sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Calendário 2018 - Planner Mensal Blog Papel Papel | Versão Minimalista


E chegou o momento de compartilharmos o Calendário 2018 do Blog Papel Papel <3 Idealizado em formato A4, você pode utilizá-lo como um calendário de parede ou ainda como um planner mensal de mesa. Ao longo do mês compartilharemos outros posts relacionados a organização, estudos e papelaria, fiquem ligados nos posts aqui do Blog e no Instagram :)


Como em 2017 tentamos a hospedagem do Planner em plataformas como Issuu e Drive e muita gente comentou da dificuldade de fazer o download do arquivo, pensamos em enviar o pdf diretamente para o email de nossos leitores <3 Então, para receber o pdf com o Calendário 2018 - Planner Mensal Blog Papel Papel - Versão Minimalista, basta preencher o formulário abaixo que em até 1 dia enviaremos o arquivo diretamente em sua caixa de email :) Espero que curtam esta novidade!

 
quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

[Novidades das Editoras] 78, de Marcelo Cid | Editora 7Letras


"Eu era jornalista esportivo, desempregado mas orgulhoso, escolado em revezes, por baixo, mas seguro de meu valor. Um colega mais antigo, editor de um grande diário, me havia feito a proposta: ele precisaria de um jornalista free-lancer para cobrir a final com o Brasil – se ela acontecesse. Por esse motivo, mais do que os outros, eu torcia tanto pela Seleção... Uma viagem naqueles dias poderia me fazer bem, psicologicamente, para não falar do dinheiro.

Lembro de ter acordado tarde naquele sábado, de comer um misto-quente com pingado, que era ao mesmo tempo café da manhã e almoço, e de decidir dar uma volta pelo Centro, perto da quitinete onde eu morava. O entusiasmo pela Copa do Mundo já havia passado, restava, se tanto, um interesse desapaixonado. Aqui e ali, eu via ruas enfeitadas com bandeirinhas verdes, amarelas e vermelhas – mistura curiosa de decoração junina e torcida pela Seleção.

Faltando uns vinte minutos para o começo do jogo eu cheguei ao bar na São João. Foi quando o vi, sentado na calçada, apoiado numa árvore, acho que era uma palmeira – o homem misterioso cuja vida, misturada com a minha, tentarei contar aqui."

Enquanto Brasil e Itália disputam o terceiro lugar da Copa do Mundo de 1978, o jornalista esportivo Rafael peleja com o cotidiano e sua política. Neste fim de década, a juventude paulistana parecia mover-se entre as discussões de bar e o furor da mobilização, pois era preciso posicionar-se ou afirmar a sua alienação. Em busca de um novo emprego e da cura para um amor mal resolvido, Rafael narra os acontecimentos de 1978 como alguém que escreve um diário passional, onde pauta do dia ocupava-se seus próprios interesses, embora uma e outra revolta (o exílio de Clarice; o AI-5; uma sucessão de Papas, atentados e suicidas) fossem inevitáveis em seu relato.

Nesta escrita diária, um inesperado encontro dá o tom da narrativa: entre o intervalo da jogo e a esquina mais famosa de São Paulo, Rafael depara-se com um intrigante personagem, o mendigo José Simeão que, em meio ao anonimato das ruas, acaba por tornar-se figura quase onipresente nesta paulicéia dos anos setenta. Nas palavras do autor, “O mendigo, considerado louco no ambiente urbano do século XX, poderia ser considerado um sábio místico se estivesse no século XVII”, considera o autor, oferecendo uma chave instigante para a leitura de sua mais recente obra. 78 pode ser interpretado como uma metáfora do constante embate entre modernização e atraso presente na cultura brasileira. No texto, vêm à tona temas como misticismo, religiosidade, futebol, contracultura e política, durante o período da transição democrática brasileira.

1978 é um período de contrastes entre avanço e retrocesso, entre misticismo e ciência, entre o rudimentar e o refinado. E ainda: “No Brasil, muitas vezes, o que é antigo é tido como condenável. Este livro fala de resistência, da virtude do que é ancestral”, provoca Cid.

O livro, publicado pela Editora 7Letras, será lançado nesta quinta-feira em Brasília (DF), cidade onde mora o escritor.

Sobre o autor: Marcelo Cid é diplomata em Brasília e escritor. Autor de livros de contos e romances, traduziu obras em latim e é organizador de obras de crítica literária e de uma antologia de literatura. Publicou pela 7Letras, Ateliê Editorial e EDUC. Seu romance Unicórnios foi finalista do Prêmio São Paulo de Literatura em 2011.
quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Unboxing Turista Literário - novembro 2017 | Por Mich Fraga


Chegou o momento de abrir mais uma malinha do Turista Literário! E se você não conhece esse serviço de mistery box, o Turista Literário é um clube de assinaturas mensal que oferece total imersão sensorial no livro do mês.

Todos os itens são surpresas, a unica certeza que temos é que será um livro recém lançado com diversos itens sensoriais (itens de ouvir, tocar, cheirar e comer) e todos têm a ver com o enredo do livro.


Eu sou completamente apaixonada pelo serviço do Turista Literário e a cada mês sou surpreendida positivamente!

Como diria Donatello: "santa tartaruga!" A caixinha de novembro está sensacional!


Espero que gostem da resenha de mais esta caixinha!
Até a próxima,
Mich


terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Projeto Sobre a Escrita: Primeiros depoimentos + Texto da Fernanda Rosa


(Trecho de Sobre a Escrita: A Arte em Memórias, de Stephen King)


Que este blog teve início a partir de conversas, talvez muitos não saibam, mas é bem provável que a sua relação com a escrita literária também tenha acontecido assim, como um projeto que foi tomando forma justamente por ter essa característica coletiva, de colaboração e prosa entre amigos. É claro que a escrita intimista, presente em diários, anotações e poesias, acaba sendo nossa primeira experiência literária, e é bem possível que esta expressão permaneça por muito tempo em nossas vidas. Ainda assim, tornar público aquilo que sentimos, sob esta edição do texto, não é tarefa fácil, e nem sempre conseguimos levar nossos projetos adiante quando estamos sozinhos, daí a necessária companhia de quatro ou inúmeras mãos e, principalmente, incontáveis leitores.

Seguindo nesta reflexão, até porque o ato criativo envolve muita aceitação e (auto)crítica, e é por isso não é de hoje que muitos escritores, ao entenderem a escrita enquanto profissão e - por que não - destino, publicam obras dedicadas a uma reflexão de seu próprio ofício. Stephen King é um deles, e  foi a partir de sua autobiografia literária que pensamos em realizar este projeto de escrita colaborativa aqui no Blog.

Neste primeiro momento, estamos conversando com amigos leitores e blogueiros a respeito de nossas motivações para escrever. Segue um trechinho de uma prosa da Di Azevedo (que, aliás, compartilhou um belo poema em nossa página do Instagram recentemente) com a Regiane Medeiros:

Di - Eu não sei se isso acontece com todos os escritores. Eu não me considero uma escritora, mas gosto de escrever. De uns meses pra cá, venho investindo em um livro (antes, eu só escrevia poemas) e o que percebi é que colocamos muito de nós mesmos nas histórias. Às vezes me pergunto se a personagem é uma pessoa diferente ou se sou apenas eu, com um nome diferente, escrevendo o que já vivi...

