Lançamentos de Junho - Editora Arqueiro

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Junho, mês dos namorados e também um mês de muito drama, investigação e treta nos lançamentos da Editora Arqueiro! ;D Olha, ainda não decidimos nossas leituras do mês, mas a sinopse do Nossa Música já falou mais alto aqui no coração da gente <3 E vocês, acompanham o trabalho de algum desses autores? 'Bora então conferir as novidades e começar a wishlist:


A CASA DO LAGO - Kate Morton

A casa da família Edevane está pronta para a aguardada festa do solstício de 1933. Alice, uma jovem e promissora escritora, tem ainda mais motivos para comemorar: ela não só criou um desfecho surpreendente para seu primeiro livro como está secretamente apaixonada. Porém, à meia-noite, enquanto os fogos de artifício iluminam o céu, os Edevanes sofrem uma perda devastadora que os leva a deixar a mansão para sempre.

Setenta anos depois, após um caso problemático, a detetive Sadie Sparrow é obrigada a tirar uma licença e se retira para o chalé do avô na Cornualha. Certo dia, ela se depara com uma casa abandonada rodeada por um bosque e descobre a história de um bebê que desapareceu sem deixar rastros.

A investigação fará com que seu caminho se encontre com o de uma famosa escritora policial. Já uma senhora, Alice Edevane trama a vida de forma tão perfeita quanto seus livros, até que a detetive surge para fazer perguntas sobre o seu passado, procurando desencavar uma complexa rede de segredos de que Alice sempre tentou fugir.


O VOO DA VESPA - Ken Follett

Freya é o nome da deusa nórdica do amor. Também é o codinome da mais recente invenção nazista, de acordo com uma mensagem interceptada pelas forças aliadas. A inteligência britânica descon a que é graças a ela que os alemães estão conseguindo abater os bombardeiros ingleses a uma velocidade tão alarmante.

Hermia Mount, uma analista do MI6, é recrutada para ajudar a descobrir qual é essa nova arma. Tendo morado a vida inteira na Dinamarca, ela possui contatos valiosos que poderão auxiliá-la em sua missão.

Do outro lado do mar do Norte, numa ilha dinamarquesa ocupada pelos alemães, o estudante Harald Olufsen descobre uma instalação estranha dentro da base militar nazista. Ele não sabe o que é, mas não se parece com nada que já tenha visto, e ele precisa contar para alguém.

Em Copenhague, o detetive Peter Flemming colabora com os alemães para desvendar quem está repassando informações de dentro do país nórdico para os aliados britânicos.

Numa Europa praticamente dominada pela Alemanha, a vida dessas três pessoas se entrelaça de forma irreversível, e quando um decrépito avião bimotor se transforma no único meio de fazer a verdade chegar até as forças aliadas, o destino delas poderá mudar o rumo da guerra – e da história.


MESTRE DAS CHAMAS - Joe Hill

Ninguém sabe exatamente como nem onde começou. Uma pandemia global de combustão espontânea está se espalhando como rastilho de pólvora, e nenhuma pessoa está a salvo. Todos os infectados apresentam marcas pretas e douradas na pele e a qualquer momento podem irromper em chamas.

Nos Estados Unidos, uma cidade após outra cai em desgraça. O país está praticamente em ruínas, as autoridades parecem tão atônitas e confusas quanto a população e nada é capaz de controlar o surto.

O caos leva ao surgimento dos impiedosos esquadrões de cremação, patrulhas autodesignadas que saem às ruas e orestas para exterminar qualquer um que acreditem ser portador do vírus.

Em meio a esse lme de terror, a enfermeira Harper Grayson é abandonada pelo marido quando começa a apresentar os sintomas da doença e precisa fazer de tudo para proteger a si mesma e ao  filho que espera.

Agora, a única pessoa que poderá salvá-la é o Bombeiro – um misterioso estranho capaz de controlar as chamas e que caminha pelas ruas de New Hampshire como um anjo da vingança.


VOLÚPIA DE VELUDO - Loretta Chase

Simon Fairfax, o fatalmente charmoso marquês de Lisburne, acaba de retornar relutantemente a Londres para cumprir uma obrigação familiar.

Ainda assim, ele arranja tempo para seduzir Leonie Noirot, sócia da Maison Noirot. Só que, para a modista, o refinado ateliê vem sempre em primeiro lugar, e ela está mais preocupada com a missão de transformar a deselegante prima do marquês em um lindo cisne do que com assuntos românticos.

Simon, porém, está tão obcecado em conquistá-la que não é capaz de apreciar a inteligência da moça, que tem um talento incrível para inventar curvas – e lucros. Ela resolve então ensinar-lhe uma lição propondo uma aposta que vai mudar a atitude dele de uma vez por todas. Ou será que a maior mudança da temporada acabará acontecendo dentro de Leonie?

Volúpia de veludo, terceiro livro da série As Modistas, é uma história de amor envolvente, com personagens femininas fortes e determinadas que transitam com perfeição entre o romantismo e a sensualidade.



Maya Stern é uma ex-piloto de operações especiais que voltou recentemente da guerra. Um dia, ela vê uma imagem impensável capturada pela câmera escondida em sua casa: a filha de 2 anos brincando com Joe, seu falecido marido, brutalmente assassinado duas semanas antes. 

Tentando manter a sanidade, Maya começa a investigar, mas todas as descobertas só levantam mais dúvidas. 

Conforme os dias passam, ela percebe que não sabe mais em quem confiar, até que se vê diante da mais importante pergunta: é possível acreditar em tudo o que vemos com os próprios olhos, mesmo quando é algo que desejamos desesperadamente? 

Para encontrar a resposta, Maya precisará lidar com os segredos profundos e as mentiras de seu passado antes de encarar a inacreditável verdade sobre seu marido – e sobre si mesma.



Ally e Charlotte poderiam ter sido grandes amigas se David nunca tivesse entrado em suas vidas. Mas ele entrou e, depois de ser o primeiro grande amor (e também a primeira grande desilusão) de Ally, casou-se com Charlotte. 

Oito anos depois do último encontro, o que Ally menos deseja é rever o ex e sua bela esposa. Porém, o destino tem planos diferentes e, ao longo de uma noite decisiva, as duas mulheres se reencontram na sala de espera de um hospital, temendo pela vida de seus maridos. Diante de incertezas que achavam ter vencido, elas precisarão repensar antigas decisões e superar o passado para salvar aqueles que amam. 

Com a delicadeza tão presente em seus livros, Dani Atkins mais uma vez nos traz uma história de emoções à flor da pele, um drama familiar comovente que não deixará nenhum leitor indiferente.

