quinta-feira, 25 de maio de 2017

#TBT - Dias de Orgulho Nerd aqui no Blog | Editora Arqueiro

Quinta-feira, 25 de maio, dia do Orgulho Nerd, ou, mais especificamente, Dia da Toalha :) E como quinta é dia de #tbt, aproveitamos para relembrar nossas resenhas preferidas sobre o tema: O Guia do Mochileiro das Galáxias e Perdido em Marte, escritas pelo Jonatas e pelo Bruno. Confira!


O Guia do Mochileiro das Galáxias - por Jonatas T. B.

O Guia do Mochileiro das Galáxias, de Douglas Adams, atualmente é considerado uma das obras mais conhecidas do “cânon” nerd. Adams constrói uma visão de mundo onde nem o absurdo é capaz de escapar do discurso pretensamente científico. A história é pontuada por críticas sociais bem humoradas e bastante ácidas, que alfinetam desde a burocracia governamental até a percepção transcendente do mundo, bem ao gosto do que se é considerado, na modernidade, reflexões sobre a vida e o homem diante do universo.

A história começa com uma trágica situação. O jovem Arthur Dent está prestes a ter sua casa destruída para que se construa uma estrada estatal. Desesperado, ele decide se colocar na frente de sua moradia impedindo que o trator avance. É nesse instante que Ford Perfect, um alienígena que ficou preso na terra e se disfarçou de ator desempregado, subitamente aparece e o arrasta para um pub a fim de beber umas cervejas antes do fim do mundo. Sim. É exatamente isso. O planeta Terra está a poucos minutos de ser completamente destruído por extraterrestres chamados vogons a fim de construírem uma estrada espacial.

É importante ressaltar que Ford Perfect pertence a uma classe de viajantes intergalácticos que têm o propósito de catalogar e atualizar um livro eletrônico, uma espécie de enciclopédia editável para viagens bastante prático, ou seja, o próprio Guia do Mochileiro das Galáxias.
 
 
 

Marte: tema de fascínio para a humanidade, ponto de partida de relevantes teorias sobre o nosso universo como os estudos de Copérnico e as observações de Tycho Brahe. Nas artes inspirou clássicos de H.G Wells e Philip K. Dick entre inúmeros exemplos que são só uma parte do poder do planeta vermelho sobre nós.

Após a sonda espacial Mariner 4 fotografar pela primeira vez a superfície de Marte em 1964, passamos a ter uma ideia mais próxima da realidade sobre o planeta e uma perspectiva científica torna-se quase exclusiva nas histórias atuais sobre o assunto. Andy Weir desenvolve sua obra The Martian seguindo essa ambientação realista.

2035, Marte, uma forte tempestade de areia acontece durante a estadia da tripulação da ARES III no planeta. Apesar dos esforços, a tripulação sofre contratempos e é obrigada a retornar à Terra deixando o astronauta Mark Watney para trás.




E você, tem algum livro nerd preferido? Conta pra gente nos comentários <3

[Novos Autores] A Noiva, do ilustrador pernambucano Thony Silas | Texto por Jonatas T. B.


Mediante toda energia empregada em sua mais recente obra, é difícil considerar Thony Silas apenas um bem sucedido desenhista de histórias em quadrinhos. Já consolidado como artista internacional participando em edições da Marvel e DC, Silas lançou o título A Noiva, produzido sob o selo multimidiático UEON Productions, já revelando sua pretensão de não se limitar aos quadrinhos, e estender seu trabalho para o campo das animações.

A história é uma adaptação livre do romance A noiva da revolução, de Paulo Santos de Oliveira. É escrita na forma de diário narrado pelo líder do movimento revolucionário, Domingos Martins, como tantos influenciados pelos ideias iluministas durante a onda de revoluções liberais em todo mundo. A princípio, Domingos é impedido de casar com Maria Teodora, por esta ser de família tradicional portuguesa, mas logo o próprio contexto conturbado da revolução permite que se consolide um romance entre eles.

A obra contará com oito edições que abarcará o Ciclo Pernambucano, percorrendo a história até um cenário futurista, - o que certamente deixará qualquer leitor curioso. Mas pouco ainda se sabe como se sucederá. O autor é bastante misterioso quanto ao desenvolvimento da trama. Já lançada em inglês, português e brevemente em francês, A noiva contou com o próprio Paulo Santos como consultor literário para corrigir e aconselhar na produção.