Regiane - É também uma sensação libertadora, não? Poder compartilhar um pouco do que somos através da arte, seja qual for; é um privilégio que poucos conseguem fazer sem se perderem no processo. Quanto mais você se doa, mais você descobre quem é no mundo e qual o seu papel nele.



Talvez seja uma pergunta direta demais (ou quem sabe até meio abstrata, já que nem sempre nossa vontade criativa caminha ao lado de objetivos definidos - mas deveria!, e a gente sabe, se esforça pra entender isso...), mas fica o desafio:


Qual a sua motivação para escrever?  


Convidamos você, leitor, estudante, autor, blogueiro (todo mundo!) para participar desta reflexão e, quem sabe, com esta troca-desabafo entre aficcionados por literatura e letras, a gente já começa 2018 com uma melhor visão acerca de nossos projetos, não é mesmo? <3 Gostaria de participar desta conversa também? Envie uma direct em nosso Instagram (@blogpapelpapel) ou mande um alô pelo email contatopapelpapel@gmail.com :) Vamos continuar com esta série de postagens de depoimentos aqui no Blog e no Insta, e também vamos em breve lançar uma sugestão de leitura coletiva que tem tudo a ver com este tema da descoberta do autor e do criativo que existe em cada um nós :)


(Trecho de Sobre a Escrita: A Arte em Memórias, de Stephen King)


Pra encerrar o post de hoje, vamos ao texto que a jornalista e blogueira Fernanda Rosa enviou pra gente :) Confira:


Letras pra que te quero

A alfabetização foi um processo complicado para mim. Era difícil assimilar que algumas palavras eram faladas de um jeito, mas escritas de outro.

Não entrava na minha cabecinha de 10 anos que, por exemplo, enquanto falávamos "palmera" deveríamos, na verdade, escrever "palmeiiiiiiiiira". E essa comilança de letras e confusão entre "g" e "j", "ss" e "ç" deixava minha mãe de cabelo em pé e preocupada com a possível chegada de uma reprovação em Língua Portuguesa, no final do ano letivo (o que nunca aconteceu, graças ao bom Deus rs).

E, mesmo derrapando nas curvas sinuosas da boa escrita, eu teimava em escrever, especialmente sobre mim mesma. Nem sei dizer quantos diários tive ao longo da infância e da adolescência.

Até que o tempo passou, eu cresci e descobri a leitura nas páginas de José de Alencar (até hoje meu escritor favorito <3). Foi aí que comecei a me interessar pelas engrenagens e gatilhos da Língua Portuguesa. Logo depois, com a escolha do jornalismo para vida, esse interesse cresceu, floresceu e virou amor.

Atualmente, no meu trabalho, escrevo sobre saúde pública, um tema fascinante e que sempre dá pano para manga. Já nas horas de lazer, escrevo sobre cultura, novelas latinas, o idioma espanhol, os países que falam espanhol... Enfim! Escrevo porque sinto que é no correr das linhas que o mundo se ilumina. Afinal, juntando uma letrinha à outra, costurando palavras e sentido, construímos saberes.

Se, antes eu escrevia para me enxergar e me encontrar, hoje escrevo para enxergar (e também mostrar) os mundos que encontro por aí. Sim, "mundos", exatamente no plural porque quem lê e escreve gosta mesmo é de enxergar a pluralidade da vida.


Fernanda Rosa 
segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

The girl from evrywhere - O Mapa do Tempo, de Heidi Heilig | Editora Morro Branco



The girl from everywhere - O Mapa do Tempo

Mapas têm a força de um testemunho, e também a da imaginação: cidades inventadas, ruínas presentes, todo um arquipélago descrito em naquim, esquadro e um bom pergaminho. Porque afinal, o registro do cartógrafo nem sempre é o do capitão, e quem dirá o do pirata! É preciso então estudar a terra obscura, e também o que se apresenta à vista, e não desviar do caminho até que este novo mundo faça parte de nosso destino.

Na ficção de Heide Heilig, Slate e Nix atravessam mares e séculos em uma tentativa de (re)encontrar um porto seguro, este lugar-presente onde possam novamente habitar. Nesta busca por tudo o que deixaram pra trás, pai e filha se utilizam das técnicas de Navegação, e dos mistérios de seus mapas e bússolas, com a intenção de chegar à cidade de Honolulu, em 1868, na esperança de que esta exatidão de data e local faça com que finalmente regressem à sua Casa.

Slate é o capitão desta história, ou imagina ser. Sua filha Nixie, embora muito jovem, é quem afinal decifra a lógica dos mapas e conduz a náu para cada novo destino. Atravessar correntezas e intempéries e lutar pela sobrevivência deveria ser uma rotina como outra qualquer; a ambição de Slate, no entanto, transformou a tripulação do navio Temptation (sua filha, principalmente) em agentes de um plano que pulsava unicamente em seu coração: retornar ao Hawaii de sua juventude e impedir que um fato irreversível interrompa o curso de uma vida tão esperada.


Voltar ao passado e reparar os seus erros poderia ser a realização de um sonho, mas a realidade a ser enfrentada era bem clara: ao retornar para o ano de 1868, talvez houvesse uma chance de Slate recomeçar sua vida, não fosse o fato de que Nix ainda não havia nascido. Ou seja, voltar ao passado poderia significar uma possibilidade de recomeço, mas também a incerteza de encontrar sua filha no dia seguinte...

The girl from everywhere é um young adult onde as angústias de Nix (por saber dos sonhos de seu pai) são a cada momento confrontadas com esta intuição de que há uma segunda chance para muitas das coisas do mundo, mas será que haveria também para a sua família?

Navegando por realidades tão distantes como o Coliseu e as ferrovias, o livro de Heidi traz a cada página este dilema de acreditar que toda reparação é possível, ainda que maior seja o desejo de apenas seguir o curso de cada dia.

Mas em que ponto a história redireciona seus ventos? Quando o amor passa a ter a força de uma tempestade, e o desejo a claridade de um horizonte - ainda que tudo fique bem mais confuso neste momento... E não estamos aqui falando apenas de Slate e seu passado: entre uma aventura e outra, Nix entenderá que o coração bate em alturas incompreensíveis, e que é preciso aprender a navegar por estes novos horizontes, e quiçá suas tormentas.

The girl from everywhere é um livro de ficção com uma trama bem organizada e instigante, e um final que irá deixar os leitores bem surpresos. Como sempre, mais uma belíssima aposta editorial da Morro Branco! Recomendamos :)


Heidi Heilig

Nix é uma viajante do tempo. Ela e seu pai, Slate, velejam a bordo do Temptation, um navio pirata repleto de tesouros. Ao longo do caminho eles encontram amigos, uma tripulação de refugiados do tempo e até mesmo um charmoso ladrão que pode significar muito mais para Nix. Tudo que Slate precisa é um mapa certo para viajar a qualquer tempo e lugar, real ou imaginário: seja para a China no século 19; terras vindas direto das Mil e Uma Noites ou até mesmo uma mítica versão da África. Apesar das inúmeras possibilidades, o pai de Nix está obcecado com um mapa específico: Honolulu, 1868 – o ano de nascimento de Nix e a última vez em que ele viu sua esposa viva. E, por uma chance de reencontrá-la mais uma vez, Slate está disposto a sacrificar tudo e a todos. Quando o desejado mapa aparece, Nix vê sua própria existência em perigo e agora deve descobrir o que quer, quem é, e aonde realmente pertence, antes que seu tempo acabe. Para sempre.  

