segunda-feira, 31 de outubro de 2016

[Listas] 5 coisas (inusitadas) que mais gostamos no Halloween

Neste 31 de outubro, dia de Halloween, resolvemos homenagear a data de um modo um pouco na contramão: ao invés de falarmos do mestre Stephen King ou das incríveis edições da Darkside (se bem que logo logo o Jonatas aparece com uma resenha nova por aqui...), nada melhor que uma lista-Buzzfeed contendo as 5 coisas (inusitadas) que mais gostamos no Halloween!


1. "Eu ganhei uma pedra..."
 


No episódio É a Grande Abóbora, Charlie Brown! (1966), Lucy e seus amigos percorrem a vizinhança no dia de Halloween em busca de "Doces ou Travessuras". Enquanto isso, Linus aguarda a chegada da Grande Abóbora e Charlie Brown parece não entender muito bem a lógica de toda essa festividade... 


2. Chiquinha de máscara



Um dos episódios mais "aterrorizantes" do Chaves é O Filme de Terror, de 1976, onde a turma se reúne para assistir TV na casa da Chiquinha e, em seguida, compartilhar histórias "assustadoras" no pátio da Vila. Uma cena clássica deste episódio é o momento onde a Chiquinha aparece com uma máscara bizarra e faz toda a Vila desmaiar.

Outro episódio memorável do gênero é o A Casa da Bruxa, onde Chaves e sua turma resolvem investigar se a Dona Clotilde é mesmo uma bruxa ou não.



3. Filmes de terror trash dos anos 80



Os filmes Poltergeist, Sexta-feira 13 e A Hora do Pesadelo são alguns dos mais conhecidos clássicos do terror dos anos 80. Porém, "inovadora" desde sempre, a emissora de Silvio Santos consolidou a década de 80 como a Era de Ouro dos filmes de Terror Trash. Quem nunca assistiu a obra prima O Monstro do Armário não sabe o que está perdendo! (risos)



4 . Halloween? Só se for Vintage!


Aos aficcionados por séries, recomendamos uma bela maratona de episódios de A Família Adams (o original dos anos 60, não o da Vandinha) e A Feiticeira (taí uma boa dica pra acalmar o coração de quem resolveu assistir Poltergeist ao invés do Monstro do Armário!)


5. Vídeo fofo de gatos, porque sim


Após assistir esse vídeo, cheguei a duas conclusões:
1- Minha relação com o Halloween é a mesma dos gatos do vídeo;
2 - Japão: melhor país, sempre!


http://www.qgdosblogueiros.com/
domingo, 30 de outubro de 2016

Uma semana e(m) um dia #2


Saudações, pessoal! Hoje é domingo, quase fim de outubro, e chegamos ao segundo post de nossa série Uma semana e(m) um dia (pra quem não acompanhou nossa primeira postagem, só clicar aqui). Confiram as anotações da semana de 22/10 a 29/10:


Bruno

Lembrei muito de minha adolescência essa semana ao escutar por horas o Neon Balroom, terceiro álbum de estúdio da banda australiana Silverchair.

Confesso que a nostalgia desempenhou um papel importante, mas independente disso, Neon Balroom é um bom trabalho que tenta mesclar o novo (grunge) e o antigo, por mais que na minha opinião tecnicamente não esteja no nível dos dois ultimos da banda (Diorama e Young Modern), Neon Balroom teve mais sucesso comercial por hits como Ana's song e Miss you love (alguém que não leu a tradução colocou como música de um casal apaixonado em alguma novela global, lamentável) que todo mundo conhece.

Quanto a publicações, encontramos a biografia A New Tomorrow (2014), organizada por Jeff Apter e não traduzida no Brasil.


Jonatas

"Seus cabelos eram escuros, os olhos eram escuros, e ele usava luvas pretas da mais fina pele de cordeiro. O quarto do bebê ficava na parte mais alta da casa. O homem chamado Jack subiu a escada, os pés abafados pelo carpete. Depois empurrou a porta do sótão e entrou. Seus sapatos eram de couro preto e engraxados com tal brilho que pareciam espelhos escuros: dava para ver a lua refletida neles, uma meia-lua fina."

Há algumas semanas estava cavando um buraco no meu quintal para enterrar alguns ossos a fim de adubar a terra. De repente, tive de interromper o trabalho. Vi que pá tinha travado em alguma coisa presa no chão. Parecia um pacote. Usei as mãos para não despedaçá-lo. Ao abrir a embalagem com meu endereço escrito, descobri ser um livro. O livro do cemitério, de Neil Gaiman. Ele conta uma história sobre o menino chamado Ninguém Owens, cujos pais e a irmã foram assassinados friamente e, por sorte, fora encontrado e adotado por um simpático casal de fantasmas. A história mistura o universo mágico habitado por fantasmas, bruxas e ghols em uma trama inspirada no Livro da selva, de Rudyard Kiplig (mais conhecido no Brasil pelo animação Mogli, o menino lobo, da Disney). Para quem quiser saber mais sobre minha estranha experiência durante a leitura, escreverei uma resenha para o Blog Papel Papel e, em breve, publicarei outra no Nerdgeek Feelings.


Rebeca

Domingo, 30 de outubro. Dia de segundo turno das eleições em muitos Estados. Enquanto Regiane curte umas férias praianas, Jonatas, Bruno e eu passamos o dia em filas de votação em nossos municípios. E até teríamos muita coisa pra comentar sobre este período (de espetáculo) eleitoral, mas, por ser esta uma postagem curtinha (e sem muitas intenções de treta), prefiro compartilhar uma citação que, de alguma forma, representa nossos pontos de vista aqui do Blog sobre tudo isso. Conheçam A civilização do espetáculo (publicado pela Editora Objetiva), de Mario Vargas Llosa, autor nascido no Peru e Prêmio Nobel de Literatura em 2010. O trecho escolhido fala muito bem sobre os nossos dias, e, na minha opinião, especialmente sobre o atual Rio de Janeiro:

"A sociedade democrática e liberal, apesar de ter criado os mais altos níveis de vida da história (...), em vez de despertar adesões entusiastas, costuma provocar tédio e desdém em seus beneficiários (...). Por exemplo, entre os artistas e intelectuais. (...) Não é ruim que os maiores privilegiados pela liberdade critiquem as sociedades abertas, nas quais há muitas coisas criticáveis; é ruim que o façam tomando o partido de quem quer destruí-las e substituí-las por regimes autoritários como a Venezuela ou Cuba. A traição de muitos artistas e intelectuais aos ideais democráticos não é a princípios abstratos, mas a bilhões de pessoas de carne e osso que, nas ditaduras, resistem e lutam para alcançar a liberdade. (...) Muitos artistas e intelectuais de nosso tempo tornaram-se muito baratos". (p. 130/131)

Leia o primeiro capítulo no site da Objetiva :)


Regiane 

Por vezes, a rotina de trabalho é tão intensa que parece nos engolir e turvar nossa visão, deixando os dias, sons e sabores, com tonalidades acinzentadas e esmaecidas, e o brilho do nosso sorriso vai se perdendo pouco a pouco. Para que isso não se torne permanente, é necessário um esforço de dentro para fora, em busca de um mísero impulso que torne tudo colorido novamente. Pode ser qualquer coisa, como a descoberta de uma nova banda de folk-rock com potencial para se tornar um dos grandes nomes da década, a degustação de um novo sabor de sorvete que lhe remete à infância e seus momentos gloriosos de prazer simples ou ainda um momento off conhecendo um novo lugar e recuperando as energias para o próximo mês. Como na foto, onde estou ao lado de uma das esculturas marinhas presentes na orla das praias de Bertioga, litoral norte de São Paulo. Uma ótima semana a todos, namaste!
sexta-feira, 28 de outubro de 2016