Lançamentos de Junho - Editora Sextante


Parem tudo e todas as wishlists: a Sextante está lançando uma Biografia do Mauricio de Souza!! <3 Impossível não atropelar a fila com esta nova leitura, não é mesmo? :)) E como eu também adoro uma leitura do gênero autoconhecimento, minha pedida para este junho será o Como vencer gigantes, do escritor e jurista William Douglas, e acho que também o O Poder dos Quietos para Jovens. É muita coisa mas junho tem feriado, então, a gente encontra um jeito rs :D

Vamos aos lançamentos:



Com mais de 80 anos de vida e quase 60 de carreira, Mauricio de Sousa tem uma história tão fascinante quanto os personagens da Turma da Mônica, que seguem encantando gerações de leitores.

“Ideias mudam o mundo – poucos chavões são tão verdadeiros e inspiradores. Não mudei o mundo nenhuma vez. Mas, à minha maneira, acho que o melhorei um pouquinho ao gerar bons momentos, diversão e entretenimento para milhões de brasileirinhos.

Raros são os autores, no Brasil e no exterior, que podem dizer que foram lidos com o mesmo prazer por avós, filhos e netos. Ou que carregam na bagagem a honra e o privilégio de saber que suas criações, com gibis ou livrinhos agindo como cartilhas informais, ensinaram pelo menos três ou quatro gerações a ler – disparado, meu maior orgulho.

Em última instância, sou um sobrevivente, um homem que começou do nada, realizou seu sonho e não quer desistir dele de jeito nenhum.

Enquanto eu estiver por aqui, saiba que foi você quem sempre alimentou meus sonhos. Depois que eu partir, não se esqueça de que ideias, e também sonhos improváveis, é que movem o mundo. De um jeito ou de outro, sempre estarei com vocês.” (Mauricio)




Gigantes podem ser derrotados. Conheça seus pontos fortes e fracos e acredite em si mesmo.

“Esperamos que a vitória do jovem Davi sobre o temido filisteu seja uma inspiração para sua vida daqui por diante. E que as lições dessa história o ajudem a vencer os gigantes que você escolher enfrentar – e aqueles que ousarem aparecer à sua frente.” — William Douglas e Flavio Valvassoura

Além de ser uma inspiradora história sobre coragem e superação, a luta entre Davi e Golias tem muito a nos ensinar sobre a vida cotidiana e a maneira como lidamos com nossos problemas.

Assim como o jovem hebreu, nós também enfrentamos gigantes e encaramos desafios que parecem maiores do que nós. Eles podem assumir a forma de conflitos no trabalho, crises conjugais, problemas de saúde, dificuldades financeiras, etc.

Mas, da mesma forma que Davi, podemos usar habilidades e estratégias específicas para vencer nossos “inimigos”. William Douglas, consagrado coautor de As 25 leis bíblicas do sucesso, e Flavio Valvassoura mostram neste livro como usar a sabedoria de Davi (e os erros de Golias) para superar nossos medos e derrubar nossos gigantes.



Um guia ilustrado com 70 fotos incríveis que conduzirá você ao palco, às turnês e aos bastidores, além de revelar um Shawn que poucos conhecem.

Em 2013, o canadense Shawn Mendes começou a gravar vídeos no Vine sem saber que, três anos depois, seria considerado o novo Príncipe do Pop, um talento precoce da música internacional. Neste livro você vai conhecer um pouco mais sobre a origem e a carreira do cantor. Também descobrirá várias curiosidades, como a playlist que ele gosta de ouvir em casa, seus 10 tuítes mais populares e a música que considera mais pessoal.



Do que uma pessoa precisa para se tornar um mestre na arte da persuasão? Segundo o psicólogo social Robert Cialdini, os melhores comunicadores sabem que o segredo da influência não está na mensagem em si, mas no momento-chave antes de a mensagem ser transmitida.

Autor de As armas da persuasão, referência mundial sobre o assunto, Cialdini apresenta agora o conceito de Pré-suasão. Com base em rigorosas pesquisas, ele mostra que a maneira mais fácil de convencer alguém a aceitar uma ideia é tirar proveito da janela de tempo anterior à sua apresentação — o momento privilegiado no qual o destinatário se torna mais receptivo à mudança.

Com as técnicas apresentadas pelo autor, qualquer pessoa pode criar um ambiente propício em que possa exercer influência. Ele ainda analisa uma série de exemplos, de campanhas de marketing on-line a mobilizações para o esforço de guerra, e chama a atenção para as consequências desastrosas do uso antiético dessas abordagens.




“Este livro ressalta que ser introvertido não é uma falha na personalidade – em muitos casos pode ser uma vantagem.” – School Library Journal

Por muito tempo, as pessoas acharam que o modelo ideal de comportamento era ser extrovertido. Mas isso não é bem verdade.

Bill Gates, Beyoncé, Michael Jackson, Gandhi, J. K. Rowling, Emma Watson – a lista de introvertidos famosos é enorme, e eles fizeram coisas incríveis justamente por causa de seu temperamento quieto, e não apesar dele.

Com seu primeiro livro, O poder dos quietos, Susan Cain mudou a forma como a sociedade vê os introvertidos e deu início a um grande debate mundial.

Agora, ela traz seu conhecimento e sua experiência para crianças e adolescentes, focando nos desafios que eles enfrentam na escola, na vida em família, nas atividades extracurriculares e com as amizades.

Incluindo depoimentos de jovens introvertidos e histórias de superação da própria autora, este livro reforça a ideia de que não há nada errado em ser mais reservado, muito pelo contrário.Susan Cain



Neste livro, Lise Bourbeau explica que nossos problemas de ordem física, emocional e mental são fruto de cinco feridas que trazemos da infância: rejeição, abandono, humilhação, traição e injustiça.

 Como não sabemos lidar com elas, desenvolvemos máscaras para escondê-las, acreditando que, assim, desaparecerão. Mas, com o passar do tempo, essas feridas se tornam ainda mais profundas e atrapalham nossa saúde, nossos relacionamentos e nossa felicidade. E nos distanciam de quem somos de verdade.

 Trazendo descrições detalhadas das feridas e das máscaras correspondentes, a autora mostra como elas podem se refletir em nossa personalidade e até mesmo no formato do nosso corpo.

Ao identificar as feridas que carregamos, podemos descobrir a origem das dificuldades que enfrentamos de forma recorrente. E, assim, empreender uma jornada de cura, aceitando as experiências do passado e perdoando todos os aspectos de nós mesmos.




Depois do sucesso de A cabana, A travessia e Eva, que já venderam mais de 22 milhões de exemplares, William P. Young apresenta um livro que nos estimula a repensar algumas das suposições da fé cristã que raramente questionamos.

Seguindo a mesma visão revolucionária de Deus e da Criação que emocionou leitores do mundo inteiro, desta vez Young esclarece as lições mais profundas de suas narrativas ficcionais.

Pontuado por histórias da vida do autor e escrito numa linguagem simples, direta e cativante, o livro nos faz refletir sobre as crenças equivocadas que atrapalham nosso relacionamento com Deus, nos afastando da mensagem de amor difundida nos evangelhos.