[Crônica] Sem olhar para trás | Por Thamy Silvia


(Texto originalmente publicado no site Vigor Frágil  |  Foto: Rebeca C.)


SEM OLHAR PARA TRÁS
Thamy Silva


Ela colocou os sentimentos em papel de jornal, bem enrolados para não machucar o gari. Olhou em volta para ver se não tinha esquecido nada: chaves, mala, amor-próprio e algum dinheiro. Ela iria embora sem olhar para trás, não queria mais encaixar-se onde não havia espaço para ser ela mesmo. Respirou fundo e abriu a porta para liberdade, e sentiu no rosto o vento da esperança e a claridade do esclarecimento. Deu passos hesitantes, mas pediu aos céus que desse forças para seguir em frente.

O amor nunca foi um mar calmo sem ondas, mas também não deveria ser aquela constante tempestade cansativa e ininterrupta. Era cansativo tentar manter o clima mais ameno, agradá-lo e tentar ficar sem brigas. Ela chegou ao ponto de não aguentar mais, foi como se aquele relacionamento tivesse se transformado em uma prisão de “não podes” e “não faz isso ou aquilo”. E quando sentiu que o peso estava insustentável, percebeu que como Alice na casa do Coelho, não cabia mais ali. Frustrada com os próprios sentimentos, catou o que lhe pertencia e decidiu tentar uma vida nova na vida.

Depois de sair, sentiu o sol forte demais e o vento sufocante e pensou se não teria tomado a decisão errada, onde estava era confortável, o mesmo café e amor frio de sempre. E ela quis por vezes voltar atrás, mas gostava da liberdade, dos romances esquecidos, o facebook aberto com meme de um rapaz seminu, com as gifs de bichinhos… Gostava de decidir se veria algo na Netflix ou o youtuber favorito. Gostava até das decisões erradas, pois degustava as consequências com a empolgação de ter uma nova lição na vida.

Com o tempo, parou de pensar no que deixou para trás. A felicidade de ser ela mesma se tornou o motivo de viver, a esperança de algo melhor se tornou o ar em suas asas e assim voou para longe. Para o novo. Para o desconhecido. Para o intenso. Carregando sempre consigo as lições que aprendeu, mas deixando as mágoas para trás. Não precisaria mais delas, era uma nova mulher e sabia que o mundo não havia mudado, apenas seu jeito de vê-lo.



Thamy Silvia é nossa amiga no Instagram e enviou esta crônica para participar de nosso projeto Sobre a Escrita, que tem como objetivo reunir escritos e depoimentos de jovens autores, leitores e blogueiros de nossa rede literária. Gostaria de participar? Envie uma direct em nosso Instagram ou pelo email contatopapelpapel@gmail.com :)

domingo, 26 de novembro de 2017

Dois assuntos: Resenha de As Pupilas do Senhor Reitor, por Mich Fraga | Uma conversa franca sobre parcerias, por Rebeca C.


Olá, Leitores! Hoje é dia de resenha de mais um clássico da literatura mundial. Dessa vez vamos conhecer as maravilhas da literatura portuguesa com a obra As Pupilas do Senhor Reitor, de Julio Dinis, que representa o marco da transição entre o romantismo e o realismo em Portugal. Com o enredo tipicamente rural, temos personagens apaixonantes lutando pela sobrevivência e em busca da felicidade e do amor verdadeiro. Vale a pena conferir!

Obs: os 5 primeiros minutos são de desabafo e a resenha começa logo em seguida.

Espero que gostem da resenha!
Beijos e até a próxima!
Mich


(PS - Recado da Rebeca) - Neste vídeo, nossa colunista Michelle compartilha um necessário desabafo acerca da relação entre blogs literários editoras. Na verdade, o assunto é um pouco mais específico: o que será que as frentes de relacionamento das editoras esperam de seus leitores parceiros? Ou seja, qual a contrapartida realmente esperada pelas equipes de comunicação e marketing das Editoras? Espera-se uma grande divulgação? Uma mediação sincera entre obra e público? Um tratado crítico-acadêmico sobre cada lançamento? Pra ser sincera, nem sempre estes pontos são pré-definidos no início da parceria entre Blogs e Editoras, e é bem possível que em algum momento uma das partes acabe se sentindo um tanto insatisfeita com a relação. Uma ou ambas as partes, infelizmente acontece.

Mas enfim, o desconforto mencionado no vídeo diz respeito a uma situação pontual e recente onde foi cobrado de um grupo de leitores parceiros um certo "formato de resenha", baseado em uma "boa argumentação", para que enfim se evitasse uma "cópia em massa de sinopses", ou algo do tipo. Afinal, este ideal da "boa argumentação" é uma espécie esforço necessário e esperado, e todo blogueiro deveria ter consciência disso.

Em tempo, super concordo com a parte do "vamos pegar leve na divulgação das sinopses"; não há o que desdizer.

Mas veja bem, caro leitor, vamos especular um pouco a respeito do que é e poderia ser uma "boa argumentação" no que diz respeito a resenhas e demais modos de divulgação de livros:

1) Se há uma cobrança qualitativa, é porque há uma equivalência de qualidade na pessoa do avaliador-de-resenhas, que, assim especulamos, totalmente apto a mensurar o que poderia ser ou não uma "boa argumentação". 

2) Agora, sobre "haver um avaliador": Sabendo como são formadas as equipes de relacionamento das editoras (em sua maioria, compostas tanto por jovens estagiários e analistas de comunicação e marketing e/ou carreiras afins), soa para nós um tanto "complicado" haver uma exigência quase "acadêmica" no que diz respeito ao ao conteúdo de nossas escritas. Três pontos quanto a isso:

a) Se o blog x ou y foi selecionado para ser parceiro da Editora x ou y, é porque em dado momento avaliou-se a escrita de tais blogs, assim como a compatibilidade de tais páginas com o perfil de trabalho e ação da Editora naquele momento, certo? Bom, pelo menos é assim que se acredita, que os critérios de seleção de blogs parceiros sejam baseados não exclusivamente em métricas (sabemos que estas fazem parte do jogo e tudo bem quanto a isso) mas também em relação ao formato de trabalho e escrita desenvolvido pelos Blogs. E, se fomos selecionados, é porque tudo parecia estar em sintonia, não é isso?