De Amor e Amizade - Crônicas para jovens, de Clarice Lispector | Editora Rocco



"Ainda continuo um pouco sem jeito na minha nova função daquilo que não se pode chamar propriamente de crônica. E, além de ser neófita no assunto, também o sou em matéria de escrever para ganhar dinheiro. Já trabalhei na imprensa como profissional sem assinar. Assinando, porém, fico automaticamente mais pessoal. E sinto-me um pouco como se estivesse vendendo minha alma. Falei nisso com um amigo que me respondeu: mas escrever é um pouco vender a alma. É verdade. Mesmo quando não é por dinheiro, a gente se expõe muito. Embora uma amiga médica tenha discordado: argumentou que na sua profissão dá sua alma toda, e no entanto cobra dinheiro porque precisa viver. Vendo, pois, para vocês como o maior prazer uma certa parte da minha alma - a parte de conversa de sábado."

Escrever aos que descansam à beira da página e do sábado: entre os anos 1967 e 1973, Clarice atuou como cronista no Jornal do Brasil, onde semanalmente compartilhou textos claros como os de um diário, porém obscuros aos que esperavam de Clarice um gênero literário, e não um engenho de si mesma.

Por descobrir-se poeta, desnudar o coração era entregar-se ao mundo, e, ao mesmo tempo, vivê-lo: "Mas há a vida que é para ser intensamente vivida, há o amor. Há o amor. Que tem de ser vivido até a última gota..." (em "Mas há a vida", p. 57). Nestas crônicas de sábado, Clarice dedicou seus versos à audácia dos primeiros encontros, assim como aos enganos de toda pequena juventude: "Quando criança, e depois adolescente, fui precoce em muitas coisas. Em sentir um ambiente, por exemplo, em apreender a atmosfera íntima de uma pessoa. (...) Enquanto isso, sem saber da realidade, continuava por puro instinto a flertar com os meninos que me agradavam, a pensar neles. Meu instinto precedera a minha inteligência. (...) Sofri muito..." (em: "A descoberta do mundo", p. 29). Com as dores de cada descoberta, resta-nos, tal como Lispector, atravessar o amor e recomeçar o caminho. Ou nele insistir.

O amor que a todos fere é comum ao texto de Clarice. E também o ciúme, este disfarce para o coração inconformado com a vida que não se conquistou plenamente. Em "Por causa de um bule rachado" e "Sem aviso", a desigualdade do sentimento torna-se o estopim de uma "comunicação muda" (este, também nome de crônica), onde o par predispõe-se ao desencanto, e, sem ventura alguma, às portas fechadas, ao assombro da partida: "O que nos salva da solidão é a solidão de cada um dos outros. Às vezes, o que elas comunicam silenciosamente uma à outra é o sentimento de solidão". (p. 53)

O fim de um amor pode ser o início de uma amizade, ou o seu indício. Em certas crônicas, Clarice revive alguns seus amores: Leopoldo, San Tiago, Sergio Porto e Lucio Cardoso, este último, por quem nutriu legítima admiração e pesares infinitos:

"Enquanto escrevo levanto de vez em quando os olhos e contemplo a caixinha de música antiga que Lúcio me deu de presente. (...) Tanto ouvi que a mola partiu. A caixinha de música está morta? Não. Assim como Lúcio não está morto dentro de mim." (p.92)

Tanto ouvimos que a música não terminou. Arrepia o ouvido. Como estrofe sem par ou um par sem horizonte, suspenso e frio, tão frio como a duração de um amor que não disse adeus. Neste ponto da história, Clarice enfrenta a solidão do nada, assim como o peso do infinito: "Não, não quero mais gostar de ninguém porque dói. Não suporto mais nenhuma morte de ninguém que me é caro. Meu mundo é feito de pessoas que são as minhas - e eu não posso perdê-las sem me perder." (em "As dores da sobrevivência: Sérgio Porto", p. 93). Romper o fio do mundo é um malabarismo próprio ao fim do amor, mesmo. Em dias assim, só nos resta o espanto de uma nova rima, ou os encantos de um passado e seu precipício.

Todo sentimento, porém, pode tornar-se uma espécie de amigo: "Saudade é um pouco como fome. Só passa quando se come a presença". Penso neste abrir de crônicas em um sábado antigo: como fugir ao que ainda nos consome e enfrentar outras verdades? E como encontrar uma verdade que doa menos e, continuamente, escrevê-la com a intensidade de um rito? Nesta reunião de textos, Clarice demonstra todo um encanto pelo cotidiano e seus episódios (um homem e seu cachorro; um olhar, um carro novo e um galanteio; uma viagem de táxi ou um jantar; as inimizades e uma carta esquecida...), que, de tão triviais, em pouco se distanciam do sentimento amoroso: ao grudarem no olhar e na pele, os guardamos em nossa história, assim como em nosso texto, como se deles aguardássemos o próximo enredo de nossas vidas, e quem sabe esse tal amor, de novo e de novo...

"Tive um dia desses um almoço alegre e melancólico. Tratava-se do reencontro de três ex-colegas da Faculdade Nacional de Direito. (...) Reencontro alegre porque gostávamos umas das outras, porque a comida estava boa e tínhamos fome. (...) E melancólico porque nenhuma de nós terminara sendo advogada. Advogada, meu Deus. (...) Voltando ao grupo: nós nos despedimos alegres ou tristes? Não sei. Em mim havia um certo estoicismo, em relação a ter tido uma parte do meu passado tão inútil. Ora, mas quantas outras coisas inúteis eu já havia vivido. Uma vida é curta: mas, se cortarmos os seus pedaços mortos, curtíssima ela fica. (...) 
Tomei um táxi que me deixaria em casa, e refleti sem amargura: muita coisa inútil na vida da gente serve como esse táxi: para nos transportar de um ponto útil a outro. E eu nem quis conversar com o chofer." (p.129).


"Até que começou a madrugar, a quase amanhecer devagar. (...) E San Tiago descobriu nas esquinas de Paris as primeiras vendedoras de flores. Não posso dizer quantas rosas ele comprou para mim. Sei que eu andava pelas ruas sem poder carregar tantas, e à medida que eu andava as rosas caíam pelo chão. Se jamais fui bonita foi naquele amanhecer de paris, com as rosas caindo de meus braços plenos. E um homem que enfeita uma mulher não tem lucidez fria." (p.96)


Clarice lispector | Org. Pedro Vasquez
Ed. Rocco Jovens Leitores, 2010

Sinopse: Amor e amizade inspiraram Clarice Lispector dezenas de vezes. Prova disso são as quatro dezenas de textos selecionadas pelo editor Pedro Karp Vasquez para a coletânea De amor e amizade – crônicas para jovens, primeiro de uma coleção que reunirá crônicas, escolhidas por temas, de Clarice Lispector.