Colocando a figura de Jesus e seus ensinamentos em primeiro plano, o autor discute questões essenciais para a compreensão da mensagem de fé e libertação dos evangelhos:

Afinal, o inferno existe? Os pecados são capazes de nos afastar de Deus? Será que devemos nos comportar de determinada maneira para sermos dignos do amor de Deus?

Mais do que certezas, este livro apresenta perguntas e constrói um diálogo ao mesmo tempo instigante e reconfortante. Mesmo que discordemos de algumas conclusões, o importante é estarmos abertos para o relacionamento único que cada um de nós nutre com Deus.


TRANSFORMANDO O SOFRIMENTO EM ALEGRIA - Sri Prem Baba

“O amor é a essência dos ensinamentos de Prem Baba. O único pecado, como ele gosta de dizer, é não amar.

Prem Baba sustenta a esperança perene de que todos os seres humanos têm o potencial para viverem juntos no amor – nossa essência humana – e incorpora seus próprios ensinamentos. Ele irradia o amor do qual fala, e isso faz toda a diferença.” – William Ury, autor de Como chegar ao sim com você mesmo

Um guia prático sobre como tornar a nossa vida mais alegre e harmoniosa. E construir relacionamentos verdadeiramente íntimos. Prem Baba é um mestre brasileiro que pertence a uma linhagem espiritual muito antiga da India, e que trabalha através da construção de ‘pontes’ entre a espiritualidade e a psicologia, entre o Oriente e o Ocidente.

Neste livro ele descreve uma metodologia prática de autoconhecimento chamada ‘Caminho do coração’, que nos ensina a ultrapassar ao padrões psicológicos limitadores, através da identificação da ‘criança ferida’ e da purificação do ‘eu inferior’; a assumir responsabilidade e descondicionar a mente, transformando padrões negativos que causam sofrimento em nós mesmos e nos outros; a despertar a Consciência Maior, através de práticas diárias de meditação e oração; e a contribuir para a solução de problemas globais através da transformação.

Leituras no Subsolo - 3ª Edição | Livraria Leonardo Da Vinci

terça-feira, 30 de maio de 2017

A terceira edição do Leituras no Subsolo será realizada nesta quarta-feira, 31 de maio, na Livraria Leonardo Da Vinci, no Centro do Rio de Janeiro. Neste encontro, apresentaremos Charlotte, de David Foenkinos, publicado pela Bertrand Brasil.

O livro é baseado na história real de Charlotte Salomon, uma jovem pintora alemã cuja vida fora marcada por uma trágica herança familiar, e uma consequente melancolia. Como se antevisse um mal ainda maior, Charlotte viria a traduzir suas memórias em vigor e tinta, e esta foi das decisões a mais arriscada, embora precisa. Sob o refúgio de suas pinceladas e poesia, a vida de Charlotte chega até nós através de inúmeros memoriais, assim como através do trabalho de pesquisadores como David Foenkinos, cuja sensibilidade literária nos faz reviver este destino dilacerado pela insondável crueldade do nacional-socialismo dos anos 1930 e 40. Embora uma infinidade de vidas tenham sido emudecidas em Auschwitz, foi através da Arte que retalhos de vidas como as de Charlotte puderam chegar aos dias de hoje, atravessando nossa história como se numa espécie de redenção...


Para mais informações sobre o evento, confira a página da Livraria Da Vinci no Facebook :)


[Off] Recebendo mimos dos amigos

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Houve uma época em que minha própria história era um universo de papel e tinta. Hoje, a comunicação e o afeto assim permanecem, embora em menor quantidade de envelopes e interurbanos, porém, resistente a intervalos de muito-tempo e distâncias.

Neste meio tempo (praticamente dois anos!), o Blog tem sido um lugar de grandes encontros, e de novas possibilidades de escrita. Por exemplo, quem imaginaria que pequenos objetos cotidianos poderiam falar tanto sobre uma pessoa, e sobre nós mesmos? <3 Conversar meio assim em segredo, ouvindo a história do outro através de cada pequena coisa, talvez seja algo assim meio Amélie Poulain, e é realmente encantador passar por uma experiência assim, e eu agradeço MUITO aos amigos que vez por outra enviam estes afetos postais aqui para o Rio de Janeiro :)  Vocês são lindos <3


E por falar em lindeza, a Caixinha de Maravilhas acima veio da querida Luana Souza, do Blog Memorialices <3 Amor demais em cada detalhe, não é mesmo? :)))

E como se o infarto já não fosse grande, hoje o tio dos Correios trouxe mais uma caixinha, desta vez made in São Paulo (a da Luana veio do Mato Grosso do Sul! <3), lá das terras de nossa amiga Regiane, que me encantou com esta papelaria surpresa E COM MARCADORES PERSONALIZADOS DO LIVRO TINDERELA <3 (sim, tem que rolar um caps lock porque tá tudo muito lindo, assim como o livro da amiga - que, aliás, você já leu? Corre lá na Amazon <3) 


Pra completar o amor postal da semana, quem também escreveu pra gente foi o pessoal da UEON Productions, lá do Recife. Na cartinha, recebi a super caprichada edição de A Noiva, em HQ <3 Aliás, o Jonatas já resenhou a história de Thony Silas aqui no blog, dá uma olhada :) E agora vai ser a minha vez de conferir esse trabalho, eba! Aliás, deixo também meu grande obrigada a amiga Rachel, do Blog Histórias e Emoções, que apresentou esse trabalho bacana pra gente! 


Mais uma vez, obrigada a todo mundo que vez por outra dedica seu tempo e carinho a esta jovem senhora blogueira :D Amo vocês! 

Resistência - Affinity Konar | Editora Rocco | Texto de Jonatas T. B.


“E aquele mundo, vibrante de deslumbramento, acabou também. Quase todos os mundos acabam.”(pg. 10)

Inspirado em eventos da Segunda Guerra Mundial, Resistência é o relato de duas irmãs gêmeas tiradas dos laços de seu avô e mãe pelo Dr. Mengele e levadas ao campo de concentração em Auschiwitz, na Polônia tomada pelas forças nazistas. Lá, junto a anões, albinos e outras pessoas portadoras de alguma singularidade genética, são submetidas a testes científicos que vão desde injeção de substâncias químicas à extração de órgãos e o que parece ser lavagem cerebral.

“Ainda bem que ela não esmiuçou nossas diferenças de identificação. Pearl usava um prendedor de cabelo azul. O meu era vermelho. Pearl falava normalmente. Minha fala era apressada, interrompidas às vezes, cheia de pausas. A pele de Pearl era branca como a neve. Eu tinha pele de sol, toda pintada. Pearl era toda feminina. Eu queria ser toda Pearl, mas por mais que me esforçasse, só conseguia ser eu.” (pg. 16)

Stasha é a gêmea sonhadora. Inquieta e inventiva, a pequena tece, entre as fendas duras que sua mente abre na realidade, outra realidade onde abriga aqueles mais próximos que, assim como ela, lutam para sobreviver. Apesar de resistir à fome, frio e morte, ela é capaz de transformar situações das mais terríveis em ambíguos jogos narrativos, ao mesmo tempo cruéis, curiosos. Em um desses jogos imagina-se na trajetória de formação médica. Consegue inclusive um paciente, um menino semi-vivo que chama de Paciente Número Azul, e a quem promete a cura, analisando e anotando todos os dias dados sobre sua doença, planejando com ele a melhor forma de assassinar o “tio” Mengele.