b) Então, quando o blogueiro é de algum modo "confrontado" com a necessidade de uma "boa argumentação", olha, a sensação que dá é a de que a Equipe de Relacionamento das Editoras está realmente dizendo: "vem cá, acho que rola se esforçar um pouquinho mais hein, essa resenha tá bem meia boca". Desculpe a sinceridade, mas acho difícil qualquer um de nós blogueiros não pensarmos assim. Porque afinal, acho meio difícil um blog ter sido selecionado para uma parceria sem que o avaliador-da-Editora tenha percebido um mínimo de valor no trabalho de tal ou tal blogueiro. Porém, se em meio ao milheiro de inscrições o blog x ou y foi uma escolha "ao acaso", ou por critérios de "simpatizei antes mas agora desgostei" (critérios subjetivos certamente existem e cabem ser considerados, estamos um tanto okay quanto a isso), eu sinceramente penso que precisamos reformular com clareza a redação das solicitações enviadas aos blogs parceiros, não acham? Afinal, vamos ler o ponto abaixo para concluirmos este pensamento:

c) Quando nos é cobrada uma "alta performance" e "qualidade" em nosso trabalho, imagino eu, Rebeca, e falo também em nome da Equipe do Blog Papel Papel, porque há consenso entre nós, de que do outro lado da linha haverá um avaliador super mega doutor em Letras, praticamente uma Marina Colasanti, apenas à espera de nossas resenhas, e apto para emitir o parecer de "que estupendo" ou "mano, que coisa estúpida". Neste momento estou sendo irônica, claro, porque sabemos que não é assim que a coisa funciona. E, neste momento também, estarei realizando sim um juízo de valor: não sendo o avaliador-de-resenhas-das-Editoras um doutor em educação e letras, nada mais "justo" que este "empenho curricular" não seja cobrado aos parceiros, certo? "Ah, Rebeca, mas quem faz essa mediação entre blogs e instituições tem formação em Letras sim, e pós em redes sociais, e...". Meus caros, nós também. Porque Universidade deixou de ser status há muito tempo, principalmente em cursos de humanas. Graduação, Pós, Mestrado, os vinte e os trinta e quiçá os quarenta anos, estas são as "qualificações" da maioria dos blogueiros de literatura que conhecemos. Então, acho que a relação não deveria ser pautada por aí... Para exigir qualidade, não basta dizer "então, eu achei que você mandou mal na escrita. Porque segundo Ricoeur, toda narração é intencional, e a de vocês está contribuindo em nada nesta problematização". Caríssimos avaliadores, meus mais sinceros votos by T. S. Eliot pra vocês:

Nós somos os homens ocos
Os homens empalhados
Uns nos outros amparados
O elmo cheio de nada. Ai de nós!
Nossas vozes dessecadas,
Quando juntos sussurramos,
São quietas e inexpressas
Como o vento na relva seca
Ou pés de ratos sobre cacos
Em nossa adega evaporada  

3) Ainda sobre esta ladainha: Que o blogueiro "copie e cole" sinopses e as transforme em resenhas, é meio óbvio que não é um comportamento "ideal" e muito menos esperado; ainda assim, seja por que motivo for, o trabalho que os blogueiros realizam (tanto o da blogueira muito jovem que está comprando os primeiros livros de sua vida quanto o dos blogs que realmente se apresentam como "acadêmicos") deveria ser muito mais valorizado. Tanto no sentido existencial da valoração (ou seja, uma nota de reconhecimento, do tipo "que bacana seu trabalho, estamos curtindo, valeu!" - e felizmente há MUITAS equipes de relacionamento que são mega humanas neste sentido, e super dá vontade de dizer o nome de todo mundo que é bacana aqui, mas... quem sabe em outra ocasião) como também (atenção para a palavra "tabu-proibida" em nosso meio cultural) no financeiro. Sim, porque amamos livros, e super agradecemos o espaço e audiência que as Editoras e seus canais oferecem a todos nós que temos páginas dedicadas a literatura; mas esse "hábito do brasileiro" onde o trabalho de produção cultural é e sempre será "um agrado", "um favor", e, principalmente, "de graça", é algo que em algum momento mereceria ser discutido, dito às claras, para que as relações sociais e de trabalho realmente se tornassem mais harmoniosas e, consequentemente, produtivas.

Em tempo, quanto ao "de graça" das relações literárias, não poderia deixar passar a oportunidade de comentar sobre um fato por que passamos neste ano: Certa vez, ao participarmos da produção de um trabalho/projeto para uma determinada instituição, lá no meio da relação chegamos a ouvir algo do tipo "então, eu to investindo meu tempo, to tendo custos, to gastando luz, to gastando ar condicionado, vamos ver se o projeto dá resultado". Gastando luz, gastando ar condicionado, vocês não ouviram errado! E tipo, independente de nós do Blog estarmos presentes na instituição ou não, o dono do estabelecimento já estaria gastando luz e ar condicionado, já que ele não trabalha no calor e muito menos no escuro! Que isso, gente...

E depois perguntam porque eu, Rebeca, e meus companheiros aqui do blog somos contra ideologias. Pra ter ideologia e ser mesquinho, eu prefiro não ter. Obrigada, de nada.

Enfim, desculpe aí o textão, Galera. Eu teria muita coisa pra comentar ainda sobre as inúmeras e inesperadas "relações de trabalho" aqui no meio literário mas... melhor não. Fica apenas o registro de um desabafo, apenas isso.

Ah, e cabe a pergunta: Será que iremos perder parceiros e parcerias por conta deste meu desabafo aqui? Minha resposta é: Que seja. Afinal, nestes dois anos de trabalho aqui no Blog (que, obviamente, se comparados ao trabalho de tantos outros blogueiros de nossa rede é um "nadica de nada" de tempo), não nego que "erramos feio" em muitas situações, mas foi só a partir desta consciência de nosso erros que chegamos ao ponto de repensar a nós mesmos, tanto no sentido de nossos objetivos pessoais (ou seja, de nosso papel-função neste meio literário) como no que diz respeito aos nossos objetivos comuns (ou seja, tudo aquilo que compartilharemos com vocês, nossos fiéis e queridos leitores, que chegaram aqui há pouco ou desde o dia da primeira resenha). Porque acreditamos sim que o relacionamento e as relações de proximidade (tanto de ideais, de perspectivas como, principalmente, as afetivas) são a chave de todo trabalho (sim, ter um blog é um trabalho, e não só porque "dá trabalho", mas porque é um ofício, é toda uma dedicação, é todo um sonho e garra e vontade envolvida). Então, vamos ser mais sinceros em nossos relacionamentos? Com amor, doa a quem doer? Eu acredito nisso. E vocês? Se quiserem trocar uma ideia sobre tudo isso, estamos aí :)

Um abraço a todos,
Rebeca C.