Sem prender-se a significados prosaicos, a escritora criou durante anos histórias que remetem a amizades daquelas sem tamanho, a amores para o resto da vida, a relacionamentos baseados na superficialidade e até mesmo ao episódio daquele amor destruído por causa de um bule de bico rachado. Passadas mais de três décadas da morte de Clarice Lispector, os textos confirmam que esses sentimentos permeiam relações e gerações.

Os textos escolhidos apresentam-se impregnados pela forma incomum com que a escritora transporta para o papel seu jeito de ver o mundo e de lidar com o amor e a amizade. Linha após linha, Clarice conduz seus leitores pela “mistura de observações das miudezas do cotidiano com vastos voos do espírito”, como define o editor no prefácio. Leitores de Clarice Lispector não tem idade, mas desta vez a seleção foi pensada para provocar uma experiência inspiradora em jovens leitores, aqueles que “estão começando a descobrir os mistérios e os prazeres do amor e da amizade”.

Histórias fictícias intercalam-se com relatos pessoais, nos quais Clarice parece prestar uma homenagem a amigos queridos. Aparecem nesses momentos, companheiros de episódios de alguma fase da vida da autora, como é o caso do matemático Leopoldo Nachbin. Clarice e Leopoldo encontraram-se no primeiro dia de aula do Grupo Escolar João Barbalho, em Recife. Durante alguns anos, os dois foram os mais impossíveis da turma, com boas notas em todas as disciplinas, exceto em comportamento.

Clarice escreve ainda sobre outro tipo de amor/amizade, aquele com toques genuínos de admiração, algo próximo ao sentimento que levou a leitora anônima a fazer um suéter especialmente para a escritora. A resposta, em tom de agradecimento, foi escrita com a delicadeza que Clarice costumava dedicar aos leitores – a quem chegava a responder cartas e a escrever crônicas baseadas em suas sugestões e seus questionamentos: “E eis-me dona de repente do suéter mais bonito que os homens da terra já criaram.”

De amor e de amizade – crônicas para jovens não se restringe, porém, somente àqueles que encontram-se com Clarice pela primeira vez, mas serve também como um “sopro de renovação e reflexão para os leitores mais maduros”, aqueles que há muito já descobriram que a vida não foi feita para ser vivida automaticamente e que tanto a amizade quanto o amor devem ser experimentados até a última gota – “sem nenhum medo”, como ressalta em determinado momento a escritora.




quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Novidades das Editoras: Editora Gente | Outubro 2016

E outubro também é mês de lançamento da Editora Gente! Conheça alguns dos títulos de Empreendedorismo, Negócios, Vida Pessoal e Financeira:


Empreenda sem fronteiras
Bruno Pinheiro

Bruno Nogueira Pinheiro é um publicitário como muitos no Brasil. Estudou, formou -se e conquistou uma sólida carreira no mercado brasileiro. No entanto, após chegar a gerente de marketing em uma grande empresa, se deu conta de que queria mais. Bruno não queria ficar preso em um escritório pelo resto da vida. Sonhava em rodar o mundo e ter grandes experiências.

Foi então que teve a ideia de usar o seu conhecimento em marketing digital e se consolidar num mundo novo: o dos “infoprodutos”. Tornou-se especialista no assunto e passou a “nômade digital”. Hoje, já são mais de 40 países visitados, depois que decidiu abandonar o terno, horário fixo, registro em carteira e o salário, que não o satisfazia mais. Ele faz parte da geração de empreendedores digitais, que investe na internet e vem conquistando resultados positivos nos negócios.

Agora, as experiências de suas viagens, desbravadas pelo mundo de negócios digitais, ganharão um livro. Em “Empreenda sem fronteiras”, lançado pela Editora Gente, o especialista em marketing digital revela o seu método para ganhar dinheiro usando a internet, de qualquer lugar do mundo.



Fator de enriquecimento
Paulo Vieira

“Certa vez conheci uma pessoa tão pobre, tão pobre, que a única coisa que ela tinha era dinheiro.” Você provavelmente deve ter ouvido esse bordão por aí, certo? E também já deve ter conhecido alguém com o seguinte perfil: profissional bem-sucedido, com um cargo de responsabilidade em uma grande empresa, mas que, na vida pessoal, não encontra a riqueza que gostaria de ter. Histórias como essa nos fazem pensar: o que define a verdadeira riqueza?

Para Paulo Vieira, autor deste livro, a verdadeira riqueza é aquela que combina as três dimensões humanas: o ser (a identidade), o fazer (a capacidade) e o ter (o merecimento). Mas como isso funciona na prática? Depois de anos estudando o comportamento financeiro de seus clientes, o autor descobriu as quatro variáveis que influenciam e determinam a capacidade de enriquecimento do indivíduo, chegando a uma equação matemática denominada Fator de Enriquecimento. Conheça essa nova metodologia e encontre as bases para criar a sua própria equação da riqueza!

- Faça uma radiografia da sua saúde financeira.
- Saiba quais são os comportamentos e as crenças limitantes que o impedem de enriquecer.
- Aprenda as cinco condutas da riqueza.
- Estabeleça metas financeiras que você realmente possa atingir.
- Descubra em qual modelo mental financeiro você se encaixa e como virar esse jogo.


Incansáveis
Como empreendedores de garagem engolem tradicionais corporações e criam oportunidades transformadoras
Maurício Benvenutti

Somos atropelados pelas inovações em série que atingem todos os setores da economia. Nosso planeta será muito diferente em pouco tempo. O que funcionou nos últimos cinquenta anos não funcionará nos próximos dez. No entanto, muita gente não enxerga isso ou finge que não vê! Uma nova geração de empreendedores, que enfrenta sem medo as grandes empresas, está reescrevendo completamente a sociedade em que vivemos. Esses INCANSÁVEIS não suportam mais o sedentarismo e a mesmice das coisas. O que eles querem é construir um foguete e ir para a Lua!

Morando no Vale do Silício, Maurício Benvenutti usa a experiência de ter participado da construção de uma empresa bilionária e de conviver diariamente com talentos do mundo inteiro para mostrar o futuro que muitos não aceitam e a forma como os negócios bem-sucedidos são criados hoje em dia.


Os segredos para ter memória forte e cérebro sempre jovem
Renato Alves

Pare e pense por um minuto em sua vida. Tudo o que você faz depende da memória, não é mesmo? Da tarefa mais complexa, como resolver uma equação matemática, até as tarefas simples, como lembrar o nome de alguém que está parado na sua frente, onde guardou a chave de casa etc. Neste livro, o especialista em memorização Renato Alves mostrará que é possível treinar a memória e ensinará meios inteligentes de preservá-la que garantirão maior produtividade, autonomia e confiança em tudo o que fizer independentemente da idade.Com uma boa memória você conseguirá reduzir o tempo gasto nas atividades, encontrar respostas rápidas e criativas para os problemas e a abraçar novos projetos com mais segurança – abrir um novo negócio, iniciar uma faculdade, aprender outro idioma e estudar para concurso – mesmo depois da quarta década de vida. Aqui você aprenderá:

- Quais são as causas fisiológicas, psicológicas e circunstanciais dos lapsos de memória e como driblá-las.
- Um método de treinamento para o cérebro que consiste em três planos a serem cuidados: físico, emocional e cognitivo.
- Métodos mnemônicos (especialidade do autor), que podem aumentar em até dez vezes seu potencial de memorização.
- Estratégias para prevenir o Alzheimer.
- Os segredos para envelhecer ativo, produtivo, confiante e com lucidez.


