quinta-feira, 29 de junho de 2017

São João, o romance e o romancista


A voz desafinada não a impediu de subir no palco. Vestida de cores, estampas e confiança, pegou a zabumba a sanfona e o triângulo e iniciou um coro de cantigas juninas. Eram poucas as pessoas no palco, e também pouca a plateia; importava o fim de uma cinza tarde, a beleza de suas árvores iluminadas, o arraiá de decorações, fantasias e bandeirinhas, o encontro de casais apaixonados, e também o dos entediados, afinal é inverno, e o carioca não aprecia casacos, muito menos em meio a abraços, e também nem sempre junto a canções antigas.

Bem antes das seis então, ali bem próximo ao palco, casais e crianças se atrapalhavam com o atropelo da sanfona, e discutiam sobre o tempo e suas vestes bonitas, ai que frio, vamos lá filha, é dois pra lá e muitos pra cá, segura na mão do papai, olha o cachorro, bonito né, nossa, tá alta essa música, vai lá comprar pipoca amor, ok, vou ali comprar cerveja, quer dizer, pipoca.

Canções de amor e São João de algum modo resistem à cidade, assim como aos food trucks e à nossa antipatia. Embora sem coreto ou cortejo, a saudade é a confissão de tudo o que persiste e, nesta empatia, pouco importa o arranhão do disco ou de nossos desalinhos; em meio a barracas de churrasco temaki pão de queijo e risoto (onde foi parar a canjica?), é possível restaurar a companhia e o sorriso, e se divertir ao som de boas lembranças, assim como ao sabor de um quitute ou um beijo, e também ao ritmo de um forró atravessado, e das muitas lâmpadas nos galhos da amendoeira. Pensar em tudo isso faz com que a Nova Cidade seja apenas mais um cenário onde não precisamos a todo tempo fugir - ainda que a canjica e o Gonzaga não estejam presentes; ainda que o trânsito e algumas despedidas sejam fotografias que não gostaríamos de ter vivido.

Gostaria de dançar, claro, com muito prazer, cuidado filha, quanto custa a cerveja moço, esqueci de passar no mercado, vinte e três é São João ou Sant'Antônio, hoje é o seu aniversário, amor, eu sei, e também o do romancista.
 

Da série: Um dia no Rio de Janeiro
Por Rebeca Cavalcanti
quarta-feira, 28 de junho de 2017

Sussurros no País das Maravilhas - A. G. Howard | Editora Novo Conceito | Texto por Paloma Barbosa


Sussurros do País das maravilhas é um spin-off da série O Lado Mais Sombrio que cativou muitos leitores por ai, com três contos super legais sobre os personagens já conhecidos da série.

No primeiro conto, "O menino da teia", a mãe de Alyssa relembra o período conturbado em que viveu no País das Maravilhas e resgatou o homem que viria a se tornar seu marido e pai de sua filha.

Já em "A Mariposa no espelho", conhecemos o temido Morfeu e suas lembranças, histórias de quando ele mergulhou nas memórias de Jeb para tentar descobrir os segredos dele e tentar ganhar o coração de Alyssa.

E por último, em "Seis Coisas impossíveis", Alyssa revive seus momentos mais preciosos da vida após Qualquer outro lugar, e sobre o papel mágico que ela desempenhou para preservar a felicidade daqueles que ela ama.


OPA! Se você assim como eu, ficou perdido, calma, vou traduzir pra você rs. Como eu disse no inicio da resenha, esse livro é um spin-off da série O Lado Mais Sombrio, ou seja, ele tem contos bem específicos sobre os personagens visitados nos outros livros da série, então, se você está lendo ou vai ler a série, pare essa resenha agora, porque ela provavelmente pode ter alguns spoilers.

Eu não havia lido a série, e não tinha a menor ideia do que se tratava essa história toda, mas resolvi entrar de cabeça nesses contos pra ver se ainda assim eles faziam algum sentido. E, surpresa: fazem. Demora um pouco pra entrar no embalo, e no começo parece um pouco confuso, mas depois de algumas páginas a leitura começa a fazer sentido.

Acaba por ser uma leitura agradável do país das maravilhas ainda mais maluca que a história original.

Claro, imagino que para os leitores da série esse spin-off ganhe ainda mais contexto, e tenha mais sentido do que teve para mim, porém, você pode embarcar nele sem medo de acabar sem entender nada. Juro.

O mais legal na leitura é tentar imaginar que personagens a autora do livro criou e quais ela apenas mudou de nome, já que a história toda é um remake de Alice no país das Maravilhas. 

