experiência de tais dramas, me senti despreparada para lidar com eles depois de ter lido. "Volte amanhã" não é apenas um romance dramático com o final feliz. Ele tem cena de estupro e eu fiquei bem surpresa e abalada com isso. Em momento nenhum somos preparados para isso e o tema me parece bastante profundo para ser revelado assim. Encaixa-se perfeitamente com a trama, porém é uma surpresa bem ruim para o leitor. Senti o aperto no meu peito, pois o livro me foi vendido apenas como um drama romântico. Eu amei a história e toda sua reviravolta, Gabi me ensinou muito mais sobre medos do que qualquer outro livro que já li e sua história merece ser lida, mas ainda assim sinto que as pessoas têm que ser avisadas do conteúdo.


Editora Autografia

Sinopse: Gabriela Moraes pode ter diversos defeitos, mas certamente autoestima não é um deles. Para ela, os desafios diários não passam de pequenos testes para a sua parede mental de persistência. Acostumada a olhares de reprovação, ela sabe que precisa de uma força duas vezes maior que as dúvidas que a cercam. É com essa força que ele enfrenta a distância de sua família, a opressão velada vivenciada em sua universidade e o medo de sucumbir a um improvável amor.

[Unboxing] Meu Plano Perfeito - Planner | Thomas Nelson Brasil


Todo ano a mesma história: sempre penso em usar uma agendinha pequena, prática e que não saia da bolsa (ou seja, um Moleskine ou um Cícero) mas... como resistir a um PLANNER bom, bonito e com um preço melhor ainda (R$59.90)? <3


O Meu Plano Perfeito segue o formato dos planners tradicionais, onde há tanto uma separação mensal com os 12 meses (sem os dias numerados) como também páginas para a organização semanal (também sem datas). Então, mesmo iniciando este projeto de organização em fevereiro-quase-março, dá pra começar a registrar o dia-a-dia sem aquela sensação de que o planner vai ficar com páginas vazias rs.


Além da Agenda, o Planner é também dividido em seções temáticas: Relacionamentos, Fé, Trabalho e Vida Pessoal. Há ainda páginas para planejar a organização da casa (por uma vida mais minimalista! será que a gente consegue? rs), o plano semanal de refeições, a rotina de atividades físicas e de lazer, assim como os projetos com a família e os filhos. Todas as seções possuem uma introdução da autora Alessandra Rigazzo.


Todas as divisórias são de boa gramatura e envernizadas. Acredito que a durabilidade seja boa. Já as páginas são em um offset "página de agenda" mesmo, mas parece que aguentam uma Stabilo sem manchar. Vou testar ainda e aviso vocês.


Para ajudar na organização, o planner vem acompanhado por cartelas de adesivos, divisória com bolsos e uma pastinha plástica.


Estou muito feliz com esta comprinha! <3 Agora é deixar a preguiça de lado (e as anotações da preguiça ali no moleskinho mesmo rs) e colocar em prática a organização diária e semanal com a ajuda deste planner :)

E vocês, já conheciam este lançamento da Thomas Nelson? Fica a dica para os amigos papeleiros! Vale a pena <3

Meu Plano Perfeito – CAPA COLORIDA
Autor: Alessandra Rigazzo 
Número de páginas: 224
Dimensão: 16 x 23cm
Ano de lançamento: 2017 

Já pensou em ter todas as esferas da sua vida organizadas ao alcance da mão? Com Meu plano perfeito, você pode. Neste planner anual, você vai encontrar dicas e sugestões práticas para o seu dia a dia; com intenção de inspirá-la e encorajá-la, na expectativa de que você analise as suas necessidades e crie você mesma o seu planejamento.

Além dos calendários mensais e semanais, são cinco abas para ajudá-la a refletir e planejar melhor sua rotina, seja em casa, nos relacionamentos, na fé, na vida pessoal ou no trabalho. Em cada uma delas, você terá espaços para personalizar suas metas e tarefas, e também encontrará textos extras para motivá-la e guiá-la nessas áreas. Como o planner não tem datas definidas, você pode começar a usá-lo a qualquer hora!  Prepare-se para montar o seu plano perfeito, com organização e estilo!


sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Lançamentos de fevereiro Global Editora

  

“O silêncio da casa é feito dos barulhos de fora. Se tudo em volta se calasse, minha respiração seria ensurdecedora.”

Fevereiro é também tempo de celebrar a literautra brasileira! Primeiro, pela reedição de mais uma obra de Marina Colasanti (sempre um motivo para celebrarmos!), e também pelo resgate da obra de Torquato Neto, cuja poesia permanece um marco na história da música de nosso país. Outros títulos a conhecer: um ensaio sobre Gilberto Freyre, um novo título em prosa poética de Bartolomeu Campos de Queirós, e um lançamento dedicado a arte brasileira, sobre a vida e obra de Di Caribé.