O poder da alegria
Bibba Pacheco

Este livro tem como missão fazer você se conectar à força interior mais poderosa: a alegria. Muito se fala sobre a felicidade e a busca dela, mas pouca gente compreende que a felicidade é atingida pela prática diária da alegria.

E a alegria se pratica. A partir do equilíbrio de cinco forças estudadas e aplicadas pela autora e que podem ser reproduzidas por qualquer pessoa. Muita gente passa a vida acreditando que só se pode ser feliz tendo poder, dinheiro, as condições perfeitas de vida para atingir seus objetivos, mas descobrir a chave da alegria lhe trará os meios para criar as suas condições perfeitas. É possível ter prosperidade, saúde, autoaceitação e amor, tudo ao mesmo tempo? Deixe Bibba Pacheco lhe provar que sim.

- Entenda as cinco práticas da alegria: alimentação, movimento, reflexão, mentalidade e energização e como incluí-las na sua rotina.
- Faça sua vida fluir naturalmente para o caminho da felicidade.
- Entenda como aplacar a angústia e a ansiedade? Aprenda a desenvolver o seu poder interno e torne-se invencível.
- Faça uma viagem profunda para dentro de si mesmo e atinja a paz interior.

Depois do Fim, de Daniel Bovolento - Editora Planeta | Resenha por Gih Medeiros

http://www.planetadelivros.com.br/depois-do-fim-livro-221607.html

Depois do Fim

Fim. Término, encerramento, conclusão. Fim. 

Fim da viagem, fim do dia, fim da refeição, fim do período de descanso, fim do horário de verão, fim do texto, fim do relacionamento. Fim.

O término de qualquer origem pressupõe que algo existiu, teve seu tempo determinado, ou sua função realizada, e o momento de se transformar em outra coisa chegou. Sim, porque o fim de algo não necessariamente leva à extinção do que existiu, pode haver uma mudança de paradigma e outra coisa surgir daí. Especialmente quando se trata de relacionamentos e os sentimentos dos envolvidos. Essa é a premissa de Depois do Fim, novo livro de crônicas de Daniel Bovolento (publicitário e criador do blog Entre Todas as Coisas, além de colunista em portais como Casal Sem Vergonha e Área H), publicado pela Editora Planeta de Livros.

O que acontece quando você tem que terminar um relacionamento que, a seu ver, não faz mais sentido? E o que ocorre quando você acha que tá tudo bem, mas seu companheiro não vê assim e decide pôr um fim na relação de vocês? Como seguir em frente com um turbilhão de sentimentos conflituosos atrapalhando seu caminho? Como lidar com o fato de que machucou alguém que foi tão importante pra você? Como suportar a dor de ser rejeitado após entregar partes de você que mais ninguém tinha acesso? Dureza, não?

“Será que a gente vai transformar o amor que a gente tinha em falta?” (pg. 16)

Estar em nenhum dos dois lados é fácil, por mais que as pessoas em geral acreditem que quem terminou é algum tipo de vilão. O processo de decisão do fim é difícil e aterrorizante, já que as dúvidas sobre a assertividade dessa ideia corroem lentamente o afeto que ainda nos liga ao outro, tornando cada momento amargo até que não há mais nada a fazer a não ser nos libertar desse sentimento opressor de que estamos enganando uma pessoa tão importante em nossas vidas.

Ser deixado também é doloroso. Ser alvo de uma rejeição não é algo com o qual nós humanos, estamos acostumados a lidar. Ouvi de uma pessoa recentemente que a dor de ser deixado era maior do que a da perda de um ente querido, isso porque a pessoa que morre não escolhe o seu destino, e a pessoa que deixa o companheiro escolhe isso. Saber que a pessoa que é alvo do seu afeto escolheu deixar para trás tudo o que construíram juntos, de fato, é pra dilacerar nosso coração.

“Quando acaba, ambos saem um pouco mais destruídos (ou aliviados). Mas os dois sentem, os dois sofrem, os dois têm visões diferentes do seu lado da moeda. Por mais que às vezes pareça que é, o amor não é um simples e fácil jogo de cara ou coroa” (pg. 45)

Mas uma coisa é certa, todos nós nos recuperamos desses finais dolorosos. Talvez a dor não passe, algumas delas nós carregamos a vida toda, mas acabamos nos acostumando à sua presença, como uma velha companheira que nos lembra de tempos melhores. Afinal de contas, nós lamentamos aquilo que consideramos ter perdido, e isso só ocorre com as coisas boas, com as pequenas delicadezas, os gestos despretensiosos que constroem os relacionamentos bloco por bloco, as singularidades que nos unem ao outro.

“É como se algo te despertasse pra vida e colocasse nas suas mãos mais uma chance de ser leve, mais uma chance de preencher essa caixa que tu leva no peito e que ainda não deu lugar a ninguém que ficasse sem incomodar, sem remexer tudo de uma maneira errada, sem fazer com que você sentisse tudo isso porque finalmente o amor chegou” (pg. 214)

Com maestria e simplicidade, Daniel nos leva através de desabafos, lembranças e diálogos, a vivenciar as sensações que esse momento tão delicado e crucial, provoca. A cada texto você se pega vivendo a dor, tristeza, melancolia e por fim esperança. Sim, esperança! Pois para cada final, sempre há um novo começo e não podemos nunca perder isso de vista em nossa jornada.

 

Sinopse: Como fica a minha vida depois de você? Como é que a gente faz para esquecer alguém?
Os primeiros vestígios do fim, as despedidas, deixar alguém, ser deixado, o recomeço, a necessidade de se acostumar a viver sozinho de novo, os flashbacks, as ligações de madrugada, a falta que persiste, os novos encontros, os velhos encontros, a gente encontrando a gente, um mundo novo surgindo, a luz no fim do túnel. Em Depois do fim, Daniel Bovolento conta a trajetória de todo mundo que terminou alguma coisa e tem que aprender a lidar com as diferentes dores e superações de quem perdeu um amor. 

São 50 textos em que se misturam crônicas e desabafos sobre recomeço, aprendizado e a esperança de um novo final feliz. “Cada um de nós encontra uma maneira diferente de encarar o fim. Cada um de nós passa por fins diferentes, por mais que tenhamos tido histórias parecidas.”
domingo, 23 de outubro de 2016

Novidades das Editoras: lançamentos e reimpressões Editora Planeta de Livros | Outubro 2016

Outubro, este melhor-mês que passa rápido demais, também está repleto de lançamentos e reimpressões! Confira nossos títulos preferidos da Editora Planeta de Livros:


O sapo que queria ser príncipe - 2ª edição

Rubem Alves

O sapo que queria ser príncipe é um livro de memórias. Isso poderia ser verdade se o autor não fosse Rubem Alves.

Em sua obra, nada é assim tão simples de ser classificado. Suas memórias não são apenas memórias. Nestas páginas, as histórias do menino que deixa o interior de Minas Gerais para se aventurar pelo Rio de Janeiro são verdadeiras pérolas de sabedoria. O estilo do autor transforma cada relato em uma deliciosa lição de vida repleta de filosofia e poesia. Terminamos o livro com vontade de querer saber como tudo aquilo continuou.

Como o pastor virou escritor, não abandonando a religião, mas trazendo o que ela tem de melhor para mais perto de todos através da literatura. Ler as memórias de Rubem Alves é um privilégio.