As pupilas do Senhor Reitor - Julio Dinis 
Editora Record

Sinopse: Júlio Dinis, importante autor português, nos traz uma obra escrita de forma clara e agradável, semelhante aos romances de folhetim. José das Dornas, lavrador abastado de uma área rural portuguesa do século XVIII, tem dois filhos: Pedro, trabalhador e seu sucessor nos negócios, e Daniel, sonhador e alheio às preocupações do pai com seu futuro. Acatando a sugestão do reitor da paróquia local, Daniel é enviado para o Porto, de onde volta anos depois, formado em medicina e com ideias liberais que vão conflitar com a mentalidade conservadora da aldeia. Ao retornar, sua vida cruza com as de Margarida e Clara, duas órfãs entregues aos cuidados do reitor, e as desventuras amorosas envolvendo Daniel, Pedro e as irmãs vão movimentar a pacata cidade. As pupilas do senhor Reitor evidencia o confronto entre dois mundos: um conservador, beato, machista e outro mais livre, laico, constitucional. Assim, temos uma trama que, além de nos servir de base para compreender certo passado, dialoga com o presente de maneira substancial. Leitura de grande importância para a literatura portuguesa, necessária para os que a estudam e cativante para os que a querem conhecer melhor.
quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Nora Roberts - Irmãos de Sangue | Editora Arqueiro | Resenha por Regiane Medeiros


Editora Arqueiro | Resenha por Regiane Medeiros

"Do seu modo ordeiro, Cal organizou o acampamento. Comida em uma área, roupas em outra, ferramentas em uma terceira. Com a faca de escoteiro e a bússola em seu bolso, foi apanhar alguns gravetos. Os arbustos espinhosos o espetavam e arranhavam à medida que andava. Com os braços cheios, não viu quando algumas gotas de seu sangue pingaram no chão na beira do círculo... Ou o modo como o sangue chiou, fumegou e depois foi sugado por aquela terra marcada." (p. 28)

"- Nós nascemos dez anos atrás, na mesma noite, na mesma hora, no mesmo ano. Somos irmãos. Na Pedra Pagã juramos lealdade, verdade e fraternidade. Misturamos aqui nosso sangue." (p. 33)

#Resenha: Vocês já demoraram a ler um determinado autor e quando finalmente lê algo dele, se arrepende de não ter feito isso antes? Eu sim, para minha eterna agonia e vergonha.

Eu sempre ouvi falar da Nora Roberts e sempre tive curiosidade, mas por motivos além da minha compreensão, ainda não o tinha feito! Mas, fico feliz em anunciar que já remediei esse lapso!

Minha última leitura foi Irmãos de Sangue, primeiro livro de uma trilogia que tem como principal cenário uma cidade pequena do interior dos EUA. Nessa cidade existe uma floresta, daquelas sombrias e repletas de lendas de assombração, mas que de fato esconde algo maligno. Isso até Cal, Fox e Gage libertarem esse mal. Não é culpa deles, afinal, eram apenas garotos querendo comemorar o aniversário de 10 anos juntos em uma aventura, porém, acabam despertando uma maldição que vai assombrá-los e assolar a cidade onde moram, a cada 7 anos, durante 7 dias, no 7° mês do ano.

A culpa os impulsiona a buscar por uma solução, enquanto trabalham para minimizar o estrago causado, mas as coisas só começam a clarear com a chegada de uma jornalista, disposta a escrever a história da cidade e o fenômeno que a cerca durante o período dos Sete. Porém, mais do que curiosidade, Quinn tem visões, daquelas que arrepiam todos os cabelos do corpo, as mesmas visões que assombram Cal, Fox e Gage. Mas, se Quinn não é da cidade, porque vê e é afetada pelas mesmas coisas que eles? Essa resposta só vem com a leitura!!!

A escrita da Nora é deliciosa, fluida e dinâmica. Seus personagens são interessantes, singulares e nos atraem a cada página, a cada diálogo. E o suspense em torno de todos os acontecimentos que os uniram é digno dos maiores mestres do gênero! Já estou ansiosa pelas continuações, pois o final de Irmãos de Sangue, é apenas o início dessa aventura sobrenatural!

"Quando se virou, viu o garoto. Estava em pé na calçada, a meio quarteirão de distância. Não usava casaco, chapéu ou proteção contra o vento cortante, que não agitava os seus cabelos compridos. Seus olhos brilhavam, assustadoramente vermelhos, enquanto repuxava os lábios para emitir um rosnado." (p. 65)

"Quantas perdas ele vira? Quinn gostaria de saber. Quantas perdas sofrerá desde seu décimo aniversário? E ainda assim voltava para aquela floresta, para onde tudo começara. Ela achou que nunca tinha visto uma atitude mais corajosa." (p. 103)


Sinopse: A misteriosa Pedra Pagã sempre foi um local proibido na floresta Hawkins. Por isso mesmo, é o lugar ideal para três garotos de 10 anos acamparem escondidos e firmarem um pacto de irmandade. O que Caleb, Fox e Gage não imaginavam é que ganhariam poderes sobrenaturais e libertariam uma força demoníaca.

Desde então, a cada sete anos, a partir do sétimo dia do sétimo mês, acontecimentos estranhos ocorrem em Hawkins Hollow. No período de uma semana, famílias são destruídas e amigos se voltam uns contra os outros em meio a um inferno na Terra.

Vinte e um anos depois do pacto, a repórter Quinn Black chega à cidade para pesquisar sobre o estranho fenômeno e, com sua aguçada sensibilidade, logo sente o mal que vive ali. À medida que o tempo passa,

Caleb e ela veem seus destinos se unirem por um desejo incontrolável enquanto percebem a agitação das trevas crescer com o potencial de destruir a cidade.

Em Irmãos de sangue, Nora Roberts mostra uma nova faceta como escritora, dando início a uma trilogia arrebatadora em que o amor é a força necessária para vencer os sombrios obstáculos de um lugar dominado pelo mal.
quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Sonata em Auschwitz - Luize Valente | Editora Record


Sonata em Auschwitz - Luize Valente
Editora Record, 2017
(Resenha por Rebeca C.)

"No sótão, vivem-se as horas de longa solidão. (...) No sótão também as intermináveis leituras. No sótão, o disfarce com os trajes de nossos avós, com o chale e os laços. (...) Ali, as coisas velhas se imprimem, para o resto da vida, na alma da criança. Um devaneio dá vida a um passado familiar, à juventude dos antepassados." (Gaston Bachelard)

Certas histórias adormecem. Entre o bolor e a trégua, o tempo que enfraquece é o mesmo que reconstrói; e o que seria da memória sem rumores e fortalezas? Quando em gavetas, o passado desbota suas páginas, e por vezes adoece. Nódoas e glórias nos fazem então contar histórias, principalmente quando tão certas, tão seguras de que não se pode mais aprisioná-las, muito menos em gavetas. 

Nascida enquanto percurso ou certidão, a escrita do passado é necessária não apenas enquanto desabafo ou homenagem, ou ainda romance intempestivo; honrar o passado é uma forma de resistência (senão a única), de modo que só se pode avançar contra os que se apresentam incendiários com a certeza de que nossa existência não é mera letra, mas uma proposição de existência. Queiram os adversários ou não.

"Mas daí a contar sua história? Como se houvesse palavra que pudesse expressar o que fora tudo aquilo? (...) De que adiantaria expor seus entes queridos? O mundo continuava do mesmo jeito. Injustiças, opressão, racismo, antissemitismo existiriam para sempre. (...) Por que nunca falara sobre isso?

(...) Dor é coisa que se sente. Quando muito intensa, se espalha no ar. Sinto a dor de Adele. E não posso fazer nada. Passados sessenta anos, ninguém pode fazer nada." (p. 147-148)


Porque é de guerra que falamos quando insistem em desdizer o que na própria pele se inscreveu. Não nos cabe um ensaio sobre a legitimidade e o testemunho; ainda assim, sobre Auschwitz, há que se apontar os que porfiam tratados dizendo "não foi bem assim". E muitos são os que ditam reescritas deste ontem "que não (n)os convém". Quanto ao Holocausto "em si", permanece na história enquanto alegoria politika, moeda de reputação e escambo entre ideólogos, acadêmicos e até alguns ingênuos. Pontos nevrálgicos na história do homem sempre haverão, porém não basta a borracha em seus altares para eximi-los. E não é preciso rebobinar demais os acontecimentos: em nosso cotidiano, por exemplo, vemos protestos a favor e contra a "minha luta", enquanto ao mesmo tempo erguemos altares para uma certa "verdade tropical". A realidade, ao que parece, é como uma grande cárie em meio a ineficácia de uma anestesia: sempre uma inadequação; sempre um desequilíbrio entre o que pode e o que não pode ser digerido, quiçá dito.