“O homem que esconderia sua relação com a morte em todos esses nomes. Ele nos disse para chamá-lo de “Tio Médico”. Ele nos fez chamá-lo por esse nome uma vez, depois outra, até que nós o reconhecêssemos, sem erro. Quando acabamos de repetir o nome e ele ficou satisfeito, nossa família já tinha desaparecido.” (pg. 17)
 

Desde cedo, Stasha desejou ser exatamente como sua irmã, Pearl, que, além de atraente e habilidosa dançarina, torna-se espécie de âncora, para que esta não flutue longe demais em seus sonhos e permaneça ainda atenta à realidade. Entretanto, os traumas causados pelas experiências e condição desumana pouco a pouco afastam ambas as personalidades, e cada uma é modelada pela percepção particularmente sensível diante de suas experiências no “zoológico” de Mengele, - o que parece apetecer muito os estranhos apetites do “tio”.

“Ela o chamava de cobaia, mas eu sabia que o menino nomeado Paciente Número Azul era mais do que isso. Eu sabia que ela o considerava um irmão, um trigêmeo, outro membro da família que ela não podia perder. Avisei para ela não se apegar. E ela me acusava de ser insensível. Não estava errada, mas eu não podia evitar ficar insensível com o Paciente porque estava muito cansava de ser sensível por nós duas. Meu corpo estava sobrecarregado de sofrimento, não precisava acrescentar o sofrimento de Paciente.” (pg. 71)

Apesar da realidade atroz, a narrativa de Konar permite espaço o suficiente para que floresça um botão de descoberta do amor. Pearl, mesmo tendo os sentidos fragilizados e o corpo perdendo lentamente sua vida, acaba por conhecer Peter, um menino com certos privilégios por parecer descendente de arianos.

“(...) ele se arrastou para frente em seu delírio moribundo, como se quisesse ver se aquele chifre de marfim continha alguma última coisa para ele, uma mensagem, um ruído, um grito... Mas o guarda, ao ver o interesse dele, o derrubou com uma bala nas costas, no momento em que o homem agarrava o objeto. Só então ele se aquietou. Nuvens vermelhas brotaram entre as listras do uniforme dele. Eu vi quando escorreram e viajaram pelo horizonte dos seus ombros." (pg. 90)

Entre ameaças de nunca mais se voltar de um simples banho por ser, na verdade, um passeio para a câmara de gás, ou a morte por febre tifóide devido a uma histórica praga de piolhos, temo dizer que pouca ou nenhuma esperança resta para aqueles que abrirem as páginas de Resistência. Nenhum sonho ou bela lembrança de outrora é capaz de afastar a contundência do contexto terrível de um campo de concentração. No entanto, em contraste, não há um instante que a habilidade poética de Konar não torne a o texto atraente, como se refinasse a matéria cruenta e bruta: uma mancha que brota do buraco feito à bala por um tiro nas costas durante um jogo de futebol contra os guardas de Auschiwitz, aqui, se torna uma nuvem a subir pelo horizonte dos ombros do morto. Neste sentido, é, de fato, inoportuno deleite.


Leia um trecho da obra. Disponível no site da Rocco.

Melodia Mortal - Pedro Bandeira e Guido Carlos Levi | Editora Rocco

domingo, 28 de maio de 2017

"- Há vitórias que se transformam em derrotas, meu caro Watson. A principal dificuldade de um detetive é não poder entregar ao carrasco alguém de quem se pode provar a culpa por não haver lei anterior que a preveja!

Isso me ensinara meu amigo Sherlock Holmes havia anos, mas confesso que na época não compreendi a profundidade da afirmação, pois para mim a infalível justiça britânica sempre tivera a abrangência necessária para proteger a estabilidade de nossa sólida civilização. (...) Esse exemplo me foi apresentado na forma de uma de nossas aventuras mais peculiares, que passou a fazer parte do rol das que fui obrigado a manter no mais absoluto segredo. (...) Ninguém até hoje dela soube, mas, por ser tão importante, preciso relatá-la nem que seu destino venha a ser a escuridão das gavetas." (p. 121-122)

É preciso cumplicidade para que haja um segredo, assim como um cúmplice é necessário para que permaneça o mistério e também o crime. Para desvendar o que permanece em secreto, é preciso reunir provas, traduzir o sigilo, e assim chegar à confissão e ao esconderijo. Seja na literatura ou no cotidiano das capitais, é preciso perspicácia para desarmar o silêncio, e também um pouco de sorte, ou um menor grau de miopia.

Como toda história precisa de uma introdução, foi nas páginas dos jornais e folhetins que o chamado romance policial surgiu, há quase dois séculos, com histórias que despertaram a atenção do leitor para uma realidade nada romanesca, onde episódios de impensável brutalidade confundiam-se com as próprias manchetes dos jornais. Por sua proximidade assim cotidiana, a ficção policial explorava os limites da crueldade humana, criando em sua audiência o anseio de se chegar às páginas finais da história e de seus crimes, bem como de suas sentenças.

Um dos pioneiros nesta escrita foi Edgar Allan Poe, em meados dos anos 1800, com a publicação de The Murders in the Rue Morgue (Assassinatos na Rua Morgue), The Mistery of Marie Rogêt (O Mistério de Mary Roget) (1842-1843) e The Purloined Letter (A Carta Roubada) (1845). Nas décadas seguintes, o alcance literário das obras de Poe permitiu que outros autores, como Sir Arthur Conan Doyle (1859-1930), trouxessem a investigação para o centro da narrativa, evidenciando não apenas o mistério, mas a perspicácia de seus protagonistas. Imortalizado por Conan Doyle, Sherlock Holmes é um dos nomes-referência neste gênero literário, e sua narrativa viria a influenciar toda uma geração de autores, de Agatha Christie a Pedro Bandeira. Sobre este, é bem possível que algum de seus clássicos infanto-juvenis (como A Droga da Obediência e A Droga do Amor) já tenha passado por sua estante, e quem sabe permanecido como uma lembrança destes tempos que não se distanciam (um exemplo do alcance da obra de Pedro Bandeira é a marca de mais de vinte milhões de exemplares em toda sua carreira!). Caso você ainda não conheça as obras do autor, recomendamos Melodia Mortal, recém publicado pela Editora Rocco, onde Bandeira resgata a atmosfera da Londres do século passado e as investigações e casos que tornaram o endereço da Baker Street 221B um dos mais emblemáticos de todos os tempos.