Pessoalmente um dos contos que mais gostei de ler foi o "Seis Coisa impossíveis", que é quase um resumo bem fofinho de Alyssa, a personagem que se torna a rainha vermelha do País das maravilhas. 
Ao longo dele, ela conta alguns dos momentos mais bonitos que ela teve ao longo da vida, junto do primeiro marido Jeb, e depois ao lado de Morfeu no país das maravilhas. 

É uma leitura leve com uma escrita agradável, que sem dúvidas, vai te fazer querer ler mais sobre esse mundo encantado que A.G. Howard criou!


* Paloma Barbosa escreve no Sure, we have a blog e compartilha amor e ilustrações no Partes.



Sussurros no País das Maravilhas - A. G. Howard

Alyssa Gardner entrou na toca do coelho para assumir o controle do seu destino. Ela sobreviveu à batalha pelo País das Maravilhas e pelo seu coração.

No conto 
O Menino da Teia Alison relembra o período em que vivem no País das Maravilhas e resgatou o homem que se tornaria seu marido e pai de sua filha, Alyssa. No A Mariposa do Espelho, conhecemos as lembranças de Morfeu, de quando ele mergulhou nas memórias de Jeb para descobrir os segredos dele e tentar ganhar, de uma vez por todas, o disputado coração de Alyssa. No Seis Coisas Impossíveis, Alyssa revive os momentos mais preciosos de sua vida após os acontecimentos em Qualquer Outro Lugar, e o papel mágico que desempenhou para preservar a felicidade daqueles que ela ama.

Em Sussurros do País das Maravilhas você encontrará três contos de lembranças inéditas e inesquecíveis. Junte-se novamente aos personagens da série O Lado Mais Sombrio e embarque neste fantástico mundo. 



Para conhecer mais da série, vale conhecer a resenha que a Luana Souza postou aqui no blog também <3
terça-feira, 27 de junho de 2017

Amizade é também amor - Fabrício Carpinejar | Editora Bertrand Brasil | Texto por Regiane Medeiros

 

Ao longo dessa minha vida de leitora, um determinado gênero sempre figurou entre os meus favoritos: o da crônica lírica. A crônica é, primordialmente, um texto escrito para ser publicado em jornais e revistas, mas a crônica lírica, que apresenta uma linguagem poética e metafórica, onde predominam emoções e sentimentos (como paixão, nostalgia e saudades ) traduzidos numa atitude poética, tendem a transcender esse formato e muitas vezes se tornam um livro.

Há muitos autores brasileiros que seguem essa linha de pensamento/publicação e tem lugar cativo em nossa estante, mas ainda há muitos outros que apesar de uma extensa produção literária, são descobertos tardiamente por mim.

Um deles é Fabrício Carpinejar, autor gaúcho que já publicou mais de quarenta livros (de gêneros variados) e ganhou mais de vinte prêmios literários. Apesar de conhecer Carpinejar da televisão e de redes sociais, ainda não havia lido nenhuma de suas obras até que Amizade é também Amor, seu mais recente lançamento pela Bertrand Brasil, chegou às minhas mãos.


Confesso que estava ansiosa pela leitura, o título por si só já me atraiu juntamente com a capa e os trechos expostos na contracapa, num trabalho editorial muito belo. Sinceramente, achei que devoraria o livro. Mas, o que se seguiu inicialmente, não foi como eu esperava.

O título da obra dá a entender que os textos se tratam de amizades em suas mais belas formas, mas o conteúdo bruto do livro, foi bem mais variado, falando de todos os tipos de relações – amigáveis ou não, o que sinceramente, me confundiu um pouco, já que minha expectativa era bem outra.

Talvez esse detalhe, tão minúsculo e eu admito que é um problema da minha pessoa enquanto leitora, tenha atrapalhado o desenvolvimento da minha leitura que se arrastou por mais tempo do que o aceitável para os meus padrões. 

No que diz respeito à escrita do Carpinejar, alguns textos iniciais me pareceram um pouco rasos. Mas, conforme fui prosseguindo com a leitura, textos mais densos surgiram e a minha leitura foi ficando mais fluida e mais aprazível, até que nos últimos textos, ele me ganhou completamente com textos intensos, doloridos e de uma sinceridade e profundidade que me fizeram sentir vergonha de minha apressada impressão sobre a sua escrita. Porque algo que eu não esperava aconteceu. Eu me vi nos textos do Carpinejar, eu compartilhei de seus sentimentos, eu me enxerguei como em um espelho que não mente. E foi lindo! Tanto que mesmo agora, quando finalmente paro e deixo meus sentimentos me guiarem nessa humilde e singela resenha, um suspiro me escapa do peito ao relembrar tais sensações.