Vamos às novidades:

Eu sozinha, obra inaugural de Marina Colasanti, é um livro de solidão. A solidão como companheira, desde o nascimento na África até o tempo presente num apartamento em Ipanema. Afasta-se da autobiografia porque não conta a história de uma vida, mas transmite a marca da solidão de uma mulher jovem que caminha só, mora só, viaja só, trabalha só, mesmo quando há ao lado a ilusão dolorosa de outras proximidades.

O livro é organizado em dois planos narrativas paralelos, sendo os capítulos pares relativos a momentos presentes, enquanto os ímpares são autobiográficos. “O que desejava, através dessa estrutura, era mostrar que a solidão se constrói desde o início, estejamos ou não acompanhados, e que desde o início nos acompanha.”, explica Marina.


Mémória não tem filtro e armazena tudo. Memória a gente não rasga, não joga no lixo, não lava com sabão. Memória é sentinela e nos vigia sempre […]

Um livro de Bartolomeu, artesão da palavra, é sempre uma surpresa. Sua prosa poética, tecida com ternura e profundidade, mergulha no âmago dos sentimentos humanos. Em Antes do depois, a narrativa acompanha o nascimento do narrador-personagem, desde a sua luta para sobreviver ao sair do ventre da mãe, até as lembranças de seu batizado.

Bartô conta como se pudesse observar de fora o cenário de sua infância, bem como os sentimentos da mãe, que se recolhia em seu próprio silêncio — “Seu maior descanso era visitar mundos invisíveis.”. Sempre muito cuidadoso e atento a figura materna, ele externa sensações por meio de metáforas sobre a memória, o fôlego e o silêncio.

A obra traz o texto de orelha de Ninfa Perreiras, escritora, psicanalista e professora de literatura, e capa de Rogério Coelho, ilustrador que coleciona diversos prêmios no Brasil e nos Estados Unidos.


Melhores Poemas Torquato Neto
Seleção: Cláudio Portella

Com seleção e prefácio de Cláudio Portella, essa antologia dos Melhores Poemas Torquato Neto, em formato pocket, é uma ótima oportunidade de embarcar nessa psicodelia que nasce do registro da manifestação. Toda e qualquer manifestação.

Torquato Neto foi poeta, jornalista e compositor. Atuou como agente cultural e defensor das manifestações artísticas de vanguarda, como a Tropicália, o cinema marginal e a poesia concreta. Diversos artistas gravaram suas composições. Entre eles, Elis Regina e Jair Rodrigues (Louvação), Gal Costa e Caetano Veloso (Nenhuma dor).

“Dividir o que é poesia e o que e letra de música da obra de Torquato Neto é trabalho possível, mas nada esclarecedor. Conforme José Miguel Wisnik, ele é o primeiro poeta a unificar a densidade entre a poesia escrita e a cantada. Assim sendo, todos os textos selecionados também são poemas.”escreve Cláudio Portella.


Gilberto Freyre e o Estado Novo - Gustavo Mesquita

Gilberto Freyre e o Estado Novo: região, nação e modernidade é fruto de uma densa pesquisa cujo maior objetivo era entender o impacto do pensamento do sociólogo pernambucano, formado ao longo dos anos 1930 e 40, na construção da nação realizada pelo Estado Novo de Getúlio Vargas.

O livro analisa o negócio entre o sociólogo e o regime em torno da união das tradições regionais com a modernidade nacional. Durante a graduação em História, Gustavo leu as biografias Um vitoriano dos trópicos, de Maria Lúcia Pallares-Burke, e Gilberto Freyre: uma biografia cultural, dos uruguaios Enrique Larreta e Guillermo Giucci e captou uma das lições presentes em ambos os livros: o regionalismo nordestino ainda estava por ser entendido em suas relações com as mudanças urbano-industriais iniciadas em 1930.

O historiador decidiu, então, levar adiante essa empreitada no mestrado, lendo as obras de outros especialistas no tema e investigando muitos acervos documentais.

Trabalho vencedor da 6ª edição do Concurso Nacional de Ensaios/Prêmio Gilberto Freyre 2016-2017, Gilberto Freyre e o Estado Novo é uma reflexão vigorosa e inovadora que aborda com extrema propriedade o entrelaçamento existente entre memória, história e invenção da nação.