O livro de Luize Valente se apresenta enquanto um romance de pesquisa e testemunho. Inspirado em relatos de uma sobrevivente do holocausto, que ainda hoje carrega em lucidez a inconsequência de todo um século, Sonata em Auschwitz apresenta ao leitor uma trama de personagens que, distantes temporal e geograficamente, carregam as marcas de uma ferida que dificilmente cicatrizará, especialmente porque ainda lhes são impostos o ardil da injúria, e a vergonha do esquecimento. Mein Politka, e não importa a nacionalidade, e sim a linguagem, que, com o aval do Poder, tem a função de desconstruir todo e qualquer sentido. Afinal, o sangue não é assim tão vermelho, e tampouco o partid..., como ousa, como...?

"Havia três meses que a Alemanha assinara a rendição. (...) Enoch e Johannes optaram por viver um dia de cada vez, como nos tempos da guerra, porém com a agravante de sentirem um pessimismo que evitavam dividir um com o outro. (...) E assim levavam os dias, esperando que a paz finalmente assentasse. Não eram armistícios que a garantiriam.

(...) Para que vale a verdade? O que é a verdade? (...) Dizem que os bons pereceram em Auschwitz. Eu acredito que Auschwitz pereceu nos bons. Bons como Adele. Que vivem apesar de. São viventes. O resto de nós é sobrevivente." (p. 327; 343; 346)

A cada relato e ficção da autora, a cada pesar e ilusão de suas personagens, o leitor vivenciará Sonata em Auschwitz como uma lembrança a qual embalamos fielmente; porque afinal, não se pode dizer adeus a uma família, uma canção e tampouco a um filho; neste livro de Luize Valente, é preciso entender a memória enquanto testemunho, ainda que em meio a escombros; ainda que sob as auguras e honras de se estar e permitir-se ainda vivo.


Sinopse: Um bebê nascido nas barracas de Auschwitz-Birkenau, em setembro de 1944. Uma sonata composta por um jovem oficial alemão, na mesma data, também em Auschwitz. Duas histórias que se cruzam e se completam. Décadas depois, Amália, jovem portuguesa, começa a levantar o véu de um passado nazista da família a partir de uma partitura que lhe é revelada por sua bisavó alemã. A dúvida de que o avô, dado como morto antes do fim da Segunda Guerra, possa estar vivo no Rio de Janeiro, a leva a atravessar o oceano e a conhecer Adele e Enoch, judeus sobreviventes do Holocausto.

A ascensão do nazismo na Alemanha, culminando na fatídica Noite dos Cristais, a saga dos judeus húngaros da Transilvânia, os guetos na Hungria e Romênia, os trens para Auschwitz, os mistérios acontecidos no campo de extermínio da Polônia e o pós-guerra numa casa cheia de segredos num lago de Potsdam oferecem os trilhos que Amália percorrerá para montar o quebra-cabeça.


quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Unboxing TAG Experiências Literárias - caixa de novembro | Por MIch Fraga


Mais uma unboxing do amor! Sempre que chega caixinha da TAG Experiências Literárias é motivo de comemoração e, para mim, esse mês a comemoração foi ainda mais especial já que a curadora do mês, Heloísa Buarque de Holanda, grande crítica literária do Brasil, escolheu um "livro de mulher" que marcou de uma vez por todas a entrada da mulher brasileira no mundo literário. No início do séc XX, "livros de mulher" eram considerados baixa literatura, com pouca profundidade ou relevância. Hoje em dia esse tipo de pensamento não faz o menor sentido e a escrita literária da mulher veio ganhando seu espaço de direito graças a autora homenageada de novembro pela TAG.


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domingo, 5 de novembro de 2017

Dom Casmurro - Machado de Assis | Por Mich Fraga


Buenos días. A resenha de hoje, que na verdade era para ter saído ontem mas o YouTube não colaborou com o upload, é super especia! Dessa vez vamos conversar detalhadamente sobre "Dom Casmurro" de Machado de Assis. 

Mas atenção, essa é uma resenha mais minuciosa pensada para ajudar os alunos que prestarão o ENEM ou qualquer outra prova em que seja cobrada essa leitura, então, se você não quiser saber tantos detalhes da obra, essa resenha não é para você.



Apesar de eu ter falado muitos aspectos da obra, garanto a você que não revelei nem 1/3 dos mistérios da história e você precisará ler o livro para descobrir todos os detalhes.


Espero ter ajudado de alguma forma.
Beijos e até a próxima,
Mich.
sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Unboxing Turista Literário - caixinha de outubro


Já está no ar o unboxing da malinha de outubro do Turista Literário! Os Correios deram uma atrasada básica, mas.... finalmente chegou a caixinha tão esperada de todos os meses!!! Confira o unboxing com todas as minhas impressões:


PS: Meu passaporte literário atingiu a mesma quantidade de carimbos que meu passaporte real. Será um sinal de que preciso viajar mais? Ou talvez um sinal de que preciso comprar menos livros? kkkkkkkk <3


sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Unboxing TAG - caixinha de outubro | Por Mich Fraga


Yupi, hoje é dia de unboxing do amor, pois chegou mais uma caixinha da TAG Experiencias Literárias! Para quem ainda não sabe, a TAG é um clube de assinaturas de mistery box de alta literatura e a curadoria desse mes ficou a cargo de Chimamanda Adiche, a renomada escritora nigeriana... Aliás, eu acho esses sobrenomes africanos tão chiques, puro luxo!


Vamos conhecer então a nova caixinha da TAG?


Já conhece minhas redes sociais? Além do blog, você me encontra também: no Instagram http://www.instagram.com/mich_fraga e no Facebook http://www.fb.com/canaldamich :)

A vida não é um traço linear | Por Marcelo Marchiori



"LEAR — Qual é a tua profissão? Que pretendes de nós?

KENT — Minha profissão é não ser menos do que pareço; servir fielmente a quem confiar em mim; amar quem for honesto; conversar com quem for sábio e falar pouco; temer a justiça; brigar quando não houver outro jeito, e não comer peixe.

LEAR — Quem és tu?

KENT — Um tipo de coração honesto e tão pobre quanto o rei."


A vida não é um traço linear. Não se trata de um projeto ascendente em que iremos melhorar em todas as áreas. Não há uma regra de que ficaremos mais espertos a cada ano que passa. Muitas vezes não somos capazes de aprender o necessário. Como Shakespeare diz através de um de seus personagens, sobre um rei que quis abrir mão de suas responsabilidades sem perder o poder: “Pobre Lear, ficou velho antes de ficar sábio”.