 
Ostra feliz nao faz pérola - 2ª edição
Rubem Alves

A ostra, para fazer uma pérola, precisa ter dentro de si um grão de areia que a faça sofrer. Sofrendo, a ostra diz para si mesma: “Preciso envolver essa areia pontuda que me machuca com uma esfera lisa que lhe tire as pontas…”

Ostras felizes não fazem pérolas... Pessoas felizes não sentem a necessidade de criar. O ato criador, seja na ciência ou na arte, surge sempre de uma dor. Não é preciso que seja uma dor doída... Por vezes a dor aparece como aquela coceira que tem o nome de curiosidade. Esse livro está cheio de areias pontudas que me machucaram. Para me livrar da dor, escrevi.


50 grandes ideias da humanidade que você precisa conhecer
Ben Dupré

É com essa frase do escritor francês Victor Hugo que Ben Dupré inicia este livro. Não poderia ter escolhido melhor. Afinal, as ideias constroem governos e os derrubam, criam novos comportamentos e tendências, alimentam crenças e desconstroem mitos. Nada é mais forte do que uma ideia, por mais que ela assuste ou encante. Dividido em seis grandes grupos – filosofia, religião, política, economia, artes e ciências –, este livro apresenta os conceitos básicos por trás de cada tema. Em filosofia, por exemplo, aborda diversas correntes do pensamento e alguns dos conceitos criados para dar conta dos grandes dilemas humanos. Já em religião, discute questões básicas e movimentos como o fundamentalismo e o criacionismo. A parte dedicada à política é a maior porque engloba todo tipo de movimento: do liberalismo ao racismo, do fascismo ao feminismo. Os principais movimentos artísticos, as teorias mais importantes da ciência e da economia completam as 50 grandes ideias da humanidade que você precisa conhecer.


Amor verdadeiro
Jude Deveraux
Ambientado numa ilha paradisíaca e um dos romances mais cultuados de Jude Deveraux, best-seller americana que já vendeu mais de 60 milhões de exemplares pelo mundo, o livro conta a história de Alix Madsen. Quando ela está terminando a faculdade de arquitetura, Addy Kingsley, amiga de seus pais, morre. No testamento, a mulher estipula que a jovem tem direito a viver por um ano em sua encantadora casa do século XIX na ilha de Nantucket (Massachusetts), EUA. O relacionamento de tia Addy com a família Madsen é um mistério para Alix, mas ela aceita a oferta e, ao chegar na propriedade dos Kingsley, percebe que não é má ideia passar uma temporada ali. Além de o lugar ser um sonho para qualquer arquiteto, ela conviverá com o charmoso Jared Montgomery Kingsley, dono de um dos mais importantes escritórios de arquitetura do país e sobrinho-neto de Addy, portanto, herdeiro natural da casa. O que Alix não imaginava era que tia Addy tinha um propósito muito específico para ela quando a colocou naquele lugar: solucionar o desaparecimento de Valentina, uma das mulheres da família Kingsley, ocorrido cerca de dois séculos antes. Em meio ao verão na ilha, Alix e Jared serão obrigados a conviver, o que pode ser a chave para desvendar o tal mistério dos Kingsley.


A invenção da natureza
A vida e as descobertas de Alexander Von Humboldt
Andrea Wulf

A invenção da natureza revela a extraordinária vida do explorador, geógrafo e naturalista alemão Alexander von Humboldt (1769-1859), o cientista mais conhecido de seu tempo. Com suas descobertas, fruto de expedições pelo mundo afora (escalando os vulcões mais altos do mundo, cruzando a Sibéria em plena epidemia de praga, navegando pela então ameaçadora Amazônia), gerou inveja em Napoleão Bonaparte, inspirou Simón Bolívar em sua revolução e Darwin a zarpar com seu navio Beagle. Sua história é contada neste livro de forma saborosa e profunda, partindo de uma ampla pesquisa sobre o homem que concebeu a maneira como vemos a natureza hoje. Best-seller nos Estados Unidos e na Inglaterra, e com os direitos vendidos a mais de 20 países, A invenção da natureza foi aclamado pela crítica e ganhou prêmios como o Costa Biography Award e o Los Angeles Times Book Prize de 2016.


O império do oprimido
Guilherme Fiuza

O primeiro governo popular assume prometendo libertar o país da opressão dos ricos. Filha de um dos homens mais ricos do país, a jovem Luana Maxwell rompe com a família aristocrática no dia da eleição.

Sufocada, aos 25 anos, ela sai de casa só com a roupa do corpo, afrontando duplamente o pai magnata: abre mão da herança da sua rede de hotéis e vai procurar a “vida real” ao lado dos adversários políticos dele. Sua ponte para o universo progressista é o advogado Beto Leal, seu professor de mestrado, por quem ela está fascinada. Beto acaba de criar uma ONG e Luana começa a trabalhar com ele no momento em que a organização conquista um contrato com o governo – graças ao publicitário Marivaldo Valadares, operador invisível do partido do novo presidente. Vendo o dinheiro cada vez mais abundante nas mãos dos defensores dos pobres, Luana Maxwell vai descobrindo seu novo mundo como uma Alice no país das maravilha progressistas: o amor, a verdade e a solidariedade num balé alucinante com as verbas, os votos e o poder. Neste romance sobre a vida política no século 21, o jornalista Guilherme Fiuza levanta o véu das ideologias para exibir os personagens trágicos e cômicos que circulam no mercado da bondade.


sábado, 22 de outubro de 2016

Uma semana e(m) um dia # 1

Um dia pra lembrar do que ficou, uma semana pra contar o que não se esquece. Estranheza é medir assim o tempo; pior é abafar a vida. Talvez o texto não traduza o melhor de nossa experiência, porém, sem ele, muito do que viveríamos simplesmente desapareceria. Em momentos assim, melhor não descartar a sensação de que poderíamos ter contado um pouco mais, assim como a de que o que importa mesmo é não ter vivido menos.

Uma semana e(m) um dia é um projeto de postagem coletiva, a ser realizado semanalmente (assim desejamos) por todos os colaboradores do Blog Papel Papel. Este formato de post é inspirado em algumas páginas que seguimos, especialmente a da querida Val do blog Uma Pedra no Caminho e suas postagens "Resumo da Semana". Afinal, nem só de literatura vivemos, e há um tanto de assuntos que também gostaríamos de conversar com vocês. Só falta começar, né? :) 


Semana de 15/10 a 22/10



Bruno

Esta semana, apesar de muito trabalho, consegui ler Nostromo, romance de um dos meus escritores favoritos, Joseph Conrad, que sempre me surpreende positivamente na escolha das palavras, cada linha traz uma riqueza única. Os clássicos russos talvez também tenham essa característica, mas não vou entrar em detalhes para isso aqui não virar uma resenha. Selecionei dois trechos que exemplificam bem Conrad e sua habilidade poética mesmo após tradução: o primeiro de Lord Jim e o segundo de Nostromo.

"O homem que nasce cai num sonho, como o homem que cai no mar. Se tenta elevar-se no ar, como as pessoas inexperientes tentam fazer, afoga-se – nicht wahr?… Não! Eu lhe digo! O jeito é o elemento destrutivo se submeter, e com os movimentos dos pés e das mãos na água fazer o mar profundo mantê-lo à tona.”

"A ação é um mero consolo. É a inimiga do pensamento e a amiga das ilusões aduladoras"

Em formato pocket, Nostromo pode ser encontrado em edição da Companhia das Letras e Lord Jim pela Martin Claret.