Em tudo na vida, tenho como lema que é melhor ser surpreendida do que criar expectativas e ser decepcionada... Ao fim desse livro, constatei o quanto estou correta ao continuar pensando assim tamanha a minha surpresa com o que ele me proporcionou!!!

“Amizade é também prever o momento de se retirar para voltar com mais força e amor redobrado” – pág. 15.

“Amigo não dá nem para contar nos dedos, pois sempre estará segurando a nossa mão” – pág. 22.

“Raramente você atravessará a encarnação sem experimentar amor, a amizade, a esperança e o ódio. Mas pode morrer sem nunca conhecer a misericórdia” – pág. 77.

“Solidão é se sentir só ainda desejando estar só” – pág. 109.

“Quantos acreditam que não merecem um amor inteiro, desenganados pela ilusão de um problema pessoal, e aceitam a insalubridade dos amantes? Quantos se rendem a uma dificuldade inventada e se submetem à caridade e às sobras das horas terceiros? Quantos sofrem à toa por algo que nunca será percebido?

Quantas pessoas lindas, impecáveis, no centro de um relacionamento, que não se respeitam por uma falha absoltamente imaginária?”
– pág. 125.


“A dor é uma ilha rodeada pelo oceano de lembranças absolutamente pessoais” – pág. 160.

“O escritor é aquele que nunca se vê inteiramente adaptado e sempre assalta a intimidade e o passado dos próximos” – pág. 235.

“Todo escritor nasce de uma morte. Todo escritor é filho do fim. O filho da dor incomunicável. O filho dos limites instransponíveis” – pág. 268.

“Uma tristeza de saber que as coisas não são como a gente gostaria, porém são como a gente pode, que dar o melhor de si ainda não é dar o melhor para os outros e que tudo bem, a vida não é nossa, é somente emprestada para aprendermos a nos despedir”
– pág. 278.



Em seu novo livro de crônicas, Carpinejar não fala de amor, mas de amizade. São 122 textos ao longo de mais de 200 páginas que combinam reflexões de companheirismo e humor do cotidiano com lembranças da infância e um ou outro conselho sobre convivência. “Os amigos são para toda a vida, ainda que não estejam conosco a vida inteira. Amigo é destino, amigo é vocação”, escreve.
segunda-feira, 26 de junho de 2017

Lançamentos de junho Editora Harlequin


Há alguns dias, um evento promovido pela HarperCollins Brasil anunciou o relançamento do selo Harlequin, que chega às livrarias com um trio de histórias repletas de romance, aventura e personagens femininas cheias de atitude.

Aliás, para saber como foi este lançamento, vale assistir o vídeo:


Nora Roberts, Maya Banks e Carol Townsend foram as autoras escolhidas para essa estreia e em breve participaremos também desta "maratona Harlequin" trazendo nossas impressões sobre estes lançamentos aqui no Blog :)

Conheçam então “Jogo de Sedução”, “Perigosa Atração” e “Cartas para uma falsa dama" e comemoremos esta nova fase editorial da Harlequin!


PERIGOSA ATRAÇÃO - Maya Banks
Depois de ajudar a colocar na cadeia o monstro que a aterrorizou na adolescência, Eliza Cummings mudou completamente de vida. Com um novo nome e uma missão, ela torna-se especialista em proteger pessoas. Mas nem mesmo seus dez anos de treinamento poderiam prepará-la para a notícia que acabou receber: seu pior pesadelo está de volta, em liberdade. Agora, para salvar a todos que ama, ela precisa enfrentá-lo. Sozinha. Porém, ela não contava que Wade Sterling fosse insistir em ajudá-la.

JOGO DE SEDUÇAO - Nora Roberts   
Uma mulher forte, inteligente e audaciosa. Um homem cínico, intenso e cativante. Esta é receita ideal para um romance explosivo e inesquecível. Justin Blade sabia exatamente o que queria quando sentou na mesa de blackjack comandada por Serena MacGregor… e não era vencer o jogo. Dona de olhos hipnotizantes, ela penetrou sua mente como nenhuma outra mulher já havia conseguido. Mas será que esse relacionamento irá resistir quando todas as cartas forem colocadas na mesa?