Contando a arte de Di Caribé - Oscar D'Ambrosio

A trajetória do artista plástico Di Caribé é marcada pela dedicação. Nascido na Bahia, migrou para São Paulo ainda criança, quando suas habilidades no desenho já começaram a chamar atenção. Mas foi apenas aos 54 anos de idade que ele retomaria com vigor a arte, adotando uma técnica em que foi mestre: a pintura com os dedos.

Dono de uma obra com grande amplitude temática, Di Caribé pintou, além de quadros com molduras tradicionais, chapas de eucatex, azulejos e outras superfícies. Conseguiu, com seus dedos, efeitos próximos aos da arte acadêmica, mostrando que o talento, unido à perseverança, abre numerosos caminhos.




Sobre a Global Editora: Criada em 16 de outubro de 1973, a Global Editora se destaca no mercado editorial por seu propósito de divulgar temas e autores nacionais que valorizam a formação cultural do brasileiro.

Com mais de 4 décadas de atuação, diversificou sua atuação no mercado editorial e criou três respeitados selos, com publicações destinadas ao mais variado público leitor. Hoje, denominado Grupo Editorial Global, agrega a Global Editora, com obras dos mais renomados autores nacionais, a Gaudí Editorial, voltada às crianças em seus primeiros anos de vida, a Editora Gaia, que alimenta o leitor no sentido de viver em perfeita harmonia com ele mesmo e com o universo e a Nova Aguilar, que apresenta com um forte catálogo de obras completas dos mais célebres autores nacionais e internacionais.
terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Osamu Tezuka | Por Jonatas T. B.


Se você, como eu, adorava passar manhãs inteiras assistindo animações com aqueles personagens de olhos grandes e formas arredondadas, e, no fundo, você sentia serem diferentes de outros desenhos, então saiba que deve aquelas prazerosas manhãs ao falecido cartunista Osamu Tezuka. Não por acaso ele também é chamado de deus dos mangás pelos seus fãs. Não se engane. Se você gosta das aventuras Dragon Ball, de Akira Toriama (autor que praticamente idolatrava Tezuka), de Os Cavaleiros do Zodíaco, Yuyu Hakusho ou mesmo da safra mais antiga como Speed Racer, Patrulha Estelar e Força-G, deve e muito ao autor. Além de desenvolver diversas técnicas e tendências que vemos até hoje nos animes japoneses, quando se consolidou como artista, não seguindo pela área de medicina, Tezuka foi uma espécie de embaixador dos mangás. Ele viajou por todo mundo encontrando artistas importantes como Moebius e Walt Disney.

Pessoalmente, sempre gostei da obra do Tezuka. Quando criança assistia Don Drácula, Kimba, o leão branco e na adolescência li os mangás Buda e Adolf, além da animação Metropolis, dirigida por Katsuhiro Otomo. Outras obras como A Princesa e o Cavaleiro, Black Jack, Phoenix, Nova Ilha do Tesouro, Magma Taishi, inclusive uma releitura das histórias bíblicas em versão de mangá chamada Seisho Monogatari, estão no vasto acervo de 150.000 páginas desenhadas até o final da sua vida, e eu pretendo ler pelo menos metade disso. Torça por mim!




Já fazem vinte e nove anos que Osamu Tezuka faleceu. No dia nove de fevereiro de 1989, dizem que brigava com a enfermeira por não deixá-lo desenhar na cama de hospital. Posteriormente, Mauricio de Sousa, seu amigo pessoal, prestou homenagens a Tezuka com uma tirinha de personagens da Turma da Mônica consolando a princesa Safiri e lançou uma aventura com personagens da turminha unidos com personagens do universo de Tezuka.

Esta é a homenagem do blog Papel Papel em agradecimento pela vasta e belíssima obra de Tezuka, que tem influenciado gerações de leitores pelo mundo todo.

Valeu, Tezu!

Jonatas

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Jornada ao Presságio Vermelho - Carvalho Rodrigues | Editora Autografia | Por Rafa Vieira


Acabei de ler o livro Jornada ao Pressagio Vermelho, do autor Carvalho Rodrigues, e só posso classificá-lo em uma palavra: Incrivel!!!

Leonel é um garoto comum, que levava uma vida tranquila em Nautilla, até o dia em que foi sequestrado pela terrível seita Ventonegro, que o leva para a Ilha dos Morcegos a fim de sacrificá-lo com o intuito de trazer à vida o perigoso Alce Negro (um demônio aterrorizante e poderoso que dissemina o caos por onde passa) e assim quebrar o chamado primeiro selo, cujo poder é capaz de fazer renascer o poderoso personagem Zéfiro. 