Jonatas

Essa semana foi bem esquisita. Quinta-feira estava sozinho em casa, quando, de repente, ouvi um estalo baixo na minha janela. Parecia o som de pequenas pedras se chocando no vidro. Olhei para trás. Não havia nada. Depois de cinco minutos o som voltou, repetitivo e incômodo. Virei a cabeça rápido para que não escapasse. Era um pombo tentando entrar desesperadamente. Corri para espantá-lo pensando sobre o que minha mãe sempre me falou sobre as doenças que essas aves transmitem. Mas antes que abrisse a janela, ele fugiu. Então encontrei algo estranho encostado no basculante. Um pacote negro com uma caveira branca impressa e a inscrição “Darkside”. Jeito estranho dessa editora mandar livros pra gente, pensei. Abri. Dentro estava um livro. O lançamento Os Pássaros, escrito por Frank Baker. Capa dura, arte gráfica impecável, lombada de página negra, marcador de página em tecido e uma pena... Saibam que li as primeiras páginas no mesmo instante e garanto que os amantes de literatura pós-apocalíptica irão gostar. Muito.

Aqueles que desejarem saber acerca da minha experiência de leitura, na próxima semana publicarei uma resenha no Nerdgeek Feelings.



Rebeca

 

Dá um certo arrepio na espinha lembrar que tal banda ou filme ou disco comemoram vinte anos agora em 2016. Primeiro, porque eu com certeza desconheço todas as músicas lançadas neste ano, mas lembro perfeitamente do cenário cultural lá dos mil novecentos e noventa. Sim, aqui no Papel Papel estamos todos nesta fase nostálgica pra lá dos muitos 20, e entendendo que a vida é mesmo esta coleção de memórias e rugas, assim como bolhas nos pés de ter caminhado tanto por aí. 

Há uma semana, ganhei ingresso para o show de uma banda que nunca imaginei assistir. No último 15 de outubro, a banda mineira Skank passou aqui pelo Rio para realizar um show comemorativo dos vinte anos do disco Samba Poconé, que inundou os ouvidos de toda uma geração com o pegajoso hit Garota Nacional. Apesar dos pesares desta música (e de ter começado com 1h de atraso), o show foi realmente bom demais! E a sensação de gostar de uma banda ou filme ou disco assim de forma tão inesperada (okay, eu já curtia uma ou outra baladinha da banda, mas, para um show de 2h, confesso que fiquei meio perdida; não sabia cantar muita coisa) é algo a se guardar na memória. E quem sabe curtir um outro show deles.



Regiane

Essa semana realizei um sonho antigo (cof cof nem tão antigo, sabe como é, né): adquiri o box com as seis temporadas de Dawson's Creek, seriado idealizado por Kevin Williamson (diretor de clássicos como Pânico e Eu sei o que vocês fizeram no verão passado) e produzido/exibido entre 1998 e 2003. A história de Dawson, jovem idealista que sonha em ser o novo Spielberg, emocionou toda uma geração ao abordar os temas mais complexos e sinistros da passagem da adolescência para a vida adulta, sendo pioneiro ao explorar de maneira delicada, mas profunda, temáticas que até então em outros seriados, eram abordadas de maneira superficial. Observar o crescimento de Dawson, Joey, Pacey e Jen definitivamente ajudou a minha geração a entender um pouco melhor o que acontecia conosco, nossa dualidade e nossos receios, e mostrou que a jornada pode não ser tão favorável ou tranquila, mas se você não perde sua essência no caminho, seus sonhos podem vir a se tornar realidade. É, eu me empolgo sim com essa série que na minha opinião, ainda é a melhor do seu gênero e poder reviver essa história está sendo delicioso. A garota de 16 anos que vive em mim, ainda se emociona ao ver a abertura com os quatro jovens andando na praia e eu espero que permaneça assim, me emocionando com algo tão simples, até quando eu tiver 80 aninhos.

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Antologia da Poesia Portuguesa Contemporânea | Lacerda Editores / Editora Nova Aguilar


Retomando nossas postagens de Poesia, dedicamos o post de hoje a um título encontrado em um dos sebos mais conhecidos aqui do Rio de Janeiro, o Luzes da Cidade.

Nesta visita ao Luzes, encontrei o inacreditável Antologia da Poesia Portuguesa Contemporânea, publicado em 1999 pela Lacerda Editores / Editora Nova Aguilar, hoje um selo do nosso parceiro Grupo Editorial Global. A Nova Aguilar é uma casa editorial que se destaca por seu trabalho com antologias e obras completas dos maiores clássicos da literatura nacional e estrangeira. Dentre os projetos realizados, obras completas de Aluísio Azevedo, Machado de Assis, Miguel de Cervantes e William Shakespeare. 


Antologia da Poesia Portuguesa Contemporânea - Alberto da Costa e Silva Alexei Bueno (Org.)

O projeto da Antologia tem como ponto de partida uma publicação de 1944, Poetas novos de Portugal. Organizada por Cecilia Meireles, Poetas foi responsável por difundir entre os leitores brasileiros um apanhado de obras dos grandes nomes do Modernismo português, como Fernando Pessoa e Mário de Sá-Carneiro. 

Na antologia dos autores Alberto da Costa e Alexei Bueno, o leitor conhecerá o trabalho de 72 poetas, todos nascidos entre 1900 e 1965, e atuantes tanto no período modernista português como nas mais recentes orientações estilísticas de nossa geração. 

Aqui no blog, compartilhamos o trabalho de três autores dos mais conhecidos entre os leitores brasileiros: Sophia de Mello Breyner Andresen, José Saramago e Herberto Helder. Esperamos que gostem da seleção!


Sophia de Mello Breyner Andresen (1919)


Soneto à maneira de Camões

Esperança e desespero de alimento
Me servem neste dia em que te espero
E já não sei se quero ou se não quero
Tão longe de razões é o meu tormento.

Mas como usar amor de entendimento?
Daquilo que te peço desespero
Ainda que m'o dês - pois o que eu quero
Ninguém o dá senão por um momento.

Mas como és belo, amor, de não durares,
De ser tão breve e fundo o teu engano.
E de eu te possuir sem tu te dares.

Amor perfeito dado a um ser humano:
Também morre o florir de mil pomares
E se quebram as ondas no oceano.

(in Coral, 1950)



Varandas

É na varanda que os poemas emergem
Quando se azula o rio e brilha
O verde-escuro do cipreste quando
Sobre as águas se recorta a branca escultura
Quase oriental e quase marinha
Da torre aérea e branca
E a manhã toda aberta
Se torna irisada e divina
E sobre a página do caderno o poema se alinha

Noutra varanda assim num setembro de outrora
Que em mil estátuas e roxo azul se prolongava
Amei a vida como coisa sagrada
E a juventude me foi eternidade




José Saramago (1922)


"Ergo uma rosa..."

Ergo uma rosa, e tudo se ilumina
Como a lua não faz nem o sol pode:
Cobra de luz ardente e enroscada
Ou vento de cabelos que sacode.

Ergo uma rosa, e grito a quantas aves
O céu pontuam de ninhos e de cantos,
Bato no chão a ordem que decide
A união dos demos e dos santos.

Ergo uma rosa, um corpo e um destino
Contra o frio da noite que se atreve
E da seiva da rosa e do meu sangue
Construo perenidade em vida breve.