Então, vamos ficar na torcida pelo sucesso da HQ e que venham ainda venham muitas edições por aí!


RELEASE: Thony Silas apresenta A Noiva, na Livraria Cultura (SP) no dia 26 de maio, às 19h

O talento de Thony Silas, ilustrador pernambucano da Marvel e DC Comics, será apresentado de um jeito diferente do que o grande público está acostumado. Conhecido pelo traço marcante dos super-heróis como Batman, Mulher Maravilha, Super-Homem e Homem-Aranha, Silas decidiu investir em um projeto autoral apresentando ao mundo fatos históricos de sua terra natal adaptados a uma linguagem pop e ao fantástico universo dos quadrinhos. O lançamento nacional da HQ A Noiva será em São Paulo, no dia 26 de maio, às 19h, na Livraria Cultura – Conjunto Nacional.

A HQ é a primeira publicação da UEON Productions, uma produtora de conteúdo multimídia, fundada no Recife, que promove conexão entre várias plataformas de comunicação e a linguagem contemporânea dos quadrinhos. A produtora é fruto de uma parceria entre Thony Silas, Eron Villar e a empresária Verônica Dantas. A publicação tem a parceria da Villa Lux.

A Noiva homenageia o Bicentenário da Revolução Pernambucana e retrata um dos mais significativos períodos de luta e resistência do povo brasileiro na forma de quadrinhos. Livremente inspirado no romance A Noiva da Revolução, de Paulo Santos de Oliveira, a publicação reconta de forma poética, em letras, traços e cores, o que seria o primeiro capítulo de uma série de episódios marcantes do ciclo das revoluções em Pernambuco.

A HQ foi produzida pelo ilustrador Thony Silas (desenhista da Marvel e DC Comics) com roteiro do dramaturgo, roteirista e diretor Eron Villar, ambos pernambucanos. O autor Paulo Oliveira é parceiro e consultor literário e de contexto histórico, tendo acompanhado o roteiro e as ilustrações.

A Revolução de 1817 é considerada o único movimento separatista do período colonial que ultrapassou a fase conspiratória. O enredo aborda o casamento de Maria Teodora, uma filha de português, que virou símbolo da revolução ao chegar em seu próprio casamento rompendo totalmente com os padrões sociais, com os cabelos curtos e sem joias.

“Muita gente questionou como um artista da Marvel parou para produzir um quadrinho autoral sobre 1817? Já tinha outros projetos autorais, mas fui tomado pela importância da história. Temos dificuldade de criar algo a partir do nosso olhar, do nosso cenário. Nesse contexto tem uma historia de amor e luta pela liberdade. Não é apenas uma historinha”, analisa Silas.

Ainda de acordo com ele, esse projeto tem todas as condições de ter uma repercussão mundial muito maior do que tudo que já fez antes. “Originalidade, iniciativa própria e autonomia são coisas que o mercado requer. Pensar-se como marca é a pegada do momento. Nossa ideia é que A Noiva e os conteúdos produzidos a partir daí, sejam multimídias, ou seja, o quadrinho é o ponto de partida para outras mídias como cinema, TV e games”, assegura.

Onde posso encontrar A Noiva?
Amazon

Livraria SBS:
Unidade 1: R. do Príncipe, 526 - Soledade, Recife – PE.
Unidade 2:Av. Conselheiro Rosa e Silva, 1519 - Loja 17 - Aflitos, Recife – PE.

Banca HQ Guararapes - Revistas e Jornais:
Av. Guararapes, 223 - Santana, Recife – PE.

terça-feira, 23 de maio de 2017

Em águas sombrias - Paula Hawkins | Editora Record | Texto de Regiane Medeiros


“Os homens a amarram de novo para o segundo ordálio. Agora de um jeito diferente: polegar esquerdo com dedão do pé direito, polegar direito com dedão do pé esquerdo. A corda ao redor da cintura. (...)

Ela afunda. Quando a arrastam para fora pela segunda vez, seus lábios estão do roxo de um hematoma e ela já não respira mais” (pg 91/92)

Uma pequena cidade do interior da Inglaterra sofre um abalo: uma jovem mãe solteira é encontrada morta no rio que corta a cidade. Sua irmã caçula, com quem não falava há anos, é obrigada a deixar sua vida em Londres para voltar à cidade natal e fazer o reconhecimento do corpo, além de assumir a guarda da sobrinha, uma adolescente completamente diferente do que ela aguardava.