Assim como nas histórias de Conan Doyle, os personagens de Pedro Bandeira narram seus casos com minuciosa precisão e veracidade (nada como a parceria de Guido Carlos Levi, profissional da área médica - assim como Conan Doyle, inclusive - cuja especialidade possibilitou uma escrita ainda mais próxima da realidade dos laudos e perícias presentes em toda investigação), o que contribui para que o leitor tenha a sensação de estar presente em cada cena de crime, ou, simplesmente, participando de uma conversa regada a charutos e brandy com os imortais Sherlock e Watson.

O diferencial de Melodia Mortal foi a escolha de seus autores em se distanciar das histórias de folhetim e dedicar-se a desvendar os mistérios relacionados às mortes de diversos gênios da música, como Mozart, Chopin, Tchaikovsky e muitos outros. Ao longo de seus capítulos, as biografias criadas por Bandeira e Guido Levi em muito se aproximam do original de Conan Doyle, especialmente por sua menção a episódios "vividos" em textos clássicos, como O signo dos quatro (1890) e O nobre solteirão (1892), por exemplo. Você pode ter certeza: Melodia Mortal será uma leitura que provocará uma experiência muito além da investigação policial, já que o trabalho de seus autores adicionou diversos elementos de história geral e da música, especificidades da medicina e da gastronomia (aliás, um dos destaques do livro são os capítulos dedicados a Confraria dos Médicos Sherlockianos, que consistem em diversos encontros no estilo "clube de leitura" de um grupo formado por 12 especialistas de renome que, munidos das histórias de Holmes e Watson, compartilharão suposições e diagnósticos acerca dos mistérios ainda não completamente solucionados pela medicina de outros séculos), tornando a narrativa muito mais 'saborosa' :)

Para conhecer mais sobre a obra, leia a entrevista com os autores no site da Rocco, e é claro, envolva-se com os mistérios deste encantador universo da Baker Street! 


Algumas das misteriosas mortes desvendadas por Holmes, Watson, Bandeira e Levi:

Vincenzo Bellini (1801-1835)
Morreu aos 33 anos na casa de um casal de amigos, depois de se queixar de dores e sofrer uma convulsão. Os donos do local deram ordens ao jardineiro para impedir a entrada de qualquer pessoa. No último dia da vida de Bellini, ambos viajaram para fora do país. De início, Sherlock questiona: teria sido envenenado? A investigação passa por pesquisas em busca de casos semelhantes baseados em relatos médicos da época.

Fréderic Chopin (1810-1849)
Filho de uma polonesa ex-vizinha de Chopin, um pianista comenta com Sherlock as várias crises pulmonares sofridas pelo compositor e sua fatídica morte em decorrência da tuberculose. Analisando detalhes de sua biografia, no entanto, o detetive britânico contesta a hipótese, mas o caso permanece sem resolução. Somente em 2016, médicos "sherlockianos" chegam ao real motivo da morte do músico: uma doença congênita.


Melodia Mortal - Pedro Bandeira e Guido Carlos Levi

Sinopse: Após mais de 20 milhões de exemplares vendidos de seus livros destinados a crianças e jovens, Pedro Bandeira estreia na ficção adulta em um romance escrito em parceria com o médico Guido Carlos Levi. Melodia mortal combina música, história e ciência em uma narrativa policial que resgata o detetive Sherlock Holmes e seu braço direito John H. Watson – personagens criados por Arthur Conan Doyle em 1887. São eles que acabam por conduzir uma intrincada investigação, à luz dos conhecimentos da medicina contemporânea, sobre as polêmicas e jamais totalmente elucidadas mortes de alguns dos maiores compositores de todos os tempos.

A Confraria dos Médicos Sherlockianos, formada por 12 especialistas de renome, cada um em sua área, se reúne periodicamente para conversar sobre o famoso detetive inglês e suas façanhas. E não é incomum que tantos profissionais de saúde sejam obcecados por Holmes – afinal, o que é um exame clínico senão uma procura minuciosa por pistas que possam levar a um diagnóstico adequado? Mas aquele encontro tinha sabor especial, pois chegara a hora de dar início à análise de um tesouro exclusivo: as aventuras redigidas pelo próprio doutor Watson que, revelando a paixão de Sherlock pela música erudita, foram esquecidas por mais de um século em meio à poeira e ao bolor na Universidade de Londres.

O material inédito em posse do grupo conta com incríveis deduções de Sherlock Holmes, que, aliadas à evolução da medicina, são capazes de finalmente decifrar os últimos dias de Beethoven, gênio tão grande quanto o número de controvérsias relacionadas a seu óbito: envenenamento por chumbo, sífilis, sarcoidose, hepatite infecciosa, cirrose alcoólica, diabetes, pancreatite, necrose papilar renal ou pneumonia? E será que uma simples ameba pôde vitimar Bellini? Mozart teria sido assassinado? Tchaikovsky se suicidou com um copo de água contaminada pela bactéria da cólera? Schumann, que vivia entra a exaltação e a melancolia, poderia ser classificado como bipolar? Seriam os sintomas de Chopin relacionados à tuberculose ou a alguma doença de origem genética?

Com um texto elegante e saboroso, Bandeira é capaz de emular com precisão – tanto em conteúdo quanto em tom e rimo – as clássicas aventuras escritas por Doyle em novos casos com participações especiais de figuras histórias como Sigmund Freud e George Bernard Shaw, enquanto as décadas de experiência de Levi como infectologista conferem realismo e credibilidade científica aos intrigantes encontros da Confraria dos Médicos Sherlockianos. Além de contar com mistérios de primeira linha, Melodia mortal é um livro repleto de diversão e conhecimento para leitores de todas as idades.

Sinto sua falta - Uma crônica de Regiane Medeiros


“E eu andava que andava tão sozinha
Virei de canto
Olhei e segui na minha intenção
Quem vai me julgar”

Na maior parte do tempo, eu me sinto feita de titânio, inabalável, firme, sólida, inquebrantável. Mas, há dias como hoje, em que eu me sinto extremamente desgastada, tensa, frágil.

É madrugada e o fim do mundo parece mais próximo nesses momentos. E aí, eu penso em você. Penso na falta que você me faz... Mas, também penso que quando eu mais preciso, você não está aqui... Eu tento não me sentir frustrada com isso, afinal você não tem obrigação de carregar um peso que cabe a mim... Mas, não consigo parar de pensar no fato de que quando você precisa, eu sempre estou lá por você.

Só que essa é uma característica minha e já fui alertada antes de que esse traço de personalidade me torna mais humana, mas também me torna fraca.

Claro que você não vê dessa forma. Eu sei que pra você isso me torna maravilhosa. Saber que eu sempre estarei lá por você te dá segurança, não é verdade?

Mas e quanto a mim? Até quando vou esperar você se encontrar na mesma vibe que a minha? Até quando vou ter que passar noites insones me sentindo a última opção para ser sua companhia, quando está tudo bem contigo? Me quebra um pouco demais saber que você só me quer por perto quando a sua vida vai mal.