CARTAS PARA UMA FALSA DAMA - Carol Townend 
Ainda recém-casado, o conde Tristan deixou sua esposa para defender o ducado da Bretanha. Dois anos se passaram desde a última vez que Francesca vira o belo rosto do marido. Durante todo esse tempo, ela escreveu incessantemente para Tristan, mas não recebeu resposta. Nem mesmo após descobrir que não era a filha verdadeira do conde Myrrdin. Aflita, ela esperava receber o pedido de anulação do casamento a qualquer momento. Porém, quando Tristan retorna, Francesca percebe que não é a única assombrada por segredos do passado. 


quarta-feira, 21 de junho de 2017

[Unboxing] Recebidos de Junho - INOAR

Ois :) Já tem um tempinho que não postamos assuntos off-livros, não é mesmo? Também concordo, tá na hora de voltarmos a falar sobre-todas-as-coisas (como fizemos por uns bons domingos no projeto Uma semana e(m) um dia...), e não apenas sobre as leituras que batem à nossa porta. A verdade é que nem sempre a palavra rememora ou traduz o momento que mais nos encantou em uma semana (e é até bom que seja assim, já que nem sempre estamos tão abertos a traduzir a nós mesmos em algumas linhas...), ou ainda, como admitir que a semana apenas passou, meio assim repetida, um dia após outro, hoje é quarta ou quinta, será que o boleto já venceu, quando é mesmo o aniversário da amiga?

De qualquer forma, contar as pequenas coisas - tanto as bonitas quanto as que poderiam passar despercebidas em um texto, é também uma espécie de prosa a respeito de nós mesmos, e, neste momento do blog, a partir de agora e até quando não sei, tentaremos falar deste um pouco de tudo, ainda que à primeira vista este tanto seja apenas um vento desgovernado que ataca a rinite e bagunça o cabelo.

Aliás, ontem e hoje dois pacotes lindos chegaram por aqui, e eu queria muito que já estivéssemos no domingo pra que o unboxing de tudo isso fosse regado a um bom pijama, café e experimentos com os recebidos. De qualquer forma, entendendo que tanto o texto como a vida estarão sempre a muitas léguas da perfeição, vamos estender um pouco mais essa conversa sobre o cotidiano e suas coisas e comentar uma das caixinhas :)

Sei que quando a gente começa a falar de recebidos já bate aquela consciência - e eventualmente alguma treta - quanto ao tanto de espaço que destinamos a divulgação de marcas em nossos blogs. É realmente um assunto complicado e nem sempre compreendido, e que não caberia uma prosa específica sobre isso agora, mas...... como nosso Blog é ainda "novo" neste formato de parcerias não-literárias, acho importante deixar registrado que pra gente é MUITO importante compartilhar conteúdos com os quais nos identificamos (seja um livro, um produto de beleza, um disco, uma gordice...) e que realmente fazem parte de nosso cotidiano. Afinal, assim como há inúmeras editoras e autores sobre os quais até hoje não falamos (e não apenas por motivos de "não passamos nas seleções de parceria" rs, mas por divergências de gosto mesmo, e também filosóficas, principalmente), certamente há um tanto de marcas e produtos com os quais não pretendemos nos alinhar, já que afinidade é uma das palavras que mais cultivamos, e também porque não seria justo (com o autor, a editora ou a empresa, e nem com a gente e com vocês mesmo, claro) esse compartilhar de opiniões apenas por conveniência.

(e cabe o parêntese: que mundo estranho esse onde tudo precisa de uma introdução ou justificativa, hein?...)

Bom, vamos ao inesperado unboxing então? <3


Quem escreveu pra gente foi a INOAR, uma empresa paulistana do setor de beleza, há décadas conhecida por seus produtos destinados ao cuidado e tratamento de nossas madeixas, e que eu já virei fã desde a primeira vez que descobri que produtos de Argan são excelentes para nutrir e "dar corpo" aos fios, especialmente quando bate aquele excesso de umidade típico do Rio de Janeiro, cuja função é deixar os fios ainda mais finos, cheios de frizz e não-imunes nem àquela escova caríssima que a gente investe pra passar o dia com um pouquinho mais de dignidade rs. Pois bem, dentro da caixinha da Inoar vieram dois produtos que eu acredito que irão me ajudar bastante nesta saga capilar: o creme Multifuncional Amor de Verão (adorei o nome, super poderia ser um romance da A.C.Meyer <3 rs) e uma amostrinha do Kálice, um combinado de óleos vegetais que já virou queridinho de muita gente por aí!

Como ainda não deu tempo de testar os produtos, vou compartilhar então a descrição técnica deles:


Multifuncional Amor de Verão All Poo Inoar
Indicado para No POO
Com vitamina E e óleos de semente de girassol e de macadâmia
Livre de silicones, petrolatos e óleos minerais
Vegano
500mL

O All Poo é um produto "Tudo em Um" da Inoar. Pode ser utilizado como creme leave-in, condicionador e cowash. Contém Vitamina E, Óleo de semente de girassol e Óleo de macadâmia. A marca desenvolveu sua linha com quatro versões. A diferença entre elas é a fragrância, para atender a todos os gostos.
Multifuncional, vegano e liberado para quem não usa sulfatos silicones, petrolatos e parafinas.