Esse é o ponto de partida de Em Águas Sombrias, novo livro de Paula Hawkins, a autora que causou frisson com A Garota do Trem, ambos os livros lançados no Brasil pela Editora Record.

Durante anos Jules fugiu de seu passado de sofrimento, perda e violência, mas quando sua irmã Nel é encontrada morta, toda a angústia, humilhação e sofrimento da infância e adolescência emergem de sua alma, atormentando-a. 


“Fiquei pensando no que eu diria para você quando chegasse lá, que sabia que você tinha feito isso para me magoar, para me chatear, para me assustar, para tumultuar minha vida. Para chamar minha atenção, me arrastar de volta para onde você me queria. Muito bem Nel, você conseguiu: aqui estou no lugar para onde eu nunca quis voltar, para cuidar da sua filha, para dar um jeito na confusão que você armou” (pg 13)

As irmãs Abbott tinham uma relação difícil, Jules não amava Nel – ao menos, não sente como se tivesse amado – e Nel, certamente não amava Jules, já que foi uma das maiores causadoras do bullying imposto à irmã caçula, corroborando com atos que quase levaram Jules à morte.

Mas, porque a morte de Nel não se tornou um alívio para Jules? Por que Jules ainda ouve Nel em sua cabeça, rindo dela, fazendo-a de tola?

“Parte de mim queria ter uma conversa com você, mas não antes de você me dizer que sentia muito, não antes de implorar o meu perdão. Mas o seu pedido de desculpas nunca veio, e eu continuo esperando” (pg 65)


Durante a investigação da morte de Nel, vamos conhecendo melhor a história dessa cidade, desse rio, onde outras mulheres também morreram afogadas: algumas acusadas de bruxaria, outras por acidente, outras que se suicidaram... E as que foram jogadas do penhasco. O que tinha em comum entre todas essas mulheres: eram consideradas encrenqueiras.

Nel era uma fotógrafa famosa e tinha uma verdadeira obsessão pela história do rio, especialmente pelas mortes no Poço dos Afogamentos, o que torna sua morte naquele local ainda mais curiosa e bizarra.

“Quando você começa a fazer perguntas e a colocar pequenos anúncios em lojas e em pubs, quando começa a tirar fotos e a conversar com os jornais e a fazer perguntas sobre bruxas, sobre mulheres e almas perdidas, não está atrás de respostas, está atrás de problemas.” (pg. 96)

Afinal de contas, o que aconteceu com Nel Abbott? Alguns, como sua própria filha Lena, afirmam que ela se se suicidou. Outros, como sua irmã Jules e Nickie, a vidente da cidade, tem certeza de que ela foi assassinada. E quem terá razão?


Esse foi meu primeiro contato com livros da Paula Hawkins e preciso confessar que o estilo da narrativa não me agradou, são muitos narradores diferentes e a narração varia muito entre primeiro e terceiro narradores, o que pra mim quebrou um pouco o clima e ritmo da história. Mas, alguns de seus personagens são bem interessantes – particularmente, adorei a boca suja e mal-humorada Erin, uma das policiais envolvidas no caso da morte de Nel e que com seu instinto aguçado colaborou para sua resolução. Jules, a principal narradora do livro, me incomodou um pouco no início, por conta de todo o seu ressentimento pela irmã que acabou de morrer, mas ao longo do livro passei a entendê-la, ao conhecer seu passado, e tudo o que teve que suportar porque não era bela e magra como sua irmã mais velha. Sean, o policial encarregado do caso, foi um completo mistério, mesmo agora depois de terminar o livro, não sei o que pensar a seu respeito.

Com relação ao enredo em sua totalidade, a história realmente é boa e está à altura da expectativa criada – mesmo que eu não tenha devorado o livro, como pensei que faria -, o suspense dura até os últimos capítulos e não há nada de óbvio quando nos deparamos com a solução apresentada para os questionamentos que nos tomam durante a leitura, o que foi o ponto forte para mim com relação à escrita de Paula.

Fazia muito tempo que uma leitura não me deixava tão dividida, mas talvez eu esteja um pouco de ressaca com minha leitura paralela, que é bem pesada: O Livro dos Mortos do Rock – ainda não sei se conseguirei resenhá-lo -, mas recomendo a leitura para os amantes de thrillers e suspenses, vão se surpreender com esse mistério.