Ergo uma rosa, e deixo, e abandono
Quanto me dói de mágoas e assombros.
Ergo uma rosa, sim, e ouço a vida
Neste cantar das aves nos meus ombros.




"Teu corpo de terra e água..."

Teu corpo de terra e água
Onde a quilha do meu barco
Onde a relha do arado
Abrem rotas e caminho

Teu ventre de seivas brancas
Tuas rosas paralelas
Tuas colunas teu centro
Teu fogo de verde pinho

Tua boca verdadeira
Teu destino minha alma 
Tua balança de prata
Teus olhos de mel e vinho

Bem que o mundo não seria
Se o nosso amor lhe faltasse
Mas as manhãs que temos
São nossos lençóis de linho




Herberto Helder (1930)


O amor em visita
(excertos)

Dai-me uma jovem mulher com sua harpa de sombra
e seu arbusto de sangue. Com ela
encantarei a noite.
Dai-me uma folha viva de erva, uma mulher.
Seus ombros beijarei, a pedra pequena
do sorriso de um momento.
Mulher quase incriada, mas com a gravidade
de dois seios, com o peso lúbrico e triste
da boca. Seus ombros beijarei.

Cantar? Longamente cantar,
Uma mulher com quem beber e morrer.
Quando fora se abrir o instinto da noite e uma ave
o atravessar trespassada por um grito marítimo
e o pão for invadido pelas ondas,
seu corpo arderá mansamente sob os meus olhos palpitantes
ele - imagem inacessível e casta de um certo pensamento
de alegria e de impudor.

(...)

Por isso é que estamos morrendo na boca
um do outro. Por isso é que
nos desfazemos no arco do verão, no pensamento
da brisa, no sorriso, no peixe,
no cubo, no linho, no mosto aberto
- no amor mais terrível do que a vida.

Beijo o degrau e o espaço. O meu desejo traz
o perfume da tua noite.
Murmuro os teus cabelos e o teu ventre, ó mais nua
e branca das mulheres. Correm em mim o lacre
e a cânfora, descubro tuas mãos, ergue-se tua boca
ao círculo de meu ardente pensamento.
Onde está o mar? Aves bêbedas e puras que voam
sobre o teu sorriso imenso.
Em cada espasmo eu morrerei contigo.

E peço ao vento: traz do espaço a luz inocente
das urzes, um silêncio, uma palavra;
traz da montanha um pássaro de resina, uma lua
vermelha.
Oh amados cavalos com flor de giesta nos olhos novos,
casa de madeira do planalto,
rios imaginados,
espadas, danças, superstições, cânticos, coisas
maravilhosas da noite. Ó meu amor,
em cada espasmo eu morrerei contigo.

De meu recente coração a vida inteira sobe,
o povo renasce,
o tempo ganha a alma. Meu desejo devora
a flor do vinho, envolve tuas ancas com uma espuma
de crepúsculos e crateras.

Ó pensada corola de linho, mulher que a fome
encanta pela noite equilibrada, imponderável -
em cada espasmo eu morrerei contigo.

E à alegria diurna descerro as mãos. Perde-se
entre a nuvem e o arbusto o cheiro acre e puro
da tua entrega. Bichos inclinam-se
para dentro do sono, levantam-se rosas respirando
contra o ar. Tua voz canta
o horto e a água - e eu caminho pelas ruas frias com
o lento desejo do teu corpo.
Beijarei em ti a vida enorme, e em cada espasmo
eu morrerei contigo.

(in O amor em visita, 1958)

Canções de amor e livros de MPB | Novidades das Editoras: Ateliê Editorial

Música Popular Brasileira. Taí um nome de mil significados, e também muita confusão! Desde que o samba é samba e a Música um enredo da Universidade, incontáveis historiadores, críticos, compositores e artistas passaram a desenhar nomenclaturas e genealogias para a sonoridade criada pelo brasileiro. Das canções que nossos avós conheceram na Era de Ouro do Rádio, passando pelo violão das cidades e de nossas rebeldias, só sei que a (in)definição do amor e seus cotidianos continua sendo uma sinopse comum à então e sempre popular música brasileira.

Para enriquecer este debate, o post de hoje é dedicado a publicações que apresentam a vida e obra de grandes nomes de nossa história. Confira nossos lançamentos preferidos da casa publicadora Ateliê Editorial:


Paulinho da Viola e o Elogio do Amor
Eliete Eça Negreiros

Vai, que toda verdade de um amor
O tempo traz
Quem sabe um dia você volta para mim
E amando ainda mais

(Ainda Mais)

Em Paulinho da Viola e o Elogio do Amor Eliete Negreiros apresenta uma reflexão sobre a representação do amor na obra do compositor e sua inscrição no âmbito da tradição do pensamento e da lírica ocidental. Através das canções criadas e cantadas por ele, a autora revisita poetas e pensadores como Safo, Platão, Aristóteles, Montaigne, Freud, Walter Benjamin e Octavio Paz.

Eliete destaca três modalidades do amor na lírica violiniana: o amor breve, o amor melancólico e o amor feliz e vê no aspecto meditativo das canções uma espécie de educação sentimental na medida em que Paulinho da Viola descreve e reflete sobre os estados de apaixonamento.



Francisco Rocha

De tanto levar frechada do teu olhar
Meu peito até parece sabe o quê?
Táubua de tiro ao álvaro
Não tem mais onde furar

(Tiro ao álvaro)

As populações excluídas foram constantemente retratadas nas canções de Adoniran Barbosa. Neste estudo, Francisco Rocha toma a vida e a obra do artista como pontos de partida para analisar a São Paulo dos anos 1950. Merece destaque o cotidiano urbano, com suas personagens anônimas e os sinais do ”progréssio”. As fotos de Alice Brill e as relíquias do extinto museu Adoniran Barbosa ilustram a época em que viveu o criador de Saudosa Maloca, Iracema, Trem das Onze e História Paulista.



O seu dinheiro nasce de repente
E embora não se saiba se é verdade
Você acha nas ruas diariamente
Anéis, dinheiro e até felicidade

(Onde está a honestidade?)

O modo como Noel Rosa criou uma obra de alta carga poética, articulando a coloquialidade da língua falada à musicalidade, é tratado com acuidade por Mayra Pinto. Na análise de suas canções, Mayra mostra como o tom coloquial, próprio do samba, se apoia em estrofes construídas com base em paralelismos poéticos, entoativos e rítmico-musicais. A única alteração nessa “fórmula” está na letra, que a cada estrofe descreve com mais detalhes a situação do locutor. Este livro é uma contribuição original ao estudo da obra de Noel Rosa e, ao mesmo tempo, à toda canção brasileira.


Figuras do Feminino na Canção de Chico Buarque
Adélia Bezerra de Meneses

Pode ser que, entreabertos
Meus lábios de leve
Tremessem por ti
Mas nem as sutis melodias
Merecem, Cecília, teu nome
Espalhar por aí

(Cecilia)

Chico Buarque é um dos poetas que exprimem de maneira mais sensível a essência da mulher. De sua lírica emergem vozes femininas que mesclam o afetivo e o social, o sexual e o político. Neste livro, a autora estuda suas letras usando uma abordagem psicanalítica e sociológica. As figuras do feminino na obra do compositor são analisadas à luz das relações intertextuais que estabelece com obras de grandes artistas como Di Cavalcanti, Ismael Nery e Alfredo Volpi.