Princípios ativos:
Óleo de semente de girassol: promove hidratação e brilho
Óleo de macadâmia: disciplinante
Vitamina E: antioxidante, protege o cabelo de agressões externas e evita o desbotamento

COMO USAR:
1. Creme leave-in: aplique no comprimento do cabelo, mecha a mecha e finalize como de costume. Pode usar o secador, pois o produto também é termoativado, segundo a marca.
2. Cowash: aplique sobre o couro cabeludo e comprimento dos fios, massageie bem e enxágue.
3. Condicionador: aplique sobre o comprimento dos fios, enluvando bem por cerca de 3 minutos. Enxágue.

COMPOSIÇÃO:
Aqua, Cetearyl Alcohol, Cetrimonium Chloride, Cocamidopropyl Betaine, Guar Hydroxypropyltrimonium Chloride, Polyquaternium-7, Panthrnol, Tocopheryl Acetate, Glycerin, Quaternium-17 (and) Trideceth-7 (and) Trideceth-5. Parfum, Hellianthus Annus 9Sunflower) Seed Oil, Macadamia Ternifolia Seed Oil, Phenoxyethanol, Ethylhexylmethoxycinnamate, Citric Acid.


Kálice
7 óleos vegetais preciosos para cabelo, corpo e rosto

Kálice é um produto premium e multifuncional com vitamina E e 7 óleos vegetais preciosos para cabelo, corpo e rosto: argan, mirra, macadâmia, ojon, amêndoas doces, jasmim e alecrim. Esta combinação especial é hidratante, nutritiva, reparadora, antioxidante, suavizante, protetora e emoliente, com toque leve. Em um só passo, Kálice penetra profundamente, hidratando cabelo e pele sem pesar com um aroma suave e exclusivo.

Indicação: Todos os tipos de cabelos
Esta linha contém: Óleo 100 mL; 8 mL
Principais ativos: Óleos vegetais de argan, mirra, macadâmia, ojon, amêndoas doces, jasmim e alecrim.

Conselhos de uso:

PASSO 1 - Cabelo:  Coloque o óleo nas mãos e espalhe por todo o cabelo ou nas pontas. Pode ser usado para fazer umectação, antes de lavar, ou adicionado ao seu shampoo, condicionador e máscara de tratamento.
PASSO 2 - Corpo: Aplique em todo o corpo massageando, especialmente as áreas mais ressecadas.
PASSO 3 - Rosto: Coloque uma gota nas mãos e aplique sozinho, com seu hidratante ou base diária.



Minha primeira impressão dos produtos: o cheiro de ambos é MUITO BOM, e nada enjoativos! A textura do Multifuncional é bem de condicionador mesmo, e não escorre; já a do óleo não é tão viscosa quanto um óleo de Argan, e confesso que o Kálice já me interessou mais justamente por isso <3 Aliás, super obrigada Inoar por este combo incrível!! <3

Enfim, sempre é bacana receber novidades assim, tão inesperadas, e que a gente já imagina que alegrará a vida da gente por um bom tempo! <3 E como eu falei lá no início do post, super acho que vale compartilhar este tipo de lançamento por aqui, ainda mais por já conhecer e gostar da marca, e também por acreditar que o cuidado-de-si envolve não apenas a letra, mas também o nosso corpo, que é nossa principal morada, e de vez em sempre é importante a gente dar uma atenção pra ele sim :)

Pra quem quiser conhecer melhor o trabalho da Inoar, vale acompanhar as redes: Youtube | Facebook | Instagram

E você, já usou algum dos produtos da INOAR? O que achou da marca? Compartilha com a gente! :)


domingo, 18 de junho de 2017

[Eventos] Clube Leituras no Subsolo # 4 | Michel Laub: O Tribunal da quinta-feira | Livraria Leonardo Da Vinci (RJ)

E em junho também teremos nosso clube Leituras no Subsolo! O título deste mês é "O tribunal da quinta-feira", de Michel Laub, publicado pela Companhia das Letras. Uma história atualíssima onde o desejo afronta a tolerância e a reputação (e seu assassinato) encarcera qualquer sociabilidade. Imperdível! Dia 27 de junho (terça-feira) na Livraria Leonardo da Vinci. 

Para conhecer um pouco mais da obra, leia um trecho da entrevista do jornalista Alexandre Lucchese com o autor publicada no Jornal Zero Hora

As redes sociais são pródigas em escândalos como o que está exposto em O tribunal da quinta-feira. Você se inspirou em algum caso específico?
É claro que, ao escrever, você junta coisas que viu aqui e ali. Mas seria empobrecer o livro ficar somente em uma reprodução da realidade, porque a ficção traz muito mais possibilidades. A trama fala mais do espírito de uma época do que de casos específicos.