Em águas sombrias - Paula Hawkins

Nos dias que antecederam sua morte, Nel ligou para a irmã. Jules não atendeu o telefone e simplesmente ignorou seu apelo por ajuda. Agora Nel está morta. Dizem que ela se suicidou. E Jules foi obrigada a voltar ao único lugar do qual achou que havia escapado para sempre para cuidar da filha adolescente que a irmã deixou para trás.

Mas Jules está com medo. Com um medo visceral. De seu passado há muito enterrado, da velha Casa do Moinho, de saber que Nel jamais teria se jogado para a morte. E, acima de tudo, ela está com medo do rio, e do trecho que todos chamam de Poço dos Afogamentos…

Com a mesma escrita frenética e a mesma noção precisa dos instintos humanos que cativaram milhões de leitores ao redor do mundo em seu explosivo livro de estreia, A garota no trem, Paula Hawkins nos presenteia com uma leitura vigorosa e que supera quaisquer expectativas, partindo das histórias que contamos sobre nosso passado e do poder que elas têm de destruir a vida que levamos no presente.
domingo, 21 de maio de 2017

Sociedade J.M. Barrie - Barbara J. Zitwer | Editora Novo Conceito | Texto de Luana Souza


Estou muito feliz em saber que a Rebeca gostou das minhas resenhas (aqui | aqui), e de estar tendo a oportunidade de escrever de novo para o blog dela.

Depois que o pacotinho cheio de amor chegou aqui em casa trazendo muitas surpresas e dois livros, eu já fui logo embarcando na leitura de Sociedade J.M. Barrie, da Barbara J. Zitwer, e publicado pela Novo Conceito, editora parceria do blog Papel Papel.

Foi uma leitura relativamente rápida (uma semana), e eu estou doida para compartilhar minhas opiniões, pois esse se tornou um daqueles livros com o qual temos uma relação de amor e ódio hehe.


Sinopse: Joey, uma arquiteta nova-iorquina que só pensa em trabalho, está em Cotswolds para supervisionar a restauração da majestosa mansão que inspirou J. M. Barrie a escrever Peter Pan.

Os moradores da região não foram exatamente receptivos e também havia um problema com o zelador da mansão, um homem que parecia determinado a arruinar os planos dela. Com essa situação, Joey logo começa a pensar que não conseguirá fazer nada certo neste projeto e também em sua vida até descobrir a Sociedade de Natação de Senhoras J. M. Barrie e começar a nadar com elas em sua Terra do Nunca particular.

Para Joey, conhecer Aggie, Gala, Meg, Viv e Lilia vai ser uma grande experiência de vida o começo de um relacionamento que vai transformá-la de uma maneira mais que extraordinária...


A vida secreta das senhoras da Terra do Nunca...

Mesmo eu sendo uma grande fã de clássicos, e meu livro favorito de todos ser um clássico da literatura inglesa (Alice no País das Maravilhas *-*), eu nunca li a obra original de Barrie, uma dívida que pretendo cumprir um dia. Mas, como fã assídua de contos de fadas e filmes da Disney, as animações acabam fazendo parte da minha infância, assim como filme de 2003. Tenho toda a história e sua moral como uma grande inspiração para a minha vida.

Ah, também sou uma apreciadora da magia, então sempre acabo buscando por isso nas minhas leituras. Infelizmente, não foi o caso desse livro. Eu teria adorado se a autora tivesse inserido mais referências ao livro original e até mesmo aos filmes, mas tudo isso acaba se perdendo no meio dos problemas emocionais pelo qual a protagonista está passando.


"As personagens engraçadas, briguentas e afetuosas do fabuloso mundo de Zitwer deixam todos nós tentados a pular e nadar num lago gelado. Amei este livro." (Cathy Woodman, escritora)

Quanto as "senhoras da terra do Nunca", assim que li a sinopse fiquei imaginando uma sociedade secreta, que se encontrava secretamente em algum lago afastado... cheguei até imaginar uma atmosfera de magia envolvendo fadas, estrelas e piratas... mas não é bem assim. Vou falar claramente: o livro é um jovem-adulto que trata, principalmente, das dúvidas de uma mulher de uns 30 anos quanto a sentimentos-relações-trabalho-amor-vida. Isso tudo me soou como uma crise de meia idade, e os outros assuntos que deveriam ter mais enfoque ficaram como detalhes.