É a sua vida que eu quero bordar na minha
Como se eu fosse o pano e você fosse a linha
E a agulha do real nas mãos da fantasia
Fosse bordando ponto a ponto nosso dia-a-dia

(A linha e o linho)

O livro aqui apresentado é uma viagem pela trajetória de Gilberto Gil e, consequentemente, pela trajetória política e poética do nosso país. Pedro Varoni acompanha o modo como Gilberto Gil faz da poesia um instrumento de intervenção política, bem como da política um lugar de manifestação artística, poética.

[…] estamos diante de um livro que amplia o olhar daqueles que se interessam pelas vozes, pelos gestos, pelas cores e pela língua de Gil e de nossa cultura nacional, bem como pelo modo que todas essas esferas fazem vibrar – no passado e no presente – a nossa brasilidade.



Ela pensa em casamento
E eu nunca mais fui à escola
Sem lenço e sem documento
Eu vou

(Caetano Velloso - Alegria, alegria)

Lançado em 1979, este estudo de Celso Favaretto tornou-se um clássico sobre o movimento da Tropicália, leitura imprescindível aos interessados pelo tema. O autor reconstitui os nexos entre as composições, os arranjos e as cenas que caracterizam os gestos particulares dos tropicalistas. Explica também as tendências gerais do movimento e mostra como ele desenhou uma nova estética para a música brasileira. Esta reedição, revisada e ampliada, conta com prefácio do músico e linguista Luiz Tatit.

domingo, 16 de outubro de 2016

Lançamentos de Outubro Editora Rocco

No post de hoje conheceremos as novidades de outubro das Editoras Rocco, Anfiteatro, Bicicleta Amarela, e Fábrica 231. Confiram as sinopses de nossos livros preferidos :)



Último romance do aclamado Michel Faber, autor de Sob a pele e Pétala escarlate, flor branca, entre outros, O livro das coisas estranhas teve calorosa recepção do público e da crítica, figurou na tradicional lista do The New York Times dos 100 livros notáveis do ano em 2014 e reafirma a posição de Faber como um dos mais inovadores e interessantes escritores contemporâneos.

A trama se desenrola num futuro próximo e acompanha o pastor Peter Leigh na missão de catequizar a civilização extraterrestre do planeta Oasis. Afastado de sua mulher, seu gato, seu mundo, Peter vê sua fé ser testada até o limite, progressivamente se alienando de sua própria espécie, numa narrativa tocante que leva o leitor a refletir sobre temas como amor, separação e a natureza da fé religiosa.

MELHOR & MAIS RÁPIDO
Jeremy Gusche

Jeremy Gutsche é expert em inovação, autor premiado, palestrante e fundador da TrendHunter, a maior e mais completa comunidade do mundo sobre tendências e inovação, com mais de 60 milhões de visitas por mês.
Em Melhor e mais rápido, ele divide com o leitor sua expertise em identificar as oportunidades, a partir do trabalho realizado com 300 marcas de ponta e executivos das mais poderosas empresas do mundo, e o ensina a se tornar um inovador melhor, um gerente melhor e um investidor melhor. A partir de exemplos clássicos e outros que irão surpreender o leitor, o livro reúne uma série de diretrizes para atingir o sucesso em tempos de mudanças e incertezas.
Melhor e mais rápido chega ao Brasil pela coleção Pitch Deck, dedicada a livros de negócios com uma abordagem ousada e contemporânea.


VIVIENNE WESTWOOD
Vivienne Westwood e Ian Kelly
Ícone fashion, ativista, cocriadora do punk e avó, Vivienne Westwood coleciona originalidade e controvérsia.

Aclamada pela crítica, esta é a autobiografia da mulher por trás da lenda que influenciou e continua inspirando milhões de pessoas há mais de cinco décadas em várias frentes da cena cultural.

No livro, escrito em parceria com o premiado biógrafo Ian Kelly, a estilista britânica revê os acontecimentos, as pessoas e as ideias que deram forma a sua vida extraordinária e conta, com honestidade e paixão, sua história.

O livro foi apontado como uma das melhores biografias de moda dos últimos anos, considerado “honesto, envolvente e vívido”, pelo Harold Tribune, entre outros elogios.


Depois de apresentar os princípios básicos da Ayurveda no bestseller O sabor da harmonia, indicado pelo apresentador Rodrigo Hilbert como seu livro favorito em matéria no jornal O Globo recentemente, Laura Pires volta a dividir com os leitores sua experiência com esse sistema de saúde e bem-estar milenar e os convida a descobrir novos hábitos e a levar mais cor, sabor, saúde e vida às suas refeições.

Com cerca de 200 receitas, Nutrindo seus sentidos é um verdadeiro guia para alcançar um novo patamar de saúde e consciência, não só em relação ao próprio corpo, mas a tudo o que nos rodeia.

 

Uma introdução à técnica de meditação Mindfulness para crianças e pais. De forma clara e acessível, a autora explica o conceito de “atenção plena” – ou simplesmente sentir, aceitar e viver cada momento como ele é – e mostra como essa prática cada vez mais popular pode ajudar as crianças a se tornarem menos agitadas e mais focadas, a dormirem melhor, aliviarem preocupações, raiva e se sentirem mais pacientes e conscientes.

Com ilustrações graciosas e conteúdo extra disponível na internet, o livro mescla teoria e prática na medida certa, com sugestões de jogos e brincadeiras que ensinam a meditar, e chega ao Brasil, pelo selo Bicicleta Amarela, com a chancela de Antonio Tigre, um dos principais nomes da ioga no Rio de Janeiro, que assina o texto de orelha.


BOO
Neil Smith

Oliver Dalrymple é o típico “looser” americano: aos 13 anos, magro e pálido como um fantasma, está mais interessado em biologia e química do que em esportes e vida social. Um dia, enquanto se recupera de um dos frequentes episódios de bullying de que é vítima recitando a tabela periódica em frente a seu armário, ele desfalece para sempre. E é aí que sua verdadeira vida começa.

O “céu” onde Oliver acorda depois do que acredita ter sido uma parada cardíaca em função de um problema congênito chama-se Cidade e é povoado por pessoas que morreram aos 13 anos, como ele e seu colega de escola Johnny Henzel, que chega dias depois de Boo à Cidade, trazendo notícias perturbadoras sobre a causa da morte deles. Notícias que mudam para sempre a percepção de Oliver Boo sobre sua personalidade e seu lugar no mundo. Elogiado pela crítica e adorado pelos leitores, Boo é um romance cativante sobre amizade, confiança, bullying e a difícil tarefa de ser adolescente.

DARTANA
André Vianco

Novo livro do escritor e roteirista André Vianco, um dos maiores nomes da literatura de fantasia nacional, Dartana apresenta um mundo retalhado entre vida e morte, fé e descrença, mitologias e mentiras.
No romance, o primeiro de uma trilogia, Dartana é um planeta castigado por uma maldição da qual somente as feiticeiras escapam. Quando um novo deus da guerra surge, muitos habitantes daquele mundo sombrio marcham com ele rumo ao Combatheon, uma plataforma de guerra que representa sua única chance de se libertar da terrível maldição.

Esbanjando criatividade e domínio narrativo, André Vianco constrói uma obra surpreendente em que deuses guerreiros, feiticeiras, soldados e construtores se unem para forjar um novo mundo.