É um espírito de que cada um pode ser juiz do próximo?
Juiz dos outros todo mundo é, isso é da natureza humana. O que mudou é que hoje todo mundo tem plateia. E, por causa dos algoritmos que aproximam pessoas com os mesmos interesses e opiniões nas redes, essa plateia está ali para concordar com o juiz, ou para estimular que ele se radicalize ainda mais. O contraditório que atenuaria ou alteraria esse processo está cada vez mais raro.



Sinopse: Um publicitário faz confissões por e-mail ao melhor amigo. Os textos falam de sexo e amor, casamento e traição, usando termos e piadas ofensivas que contam a história de uma longa crise pessoal. Quando a ex-mulher do protagonista faz cópias das mensagens e as distribui, tem início o escândalo que é o centro deste romance explosivo.

O fio condutor da história, que une o destino dos personagens diante de um tribunal inusitado, são os reflexos tardios e ainda hoje incômodos da epidemia da aids, e o que está em jogo são os limites do que entendemos por tolerância - mas para chegarmos a eles é preciso ir além do que seria uma literatura “correta” ao tratar de homofobia, assédio, violência, empatia, liberdade e solidariedade.
quinta-feira, 15 de junho de 2017

Um menino em um milhão - Monica Wood | Editora Arqueiro



O Menino

"Tinha um jeito bonito de falar, apesar de sua dicção incluir pausas quase imperceptíveis nos lugares errados, como se fosse um estrangeiro ou tivesse perdido o fôlego. (...)
- Por acaso sua mãe é professora?
- Minha mãe é bibliotecária.
- Você fala como um bibliotecário.
- Não tenho nenhum amigo.
- A bem da verdade, eu também não. De vez em quando tomo chá com as senhoras da igreja, mas elas reclamam tanto da saúde que eu saio de lá exausta. Você é um bom menino. Por que não tem amigos?
- As pessoas só gostam de você se você faz algum esporte. Os truques de mágica não adiantaram muito.
- Eu avisei, disse Ona.
- Um, detesto esportes. Dois, detesto grupinhos. Três, detesto almoços."

Esta é a história de um Menino que trocou as primeiras palavras pelo silêncio. Para ouvir o canto dos pássaros; para ouvir a si mesmo.

Em sua voz diminuta, o Menino construía um novo mundo: datas, recordes, listas e as páginas (todas as páginas!) do Guinness Book eram a inspiração de seus dias, e uma espécie de consolo para as impossibilidades de sua própria vida.

Aos onze anos, tudo o que o Menino conhecia rimava com Solidão: a linguagem, o Pai e os amigos, assim como o canto de uma dezena de pássaros (em sua vida de escoteiro, já conseguira reconhecer a primeira dezena, mas, para chegar a um recorde - e ter seu próprio nome em uma lista de recordistas!, era preciso aguçar os ouvidos e chegar a vinte) eram importantes itens a acrescentar em suas listas. Enquanto o bom-futuro não chegava, os anos passavam e O Incompleto permanecia, como um incansável amigo. Seu único amigo.


Ona Vitkus, a Senhora mais velha do mundo (do Menino)

"Não precisa se desculpar. Pra falar a verdade, até gostei que você tenha perguntado. E que não tenha ficado surpreso com a resposta.
...
Porque muita gente acha que sou uma espécie de estátua sem passado nenhum, por isso. Mas você senta aqui na minha cozinha e me obriga a tirar essas coisas todas do baú, me fazendo lembrar que eu sou eu."

Cento e quatro anos, um casamento, duas guerras, inúmeras despedidas (a de sua mãe e pai e esposo e filhos, e seu trabalho junto a máquina de escrever, e também a Lady Di, a tevê preto e branco e o presidente Kennedy). E a chegada do Menino.

Pois foi em um sábado de seus cento e quatro anos que Ona Vitkus então preencheria o espaço que restara em seu coração. Foi em um sábado de chuva que conheceu o atencioso e franzino escoteiro, cuja boa ação dos próximos dias seria a de ajudar esta velha senhora a cuidar de seu quintal e, ao término de suas tarefas, comer um biscoito em forma de dinossauro, dizer obrigado e adeus, até a próxima semana, só isso.

Ona Vitkus não imaginou que a solidão que a afastava de toda a vizinhança era a mesma sentida pelo Menino, e por isso os dois se aproximariam. Afinal, toda amizade é uma segunda infância, assim como um amadurecimento de nossa própria vida.