Ah, eu também li MUITAS resenha negativas no Goodreads de britânicos criticando detalhes da cultura inglesa que estavam totalmente equivocados no livro, alegando que a autora não pesquisou nada direito na hora de escrever. Qual a minha opinião sobre isso? Bem, eu não sou ninguém para criticar um inglês que se sentiu ofendido por seus costumes terem sido "alterados", e nem tenho um conhecimento enorme sobre a cultura britânica, mas talvez tenha sido falta de uma pesquisa mesmo o.O


Mas eu não tenho só críticas. Por se passar na Inglaterra, tem todo um tom gélido e cinza no livro, e isso é algo quer amo! Consegui extrair boas lições envolvendo amizade da história, pois, mesmo que eu esperasse que fosse mais trabalhado, surge uma amizade muito bonita entre a Joey e as senhoras da Terra do Nunca. Posso resumir esse livro em sendo um quase-clichê que nos satisfaz, e deixa nossos corações quentinhos ao terminarmos a leitura.

Ah, uma música que eu acabei escutando bastante enquanto lia foi "Neverland", da Zendaya <3


Quanto a edição, a Novo Conceito fez um trabalho encantador em todos os quesitos. A capa é linda, com uma paleta de cores maravilhosa e uma imagem que me lembrou demais a cena do filme "O Lar das Crianças Peculiares" onde o Jacob e a Emma mergulham no mar. O título é em verniz localizado, e as páginas são amarelas e bem porosas *-*


Gostaram da resenha? E das fotos? Eu adoraria ler a opinião de você aqui no blog Rebeca, e saber se alguém se interessou pela leitura.

Obrigada por tudo, pessoal. {Luana Souza}
quinta-feira, 18 de maio de 2017

[Novidades das Editoras] As Bibliotecas de Maria Bonomi e a Revista LIVRO 6 | Ateliê Editorial


Neste início de maio, a Sala Multiuso da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin, localizada no Campus da Universidade de São Paulo, inaugurou a exposição "As bibliotecas de Maria Bonomi", apresentando xilogravuras da artista produzidas ao longo de sua trajetória, assim como ilustrações que a artista produziu para o conhecido livro Ou Isto ou Aquilo, de Cecília Meireles. A exposição fica em cartaz de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 18h30, até o dia 26 de maio.

Em paralelo a exposição, o Ateliê Editorial publicou a sexta edição da revista Livro, que reúne 23 gravuras de Maria Bonomi feitas especialmente para a publicação do Núcleo de Estudos do Livro e da Edição da USP. Neste trabalho, a artista realizou um trabalho em gravura a partir de uma seleção de imagens de bibliotecas de diversos países do mundo que a artista visitou e pesquisou.

Para conhecer um pouco mais do trabalho de Maria Bonomi e da gravura como processo artístico, vale assistir o vídeo realizado pelo Instituto Arte na Escola, disponível em seu canal no Youtube:


E claro, não deixe de conhecer os trabalhos da artista publicados na edição nº 6 da Revista Livro :)

Sobre a revista: Ilustrada por gravuras da artista plástica ítalo-brasileira Maria Bonomi ao longo de suas páginas, a nova edição da revista Livro, uma publicação anual do Núcleo de Estudos do Livro e da Edição da Universidade de São Paulo (NELE/USP), oferece uma "experiência sensorial vibrante", nas palavras de seus editores, Marisa Midori Deaecto e Plinio Martins Filho.

Em seu sexto número, a obra traz texto inédito de Donaldo Schüler, mestre-tradutor de Homero e James Joyce; e artigo de Yann Sodert, ex-diretor da Biblioteca Mazarine (França), que apresenta uma abordagem histórica sobre catalografia e suas curiosidades ao longo dos tempos.

Livro nº 6 reflete, entre outros pontos, a respeito da leitura do jornal, e traz a reconstrução de um importante capítulo da história editorial brasileira: a trajetória de Jorge Zahar e a revolucionária coleção Biblioteca de Ciências Sociais. Esta edição levanta, ainda, questões relacionadas à crise cultural do impresso, ao analisar a função das bibliotecas atualmente.

Resultado do esforço coletivo de professores, pesquisadores e profissionais dedicados ao estudo da palavra, a publicação tem como finalidade conduzir o leitor a uma reflexão sobre a difusão de pesquisas que têm a palavra impressa como seu objeto principal. Desde seu número de estreia, Livro busca cobrir os ciclos de vida do impresso no Brasil e no mundo. A cada número da revista é escolhido um artista gráfico para ilustrá-la.

Os interessados em adquirir a Livro nº6 podem fazê-lo pelo site da editora e ou em grandes livrarias.

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