Não há uma hierarquia entre juventude e maturidade. Não é possível dizer que um destes dois momentos [ou arquétipos] possa ser mais importante, deva ser mais valorizado que o outro. O que dá para perceber são algumas distinções entre os dois períodos e assim, quem sabe, absorver o que de melhor surge em ambos os contextos.

Talvez um dos temas mais comuns nos consultórios de psicologia seja o dos relacionamentos amorosos. Chego a brincar que sou especialista em curar “dores de cotovelo”. Quando é o caso de atender um adolescente ou um jovem adulto, existe um enunciado com qual eu me divirto muito. Nunca me canso de ouvi-los dizer: “acho que depois dessa eu nunca mais vou me apaixonar”. Esse é um bom símbolo de como funcionam os primeiro anos de nossas vidas.

Com pouca idade, vivemos pouca coisa. Faltam elementos de comparação para quase tudo e as situações nos parecem muito maiores do que realmente são. Quem nunca achou que perder “aquela” festa era o fim do mundo? Pois que atire a primeira pedra! E o desespero de não ser aceito socialmente? Quantas modas ridículas não foram seguidas só para que a pessoa se sentisse enturmada e diminuísse um pouquinho o medo de se tornar um fracasso social? Tudo isso que nos tirou tantas vezes o sono e hoje quase não nos preocupa.

Por outro lado, podemos pensar também sobre a inconsequência. Alguma parte da coragem na juventude surge do total desconhecimento dos riscos que se corre em tomar certas decisões. Quanta gente não se arrepende em não ter sido um pouco mais prudente neste ou naquele momento? Em não ter pensado um pouquinho antes de aceitar aquele desafio estupido de pular o muro do cemitério na madrugada ou de virar 4 dedos de uma garrafa de vodca? Certos erros nos ensinam, outros podem ser irreversíveis.

No meio de tudo isso há um ponto que é positivo: quanto menos caminho percorrido, menor a possibilidade de carregar na cabeça uma montanha de traumas ou vícios, comportamentos deturpados. A capacidade criativa e de reinvenção da juventude é alta e permite que o sujeito possa corrigir um caminho problemático com menos esforço que alguém com muito apego por suas histórias, por suas manias.

No campo da maturidade quem nunca ouviu [ou disse] “não tenho mais idade para isso”? É a desculpa perfeita, o passo de fuga, para se livrar de qualquer revisão de comportamento necessária para uma vida mais completa, uma existência integral.

A repetição de determinados comportamentos acaba promovendo a otimização das ações. O custo de uma ação torna-se menor depois de criarmos um caminho pelo qual seguimos com os olhos fechados. Aparentemente estamos perto do ponto estável que tanto procuramos em nossas vidas, dá quase para acreditar que, ao menos, algumas das perguntas foram respondidas. É o poder de um hábito constituído.

Fica muito difícil dizer se um comportamento é bom ou ruim sem analisar o contexto em que ele se insere. Mesmo um sintoma pode ser a defesa contra algum tipo de sofrimento muito maior... a parte mais complicada pode ser a engrenagem que mantém nossa criatividade em movimento, mas, em alguns casos, um mau comportamento pode ser apenas um defeito que, mesmo assim, teimamos em mantê-lo, alimentá-lo e fortalece-lo por puro comodismo.

Retornarmos aqui a ideia que apresentei no início deste ensaio. Não existe uma hierarquia entre maturidade e juventude. Digo mais, entendê-las como algo sem possibilidades de unificação é algo arriscado. Ficamos sujeitos a nos enganarmos com as farsas da juventude ou hiperdimensionar as tragédias da fase adulta.

Um jovem que tem o apoio de alguém que possa alertá-lo sobre possíveis enganos escapa de muitos perigos desnecessários. Aprende que nem sempre é necessário enfiar a mão no fogo para entender que aquilo queima. Se uma parte das tradições merece, com toda razão, ser esquecida, outra é base para a evolução de uma cultura. Os jovens devem aprender com os mais velhos e introjetá-los desde cedo.

Do outro lado, é falsa a ideia de que alguém deixa de aprender. A convivência com a juventude estimula o questionamento de quem acreditava não ser capaz de descobrir novidades no mundo. Mesmo o “tio do pavê” vai abrindo sua visão de mundo quando confrontado pelo acervo de preconceitos que carrega junto de si, principalmente se é convidado a conhecer outras possibilidades de existência e perceber que não há nada de errado nelas. É provável que não se torne um militante de causas identitárias ou coisa assim, mas já toma algum cuidado maior ao conviver com a diferença.

Ainda vale a pena apostar em um processo dialético e permitir que as contradições destas fases se enfrentem dentro e fora de nós. Somos todos velhos e novos, em algum contexto e por algum motivo. Creio eu que a sabedoria de que fala Shakespeare surge desse difícil equilíbrio.


Marcelo Marchiori, outubro de 2017
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terça-feira, 17 de outubro de 2017

Pape Satàn Aleppe - Umberto Eco | Editora Record | Por Mich Fraga


Olá, pessoal! E já está no ar mais uma vídeo resenha! O livro da vez é o maravilhoso e divertidíssimo Pape satàn aleppe, de Umberto Eco, publicado recentemente pela Editora Record. 

Conheça a sinopse: "O último livro escrito por Umberto Eco, uma visão inteligente e atual sobre o mundo de hoje Crises ideológicas, econômicas e políticas, individualismo desenfreado e uma relação simbiótica com nossos celulares são alguns dos elementos que compõem o ambiente em que vivemos: o de uma sociedade líquida, onde nada parece fazer sentido ou ter sequer algum significado.

Neste que é seu derradeiro livro, a fim de tornar mais fácil a compreensão de nossa sociedade desnorteada, Umberto Eco nos presenteia com uma coleção de ensaios sobre tudo: de Harry Potter ao 11 de Setembro, passando pelo Twitter, os templários e questões de caligrafia.

“Pape Satàn, pape Satàn aleppe”, disse Plutão no Inferno de Dante, com espanto, tristeza, ameaça ou talvez ironia. O significado do verso, ainda um mistério para nós, líquido demais, é perfeito, portanto, para caracterizar a confusão de nosso tempo e intitular esta obra."

Confira a resenha e não deixe de se inscrever no canal para conferir as resenhas sempre em primeira mão! 



segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Lançamentos Editora Sextante - Mindfulness e Autoconhecimento



O mundo é agitado
ou será que é a minha mente?
(Haemin Sunim)


Há um tanto de especificidades no sistema de valores e crenças que você, acompanhado ou por si mesmo, começou um dia a seguir. Não é o caso de aqui legitimar ou por em descrédito um e outro sistema - até porque, à exceção dos que professam ideologias, não tenho a pretensão de argumentar contra o legado milenar de inúmeras civilizações e suas concepções acerca do sagrado e do transcendental; há, no entanto, nesta postagem, um interesse em apontar leituras que, à primeira vista, se propõem a resgatar aquilo que nos "torna humanos" - ou seja, tudo o que ainda é capaz de nos afastar de qualquer barbárie.

Aos que se interessam pela literatura do autoconhecimento, seja aquela centrada na psicologia ou na história das religiões, recomendo os seguintes lançamentos da Editora Sextante:



"Desejo que o tempo dedicado a este livro se torne um momento de reflexão e meditação em meio à sua vida agitada. Desejo que o inspire a se conectar com seu lado mais generoso e sensato. Que você seja feliz, saudável, tranquilo e esteja sempre protegido do sofrimento."