No segundo e terceiro sábados então, Ona e o Menino compartilhariam histórias, truques de mágica (em sua infância, Ona trabalhara em um circo) e improváveis recordes (recordes que, quando crescer, o Menino sonha em também realizar). E foi assim que um novo encontro de almas estava estabelecido. Bastava o olhar dizer sim. Bastava a dor chegar ao fim.

(Para Ona, não chegaria. Tampouco para o Menino.)


Quinn, também chamado Pai

"Não era um sonhador. (...) Era um guerreiro. Um guerreiro que amava música. (...) Tinha por tudo isso um afeto irracional e inabalável, como se as composições, tanto as boas quanto as ruins, fossem crianças deixadas sob seu cuidado.

(...) Inúmeras vezes na sua vida de guitarrista (...) ele havia tocado algo importante o suficiente para tirar as pessoas da sua imobilidade natural, (...) algo que fazia com que se lembrassem de algum lugar onde já tinham morado, alguém que já tinham amado, uma versão esquecida de si mesmo. (...) Amava o vazio que conseguia preencher."

Ganhava o suficiente para cuidar de uma e duas vidas. E trabalhava o suficiente para perder estas próprias vidas. Belle e o Menino eram sua fonte de inspiração, embora a Música fosse sua verdadeira razão de existir. De não desistir de si mesmo.

Era homem de palavra, ainda que o amor tivesse se tornado apenas uma palavra amarga em seu dicionário: "incompetente"; "egoísta"; "não tens a nós em teu sangue?". Ora, as canções eram todo o seu sangue. Desde a infância. Desde o dia em que, a duros golpes, aprendeu que não adiantaria explicar: o apaixonado por canções seria sempre um qualquer, um incompreendido. Um alguém cuja partitura era aos olhos dos outros incompreensível.

Quinn poderia ter diminuído os solos e ouvido a saudade de sua esposa, ou o canto dos pássaros junto ao Menino; mas não importa: aos onze anos, aos quarenta ou aos cem, a solidão é por vezes nossa primeira escolha, justamente por nos fazer escolher a nós mesmos.   


A Mãe, também chamada Belle

"- Eu adorava sua música - disse ela (...). - Pensava que...
- Pensava o quê?
- Eu acreditava em você. Acreditava na coisa toda.

Acreditava. O tempo pretérito entristeceu Quinn. Ele se lembrou do dormitório em que ela morava na universidade, depois de um show dos Benders em que ele tocara. Belle tinha 19 anos. (...)

- Eu achava que queria algo diferente - acrescentou, quase sussurrando. (...) A verdade era que eu queria exatamente a mesma coisa que todo mundo.

(...) Ele tinha se casado com ela quando o outro caminho teria sido mais fácil. (...) Mas no final das contas, a lista de Belle se resumia em um item impossível: ele precisaria se transformar em outra pessoa."

Imaginou que a rebeldia era condição para se chegar ao chamado Novo Mundo. A rebeldia ou o casamento, assim diziam os muros da escola e suas amigas. Restava a Belle aguardar os dias predestinados ou rabiscar o futuro. Preferiu deixar a cidade pequena e dedicar-se ao amor e ao ventre. À paixão e à independência. A Quinn Porter e a chegada do Menino.

Pensava que... Poderia ter ouvido a ladainha de seus pais, ou ainda canção do vento, mas preferiu deixar de lado a tradição e os livros e arriscar-se neste quarto-e-sala chamado Vida, cujos apertos eram comuns a toda gente de todo mundo, e não apenas a uma fatalidade de seu destino.

Um belo nome, um lar, uma família, um sonho de menino. Tudo ficou pra trás, quando percebeu que o marido e a criança eram incapazes de ouvir o que teria a dizer. Por vezes, Belle, é preciso estar junto para entender que a vida também nos convida a ser sozinhos, por mais que esta seja uma escolha - ou, como queira crer, um destino - apenas triste.

Era chamada Belle, e Segunda Chance o seu sobrenome. Em um canto de lágrima, o amor finalmente a reencontraria. Embora o passado permaneça como um zumbido, o novo presente parecia promissor, e um pouco mais compreensivo. E nada musical; e ainda sombrio.


O encontro

O tempo interior, as bonitas desculpas dos que habitam neste mundo. Errei porque, não finja, vou embora, casa comigo, você poderia ter ouvido. O livro todo, assim como a vida, conta a imprecisão de nossa história, onde seus heróis (Belle, Ona, Quinn e o Menino) interpretam a realidade através de sua própria palavra, de sua imprópria maneira de ver o mundo.