É claro que eu quero estar lá se isso acontecer – embora torça para que algo assim nunca mais se repita na sua vida. Mas também quero fazer parte das suas alegrias, das suas conquistas. E como dói não estar perto agora, quando você está bem, leve, sorridente... Talvez, se eu estivesse aí, não me sentiria tão perdida agora, tão sozinha. Porque a pessoa que eu achava que me entendia melhor do que qualquer um, na verdade parece não saber nada sobre mim.


A reciprocidade entre nós só se dá quando é você que precisa de empatia, solidariedade, amor e conforto. Quando sou eu que preciso dessas coisas, você se torna igual a todos os outros: alguém que já tem compromissos inadiáveis com outras pessoas ou qualquer outra coisa que possa servir de desculpa para não pôr em prática o que já me prometeu tantas e tantas vezes... Que eu poderia contar com você em qualquer momento de nossas vidas.

Provavelmente você nem percebe o quanto me fere com essa atitude. E eu, consciente de que não posso impor nada a você, continuo aqui sentada de madrugada, pensando no quanto sinto sua falta. O que também não é solução nenhuma.

A solução, invariavelmente é a mesma. Eu vou me levantar amanhã, respirar fundo, erguer a cabeça e me reconstruir... Sozinha.

Só para não causar confusão, preciso te dizer mais uma coisa: eu não lhe quero nenhum mal, ao contrário. Só estou deixando você ver o quanto sinto sua falta.

Quando você vai enxergar isso, é uma resposta que só o tempo trará. Só não sei até quando vou esperar.

“Então vou me enganar
Que agora não dá tempo
Que agora tanto faz
Que é hora de esquecer
E de me conformar
O que um dia já foi meu
Agora não é mais”
Mexeu Comigo, Tiê – Single, 2017

#TBT - Dias de Orgulho Nerd aqui no Blog | Editora Arqueiro

quinta-feira, 25 de maio de 2017
Quinta-feira, 25 de maio, dia do Orgulho Nerd, ou, mais especificamente, Dia da Toalha :) E como quinta é dia de #tbt, aproveitamos para relembrar nossas resenhas preferidas sobre o tema: O Guia do Mochileiro das Galáxias e Perdido em Marte, escritas pelo Jonatas e pelo Bruno. Confira!


O Guia do Mochileiro das Galáxias - por Jonatas T. B.

O Guia do Mochileiro das Galáxias, de Douglas Adams, atualmente é considerado uma das obras mais conhecidas do “cânon” nerd. Adams constrói uma visão de mundo onde nem o absurdo é capaz de escapar do discurso pretensamente científico. A história é pontuada por críticas sociais bem humoradas e bastante ácidas, que alfinetam desde a burocracia governamental até a percepção transcendente do mundo, bem ao gosto do que se é considerado, na modernidade, reflexões sobre a vida e o homem diante do universo.

A história começa com uma trágica situação. O jovem Arthur Dent está prestes a ter sua casa destruída para que se construa uma estrada estatal. Desesperado, ele decide se colocar na frente de sua moradia impedindo que o trator avance. É nesse instante que Ford Perfect, um alienígena que ficou preso na terra e se disfarçou de ator desempregado, subitamente aparece e o arrasta para um pub a fim de beber umas cervejas antes do fim do mundo. Sim. É exatamente isso. O planeta Terra está a poucos minutos de ser completamente destruído por extraterrestres chamados vogons a fim de construírem uma estrada espacial.

É importante ressaltar que Ford Perfect pertence a uma classe de viajantes intergalácticos que têm o propósito de catalogar e atualizar um livro eletrônico, uma espécie de enciclopédia editável para viagens bastante prático, ou seja, o próprio Guia do Mochileiro das Galáxias.
 
 
 

Marte: tema de fascínio para a humanidade, ponto de partida de relevantes teorias sobre o nosso universo como os estudos de Copérnico e as observações de Tycho Brahe. Nas artes inspirou clássicos de H.G Wells e Philip K. Dick entre inúmeros exemplos que são só uma parte do poder do planeta vermelho sobre nós.

Após a sonda espacial Mariner 4 fotografar pela primeira vez a superfície de Marte em 1964, passamos a ter uma ideia mais próxima da realidade sobre o planeta e uma perspectiva científica torna-se quase exclusiva nas histórias atuais sobre o assunto. Andy Weir desenvolve sua obra The Martian seguindo essa ambientação realista.

2035, Marte, uma forte tempestade de areia acontece durante a estadia da tripulação da ARES III no planeta. Apesar dos esforços, a tripulação sofre contratempos e é obrigada a retornar à Terra deixando o astronauta Mark Watney para trás.




E você, tem algum livro nerd preferido? Conta pra gente nos comentários <3

[Novos Autores] A Noiva, do ilustrador pernambucano Thony Silas | Texto por Jonatas T. B.


Mediante toda energia empregada em sua mais recente obra, é difícil considerar Thony Silas apenas um bem sucedido desenhista de histórias em quadrinhos. Já consolidado como artista internacional participando em edições da Marvel e DC, Silas lançou o título A Noiva, produzido sob o selo multimidiático UEON Productions, já revelando sua pretensão de não se limitar aos quadrinhos, e estender seu trabalho para o campo das animações.

A história é uma adaptação livre do romance A noiva da revolução, de Paulo Santos de Oliveira. É escrita na forma de diário narrado pelo líder do movimento revolucionário, Domingos Martins, como tantos influenciados pelos ideias iluministas durante a onda de revoluções liberais em todo mundo. A princípio, Domingos é impedido de casar com Maria Teodora, por esta ser de família tradicional portuguesa, mas logo o próprio contexto conturbado da revolução permite que se consolide um romance entre eles.

A obra contará com oito edições que abarcará o Ciclo Pernambucano, percorrendo a história até um cenário futurista, - o que certamente deixará qualquer leitor curioso. Mas pouco ainda se sabe como se sucederá. O autor é bastante misterioso quanto ao desenvolvimento da trama. Já lançada em inglês, português e brevemente em francês, A noiva contou com o próprio Paulo Santos como consultor literário para corrigir e aconselhar na produção.

Então, vamos ficar na torcida pelo sucesso da HQ e que venham ainda venham muitas edições por aí!


RELEASE: Thony Silas apresenta A Noiva, na Livraria Cultura (SP) no dia 26 de maio, às 19h

O talento de Thony Silas, ilustrador pernambucano da Marvel e DC Comics, será apresentado de um jeito diferente do que o grande público está acostumado. Conhecido pelo traço marcante dos super-heróis como Batman, Mulher Maravilha, Super-Homem e Homem-Aranha, Silas decidiu investir em um projeto autoral apresentando ao mundo fatos históricos de sua terra natal adaptados a uma linguagem pop e ao fantástico universo dos quadrinhos. O lançamento nacional da HQ A Noiva será em São Paulo, no dia 26 de maio, às 19h, na Livraria Cultura – Conjunto Nacional.