De tempos em tempos, surge um livro que, com sua maneira original de iluminar importantes temas espirituais, se torna um fenômeno tão grande em seu país de origem que acaba chamando a atenção e encantando leitores de todo o mundo.

Escrito pelo mestre zen-budista sul-coreano Haemin Sunim, As coisas que você só vê quando desacelera é um desses raros e tão necessários livros para quem deseja tranquilizar os pensamentos e cultivar a calma e a autocompaixão.

Ilustrado com extrema delicadeza, ele nos ajuda a entender nossos relacionamentos, nosso trabalho, nossas aspirações e nossa espiritualidade sob um novo prisma, revelando como a prática da atenção plena pode transformar nosso modo de ser e de lidar com tudo o que fazemos.

Você vai descobrir que a forma como percebemos o mundo é um reflexo do que se passa em nossa mente. Quando nossa mente está alegre e compassiva, o mundo também está. Quando ela está repleta de pensamentos negativos, o mundo parece sombrio. E quando nossa mente descansa, o mundo faz o mesmo.


Atenção Plena - Mindfulness
Mark Williams 

"Mais do que uma técnica de meditação, a atenção plena (ou nmindfulness) é um estilo de vida que consiste em estar aberto à experiência presente, observando seus pensamentos sem julgamentos, críticas ou elucubrações."

Com 200 mil exemplares vendidos, este livro e o cd de meditações que o acompanha apresentam uma série de práticas simples para expandir sua consciência e quebrar o ciclo de ansiedade, estresse, infelicidade e exaustão.

Recomendado pelo Instituto Nacional de Excelência Clínica do Reino Unido, este método ajuda a trazer alegria e tranquilidade para sua vida, permitindo que você enfrente seus desafios com uma coragem renovada.

Mais do que uma técnica de meditação, a atenção plena (ou mindfulness) é um estilo de vida que consiste em estar aberto à experiência presente, observando seus pensamentos sem julgamentos, críticas ou elucubrações.

Ao tomar consciência daquilo que sente, você se torna capaz de identificar sentimentos nocivos antes que eles ganhem força e desencadeiem um fluxo de emoções negativas – que é o que faz você se sentir estressado, irritado e frustrado.

Este livro apresenta um curso de oito semanas com exercícios e meditações diárias que vão ajudá-lo a se libertar das pressões cotidianas, a se tornar mais compassivo consigo mesmo e a lidar com as dificuldades de forma mais tranquila e ponderada.

Você descobrirá que a sensação de calma, liberdade e contentamento que tanto procura está sempre à sua disposição – a apenas uma respiração de distância.


Greg McKeown

"Quando tentamos fazer tudo e ter tudo, realizamos concessões que nos afastam da nossa meta. Se não decidimos onde devemos concentrar nosso tempo e energia, outras pessoas - chefes, colegas, clientes e até a família - decidem por nós, e logo perdemos de vista tudo o que é significativo." 

Se você se sente sobrecarregado e ao mesmo tempo subutilizado, ocupado mas pouco produtivo, e se o seu tempo parece servir apenas aos interesses dos outros, você precisa conhecer o essencialismo.

O essencialismo é mais do que uma estratégia de gestão de tempo ou uma técnica de produtividade. Trata-se de um método para identificar o que é vital e eliminar todo o resto, para que possamos dar a maior contribuição possível àquilo que realmente importa.

Quando tentamos fazer tudo e ter tudo, realizamos concessões que nos afastam da nossa meta. Se não decidimos onde devemos concentrar nosso tempo e nossa energia, outras pessoas – chefes, colegas, clientes e até a família – decidem por nós, e logo perdemos de vista tudo o que é significativo.

Neste livro, Greg McKeown mostra que, para equilibrar trabalho e vida pessoal, não basta recusar solicitações aleatoriamente: é preciso eliminar o que não é essencial e se livrar de desperdícios de tempo. Devemos aprender a reduzir, simplificar e manter o foco em nossos objetivos.

Quando realizamos tarefas que não aproveitam nossos talentos e assumimos compromissos só para agradar aos outros, abrimos mão do nosso poder de escolha. O essencialista toma as próprias decisões – e só entra em ação se puder fazer a diferença.


Rubens Teixeira

Se você não nasceu em berço de ouro, se não pôde estudar nas melhores escolas, se ainda não conseguiu entrar para uma boa universidade, se ainda não tem um bom emprego, se não tem ou não teve o apoio da família, se não teve oportunidades, se sofre algum tipo de preconceito, se é tímido ou inseguro – nada disso é impedimento para que você vença na vida.

Talvez tenha que se esforçar mais do que os outros no início, dormir menos horas por dia, abrir mão de períodos de lazer e ser mais estratégico para aproveitar todos os recursos que tem a seu dispor. O seu caminho pode não ser fácil, mas certamente ele é possível se você acreditar em si mesmo e agir para realizar seus sonhos.

Quem tem tudo de mão beijada muitas vezes não valoriza as próprias conquistas e talvez se considere tão seguro nas disputas que isso chega a representar uma desvantagem, porque os menos favorecidos estarão batalhando a cada segundo pela vitória e aproveitando as brechas que surgirem para mostrar seu valor.

Para vencer quando não é o favorito, você deverá refletir sobre temas importantes em sua conduta e em sua capacidade analítica do ambiente em que vive. Terá que examinar quais são seus pontos fortes e fracos, o que tem a seu favor e o que pode representar um empecilho. São as escolhas individuais certas, aliadas ao esforço pessoal, que trarão a sensação de que é possível enfrentar as circunstâncias adversas.


William Douglas e Flavio Valvassoura 

"Esperamos que vitória do jovem Davi sobre o temido filisteu seja uma inspiração para sua vida daqui por diante. E que as lições dessa história o ajudem a vencer os gigantes que você escolher enfrentar - e aqueles que ousarem aparecer à sua frente." 

Além de ser uma inspiradora história sobre coragem e superação, a luta entre Davi e Golias tem muito a nos ensinar sobre a vida cotidiana e a maneira como lidamos com nossos problemas.

Assim como o jovem hebreu, nós também enfrentamos gigantes e encaramos desafios que parecem maiores do que nós. Eles podem assumir a forma de conflitos no trabalho, crises conjugais, problemas de saúde, dificuldades financeiras, etc.

Mas, da mesma forma que Davi, podemos usar habilidades e estratégias específicas para vencer nossos "inimigos".

William Douglas, consagrado coautor de As 25 leis bíblicas do sucesso, e Flavio Valvassoura mostram neste livro como usar a sabedoria de Davi (e os erros de Golias) para superar nossos medos e derrubar nossos gigantes. Você aprenderá também que:

- O tamanho de sua atitude vale mais do que o tamanho do seu problema.
- O medo de enfrentar um desafio acaba tornando-o maior.
- Menosprezar seu oponente pode fazer você ser derrotado.
- Tão importante quanto conhecer os Golias do exército adversário é reconhecer os Davis entre nossos próprios soldados.
- Ter estratégia também significa evitar confrontos desnecessários.
- Enfrentar gigantes é uma oportunidade de crescer.
- Desafios maiores trazem recompensas melhores.