Alana (uma valente menina de 13 anos), Zandoniec (ou Zando, um bárbaro portador de um machado poderoso), Goldak (um canimede, paladino do deus Odin) e Ricardo (um incorpóreo, ou seja, personagem capaz de virar fantasma por um curto período de tempo), são os aventureiros da história, sempre em busca de espólios e tesouros, e, para isso, são capazes de enfrentar diversas criaturas e muitos perigos. Já Dalila é uma ladra da raça Dhevaniana (raça de pessoas que possuem asas) e que possui uma asa só, e também tem a habilidade de abrir portas e trancas e escalar paredes em silêncio. Bom, como as histórias desses personagens se cruzam? O que eles têm em comum? E como um demônio assassino pode unir pessoas totalmente diferentes em um mesmo propósito? Ahhh! Isso você só vai saber se ler esse livro eletrizante!

Olha, não vou negar que fiquei lendo e imaginando (em algumas partes) o mundo do jogo World of Warcraft, principalmente por causa de Goldak. Pra quem jogou WoW, sabe que nele há uma raça de canimedes (homem-cachorro), bem, não recordo bem se ele é pertencente a Orda ou da Aliança, mas enfim, não pude deixar de associar certas partes com o jogo, acho que vocês também vão pensar nessa referência. 

O livro de Carvalho Rodrigues mistura elementos do mundo medieval (seus reis e rainhas, carruagens, castelos e fortalezas) com os deuses do panteão (por exemplo, Thanatos é o deus da morte; Odin, deus da justiça; Ares, o deus da guerra, e muitos outros). Em uma parte da história, por exemplo, conhecemos um guerreiro de jade e sua Katana poderosa (espada oriental). Ao longo do caminho, este e outros personagens enfrentam entidades e deuses em batalhas incríveis! Há também artefatos místicos e mágicos pelo caminho, para ajudar nossos guerreiros, como a incrível espada Lamento de Fafnir, que é uma espada maravilhosa, com 6 rubis vermelhos, onde cada um tem o poder da alma aprisionada de um dragão. Sem contar a aparição de magos e feiticeiros poderosos em diversos capítulos... enfim, é um livro que nos prende, nos deixa curiosos, onde queremos saber sempre mais e mais destas aventuras. 

Nossa!! É muita informação para um livro só, mas vale a pena ler, ele nos ensina muito! Mesmo a história sendo recheada de referências a deuses mitológicos e o período medieval, ela nos ensina que apesar das dificuldades da jornada devemos seguir em frente, e que apesar do passado que carregamos devemos ser fortes e olhar para o nosso presente e futuro. Afinal, não devemos deixar que antigas feridas fiquem abertas e deixem atrapalhar nosso objetivo, pois viemos a esse mundo com uma missão, um propósito, e uma hora vamos encontrá-lo. Não importa quantos anos você tenha, não importa o seu físico, o que importa é acreditar em si e ir à luta. Todos nós temos força, temos luz, e com certeza um dia vamos usá-la para ajudar outras pessoas e ajudar a nós mesmos... 

Neste livro, você também vai ver que por mais difícil que seja a batalha ou a missão, devemos nos sentir gratos por quem está ao nosso lado, e que faz de tudo para nos ver bem e nos ajuda a seguir em frente. Às vezes, as diferenças entre as pessoas que nos cercam (gênio, personalidade, força e inteligência) podem se tornar uma arma muito mais poderosa se trabalharmos todos em equipe.

Enfim, posso dizer que Jornada ao Presságio Vermelho é um livro lindo, recheado de aventuras e muitas coisas sobrenaturais! Pra você que ama uma aventura, você vai adorar e pedir a continuação da história (eu já to na fila pra pedir!!)

Parabéns ao autor e à editora, amei o livro e agradeço de coração a oportunidade de ler e resenhá-lo. Foi uma honra :)

Até a próxima, pessoal!

Um abraço,


Jornada ao Presságio Vermelho Sinopse: Leonel escapou de uma seita fanática, mas durante a fuga acidentalmente libertou uma criatura assassina que desde então vem espalhando terror em Arrhênia. Enquanto convive com a culpa, o rapaz encontra um mago maltrapilho, este lhe oferece uma oportunidade de redenção. Ao receber do homem a espada Lamento de Fafnir, cujo poder vem do coração de sete dragões, o jovem inicia sua jornada, passando por caminhos tortuosos, enfrentando criaturas mortais e conhecendo heróis aventureiros. Aventureiros como Alana, uma jovem cheia de energia que percorria o reino em busca de glória até descobrir que sua irmã foi assassinada por traficantes de drogas e políticos corruptos de sua cidade natal. Em busca de vingança, Alana e seus amigos se unem a Leonel para encontrar a única maneira de destruir o Alce Negro e trazer paz novamente ao reino de Arrhênia: o Presságio Vermelho.