A HQ é a primeira publicação da UEON Productions, uma produtora de conteúdo multimídia, fundada no Recife, que promove conexão entre várias plataformas de comunicação e a linguagem contemporânea dos quadrinhos. A produtora é fruto de uma parceria entre Thony Silas, Eron Villar e a empresária Verônica Dantas. A publicação tem a parceria da Villa Lux.

A Noiva homenageia o Bicentenário da Revolução Pernambucana e retrata um dos mais significativos períodos de luta e resistência do povo brasileiro na forma de quadrinhos. Livremente inspirado no romance A Noiva da Revolução, de Paulo Santos de Oliveira, a publicação reconta de forma poética, em letras, traços e cores, o que seria o primeiro capítulo de uma série de episódios marcantes do ciclo das revoluções em Pernambuco.

A HQ foi produzida pelo ilustrador Thony Silas (desenhista da Marvel e DC Comics) com roteiro do dramaturgo, roteirista e diretor Eron Villar, ambos pernambucanos. O autor Paulo Oliveira é parceiro e consultor literário e de contexto histórico, tendo acompanhado o roteiro e as ilustrações.

A Revolução de 1817 é considerada o único movimento separatista do período colonial que ultrapassou a fase conspiratória. O enredo aborda o casamento de Maria Teodora, uma filha de português, que virou símbolo da revolução ao chegar em seu próprio casamento rompendo totalmente com os padrões sociais, com os cabelos curtos e sem joias.

“Muita gente questionou como um artista da Marvel parou para produzir um quadrinho autoral sobre 1817? Já tinha outros projetos autorais, mas fui tomado pela importância da história. Temos dificuldade de criar algo a partir do nosso olhar, do nosso cenário. Nesse contexto tem uma historia de amor e luta pela liberdade. Não é apenas uma historinha”, analisa Silas.

Ainda de acordo com ele, esse projeto tem todas as condições de ter uma repercussão mundial muito maior do que tudo que já fez antes. “Originalidade, iniciativa própria e autonomia são coisas que o mercado requer. Pensar-se como marca é a pegada do momento. Nossa ideia é que A Noiva e os conteúdos produzidos a partir daí, sejam multimídias, ou seja, o quadrinho é o ponto de partida para outras mídias como cinema, TV e games”, assegura.

Onde posso encontrar A Noiva?
Amazon

Livraria SBS:
Unidade 1: R. do Príncipe, 526 - Soledade, Recife – PE.
Unidade 2:Av. Conselheiro Rosa e Silva, 1519 - Loja 17 - Aflitos, Recife – PE.

Banca HQ Guararapes - Revistas e Jornais:
Av. Guararapes, 223 - Santana, Recife – PE.

Em águas sombrias - Paula Hawkins | Editora Record | Texto de Regiane Medeiros

terça-feira, 23 de maio de 2017

“Os homens a amarram de novo para o segundo ordálio. Agora de um jeito diferente: polegar esquerdo com dedão do pé direito, polegar direito com dedão do pé esquerdo. A corda ao redor da cintura. (...)

Ela afunda. Quando a arrastam para fora pela segunda vez, seus lábios estão do roxo de um hematoma e ela já não respira mais” (pg 91/92)

Uma pequena cidade do interior da Inglaterra sofre um abalo: uma jovem mãe solteira é encontrada morta no rio que corta a cidade. Sua irmã caçula, com quem não falava há anos, é obrigada a deixar sua vida em Londres para voltar à cidade natal e fazer o reconhecimento do corpo, além de assumir a guarda da sobrinha, uma adolescente completamente diferente do que ela aguardava.

Esse é o ponto de partida de Em Águas Sombrias, novo livro de Paula Hawkins, a autora que causou frisson com A Garota do Trem, ambos os livros lançados no Brasil pela Editora Record.

Durante anos Jules fugiu de seu passado de sofrimento, perda e violência, mas quando sua irmã Nel é encontrada morta, toda a angústia, humilhação e sofrimento da infância e adolescência emergem de sua alma, atormentando-a. 


“Fiquei pensando no que eu diria para você quando chegasse lá, que sabia que você tinha feito isso para me magoar, para me chatear, para me assustar, para tumultuar minha vida. Para chamar minha atenção, me arrastar de volta para onde você me queria. Muito bem Nel, você conseguiu: aqui estou no lugar para onde eu nunca quis voltar, para cuidar da sua filha, para dar um jeito na confusão que você armou” (pg 13)

As irmãs Abbott tinham uma relação difícil, Jules não amava Nel – ao menos, não sente como se tivesse amado – e Nel, certamente não amava Jules, já que foi uma das maiores causadoras do bullying imposto à irmã caçula, corroborando com atos que quase levaram Jules à morte.

Mas, porque a morte de Nel não se tornou um alívio para Jules? Por que Jules ainda ouve Nel em sua cabeça, rindo dela, fazendo-a de tola?

“Parte de mim queria ter uma conversa com você, mas não antes de você me dizer que sentia muito, não antes de implorar o meu perdão. Mas o seu pedido de desculpas nunca veio, e eu continuo esperando” (pg 65)


Durante a investigação da morte de Nel, vamos conhecendo melhor a história dessa cidade, desse rio, onde outras mulheres também morreram afogadas: algumas acusadas de bruxaria, outras por acidente, outras que se suicidaram... E as que foram jogadas do penhasco. O que tinha em comum entre todas essas mulheres: eram consideradas encrenqueiras.

Nel era uma fotógrafa famosa e tinha uma verdadeira obsessão pela história do rio, especialmente pelas mortes no Poço dos Afogamentos, o que torna sua morte naquele local ainda mais curiosa e bizarra.

“Quando você começa a fazer perguntas e a colocar pequenos anúncios em lojas e em pubs, quando começa a tirar fotos e a conversar com os jornais e a fazer perguntas sobre bruxas, sobre mulheres e almas perdidas, não está atrás de respostas, está atrás de problemas.” (pg. 96)

Afinal de contas, o que aconteceu com Nel Abbott? Alguns, como sua própria filha Lena, afirmam que ela se se suicidou. Outros, como sua irmã Jules e Nickie, a vidente da cidade, tem certeza de que ela foi assassinada. E quem terá razão?


Esse foi meu primeiro contato com livros da Paula Hawkins e preciso confessar que o estilo da narrativa não me agradou, são muitos narradores diferentes e a narração varia muito entre primeiro e terceiro narradores, o que pra mim quebrou um pouco o clima e ritmo da história. Mas, alguns de seus personagens são bem interessantes – particularmente, adorei a boca suja e mal-humorada Erin, uma das policiais envolvidas no caso da morte de Nel e que com seu instinto aguçado colaborou para sua resolução. Jules, a principal narradora do livro, me incomodou um pouco no início, por conta de todo o seu ressentimento pela irmã que acabou de morrer, mas ao longo do livro passei a entendê-la, ao conhecer seu passado, e tudo o que teve que suportar porque não era bela e magra como sua irmã mais velha. Sean, o policial encarregado do caso, foi um completo mistério, mesmo agora depois de terminar o livro, não sei o que pensar a seu respeito.

Com relação ao enredo em sua totalidade, a história realmente é boa e está à altura da expectativa criada – mesmo que eu não tenha devorado o livro, como pensei que faria -, o suspense dura até os últimos capítulos e não há nada de óbvio quando nos deparamos com a solução apresentada para os questionamentos que nos tomam durante a leitura, o que foi o ponto forte para mim com relação à escrita de Paula.

Fazia muito tempo que uma leitura não me deixava tão dividida, mas talvez eu esteja um pouco de ressaca com minha leitura paralela, que é bem pesada: O Livro dos Mortos do Rock – ainda não sei se conseguirei resenhá-lo -, mas recomendo a leitura para os amantes de thrillers e suspenses, vão se surpreender com esse mistério.


Em águas sombrias - Paula Hawkins

Nos dias que antecederam sua morte, Nel ligou para a irmã. Jules não atendeu o telefone e simplesmente ignorou seu apelo por ajuda. Agora Nel está morta. Dizem que ela se suicidou. E Jules foi obrigada a voltar ao único lugar do qual achou que havia escapado para sempre para cuidar da filha adolescente que a irmã deixou para trás.

Mas Jules está com medo. Com um medo visceral. De seu passado há muito enterrado, da velha Casa do Moinho, de saber que Nel jamais teria se jogado para a morte. E, acima de tudo, ela está com medo do rio, e do trecho que todos chamam de Poço dos Afogamentos…

Com a mesma escrita frenética e a mesma noção precisa dos instintos humanos que cativaram milhões de leitores ao redor do mundo em seu explosivo livro de estreia, A garota no trem, Paula Hawkins nos presenteia com uma leitura vigorosa e que supera quaisquer expectativas, partindo das histórias que contamos sobre nosso passado e do poder que elas têm de destruir a vida que levamos no presente.

Sociedade J.M. Barrie - Barbara J. Zitwer | Editora Novo Conceito | Texto de Luana Souza

domingo, 21 de maio de 2017

Estou muito feliz em saber que a Rebeca gostou das minhas resenhas (aqui | aqui), e de estar tendo a oportunidade de escrever de novo para o blog dela.

Depois que o pacotinho cheio de amor chegou aqui em casa trazendo muitas surpresas e dois livros, eu já fui logo embarcando na leitura de Sociedade J.M. Barrie, da Barbara J. Zitwer, e publicado pela Novo Conceito, editora parceria do blog Papel Papel.

Foi uma leitura relativamente rápida (uma semana), e eu estou doida para compartilhar minhas opiniões, pois esse se tornou um daqueles livros com o qual temos uma relação de amor e ódio hehe.


Sinopse: Joey, uma arquiteta nova-iorquina que só pensa em trabalho, está em Cotswolds para supervisionar a restauração da majestosa mansão que inspirou J. M. Barrie a escrever Peter Pan.

Os moradores da região não foram exatamente receptivos e também havia um problema com o zelador da mansão, um homem que parecia determinado a arruinar os planos dela. Com essa situação, Joey logo começa a pensar que não conseguirá fazer nada certo neste projeto e também em sua vida até descobrir a Sociedade de Natação de Senhoras J. M. Barrie e começar a nadar com elas em sua Terra do Nunca particular.

Para Joey, conhecer Aggie, Gala, Meg, Viv e Lilia vai ser uma grande experiência de vida o começo de um relacionamento que vai transformá-la de uma maneira mais que extraordinária...


A vida secreta das senhoras da Terra do Nunca...

Mesmo eu sendo uma grande fã de clássicos, e meu livro favorito de todos ser um clássico da literatura inglesa (Alice no País das Maravilhas *-*), eu nunca li a obra original de Barrie, uma dívida que pretendo cumprir um dia. Mas, como fã assídua de contos de fadas e filmes da Disney, as animações acabam fazendo parte da minha infância, assim como filme de 2003. Tenho toda a história e sua moral como uma grande inspiração para a minha vida.

Ah, também sou uma apreciadora da magia, então sempre acabo buscando por isso nas minhas leituras. Infelizmente, não foi o caso desse livro. Eu teria adorado se a autora tivesse inserido mais referências ao livro original e até mesmo aos filmes, mas tudo isso acaba se perdendo no meio dos problemas emocionais pelo qual a protagonista está passando.


"As personagens engraçadas, briguentas e afetuosas do fabuloso mundo de Zitwer deixam todos nós tentados a pular e nadar num lago gelado. Amei este livro." (Cathy Woodman, escritora)

Quanto as "senhoras da terra do Nunca", assim que li a sinopse fiquei imaginando uma sociedade secreta, que se encontrava secretamente em algum lago afastado... cheguei até imaginar uma atmosfera de magia envolvendo fadas, estrelas e piratas... mas não é bem assim. Vou falar claramente: o livro é um jovem-adulto que trata, principalmente, das dúvidas de uma mulher de uns 30 anos quanto a sentimentos-relações-trabalho-amor-vida. Isso tudo me soou como uma crise de meia idade, e os outros assuntos que deveriam ter mais enfoque ficaram como detalhes.

Ah, eu também li MUITAS resenha negativas no Goodreads de britânicos criticando detalhes da cultura inglesa que estavam totalmente equivocados no livro, alegando que a autora não pesquisou nada direito na hora de escrever. Qual a minha opinião sobre isso? Bem, eu não sou ninguém para criticar um inglês que se sentiu ofendido por seus costumes terem sido "alterados", e nem tenho um conhecimento enorme sobre a cultura britânica, mas talvez tenha sido falta de uma pesquisa mesmo o.O


Mas eu não tenho só críticas. Por se passar na Inglaterra, tem todo um tom gélido e cinza no livro, e isso é algo quer amo! Consegui extrair boas lições envolvendo amizade da história, pois, mesmo que eu esperasse que fosse mais trabalhado, surge uma amizade muito bonita entre a Joey e as senhoras da Terra do Nunca. Posso resumir esse livro em sendo um quase-clichê que nos satisfaz, e deixa nossos corações quentinhos ao terminarmos a leitura.

Ah, uma música que eu acabei escutando bastante enquanto lia foi "Neverland", da Zendaya <3


Quanto a edição, a Novo Conceito fez um trabalho encantador em todos os quesitos. A capa é linda, com uma paleta de cores maravilhosa e uma imagem que me lembrou demais a cena do filme "O Lar das Crianças Peculiares" onde o Jacob e a Emma mergulham no mar. O título é em verniz localizado, e as páginas são amarelas e bem porosas *-*


Gostaram da resenha? E das fotos? Eu adoraria ler a opinião de você aqui no blog Rebeca, e saber se alguém se interessou pela leitura.

Obrigada por tudo, pessoal. {Luana Souza}

Auto Post Signature