No interior desse mundo fechado, homens e fatos e coisas parecem igualmente vítimas da solidão de suas escolhas; da incerteza de seus pertencimentos. E não poderia ser diferente: a vida é este algum encantamento que surge dos encontros, e desta alguma coisa inominada, ainda sem expressão, que nasce no intervalo entre o amor e a liberdade, ou no início de uma despedida.

Em relação ao livro, o que fica é a pergunta: o que se passa quando dois personagens, um em presença do outro, trocam palavras, trocam confidências, e desarmam sorrisos?

Contar o mundo é uma espécie de fuga de nossa própria monotonia, da vida que ninguém mais está disposto a conhecer. Por vezes, nossas palavras chegam ao teto e recolhem-se no espelho; por vezes também, a letra é como o cinza da chuva, que desmancha ao sabor dos pingos e renasce quando escrita em forma poesia. Como um encontro de palavras tortas e corações alinhados. Como um segundo nome para Belle, Ona, Quinn e o Menino. E também para nossa própria vida.




Quinn Porter é um guitarrista de meia-idade que nunca conseguiu deslanchar na carreira. Enquanto aguardava sua grande chance na música, foi um marido e pai ausente, e jamais conseguiu estabelecer um vínculo afetivo com o filho, uma criança obcecada pelo Livro dos Recordes e algumas peculiares coleções.

Quando o menino morre inesperadamente, alguém precisa substituí-lo em sua tarefa de escoteiro: as visitas semanais à astuta Ona Vitkus, uma centenária imigrante lituana.

Quinn assume então o compromisso do filho durante os sete sábados seguintes e tenta ajudar Ona a obter o recorde de Motorista Habilitada Mais Velha. Através do convívio com a idosa, ele descobre aos poucos o filho que nunca conheceu, um menino generoso, sempre disposto a escutar e transformar a vida da sua inusitada amiga. Juntos, os dois encontrarão na amizade uma nova razão para viver.

Um menino em um milhão é um livro sensível, poético e bem-humorado, formado por corações partidos e aparentemente sem cura, mas unidos por um elo de impressionante devoção pessoal.


quarta-feira, 14 de junho de 2017

Espero por Você – J. Lynn | Editora Novo Conceito | Texto por Regiane Medeiros


Depois da leitura de Dois a Dois de Nicholas Sparks, achei que entraria numa ressaca literária obscura e que demoraria a engrenar numa nova leitura. Mal sabia eu o quanto estava enganada.

Espero por Você de J. Lynn (Jennifer L. Armentrout na verdade, mas aqui ela usou um pseudônimo), publicado pela Editora Novo Conceito me pegou de jeito, confesso. Talvez o clima universitário do enredo tenha contribuído para isso, fazia tempo que eu não lia uma história de jovens adultos que se passasse no ambiente de uma faculdade e me peguei devorando a história de Avery e Cameron.

Avery Morgansten é uma jovem misteriosa, que se muda para a cidade mais distante possível da família, para estudar em uma Universidade não tão conceituada quanto seus pais gostariam ou que estivesse à altura de sua capacidade intelectual. Só que Avery não quer isso. Ela quer na verdade passar despercebida, ficar à vontade para ir e vir sem ouvir murmúrios e conversas a seu respeito. Quer ser ela mesma em um lugar onde ninguém a conhece.

“À minha volta, alunos caminhavam em grupos de dois ou mais e muitos deles, obviamente, conheciam uns aos outros. Em vez de me sentir rejeitada, havia um precioso sentimento de liberdade ao caminhar de sala em sala sem ser reconhecida” – pág. 14.

Mas, em seu primeiro dia de aula, Avery literalmente tromba com Cameron Hamilton, um jovem veterano dono de olhos azuis intensos e de um charme que deveria ser proibido alguém possuir – juro que eu visualizei Tom Welling vivendo Clark Kent em Smallville quando Cameron foi descrito (para quem não conhece, é um seriado antiguinho que mostrava as aventuras do Superman durante a adolescência e início da vida adulta). A partir de então, como se o Universo conspirasse terrivelmente contra Avery, ela passa a dar de cara com Cameron em todos os cantos por onde vai, até descobrir que na verdade ele é seu vizinho no prédio para onde se mudou. 


“– Você me atropelando, eu quase atropelando você? – elaborou Cam – É como se fôssemos uma catástrofe prestes a acontecer” – pág. 22.

Apesar de não ser sua intenção, Avery se vê cada vez mais envolvida por Cameron, que mesmo sendo dispensado diversas vezes, não desiste de se aproximar dela e aos poucos consegue ganhar espaço na vida e no coração de Avery.

Quando percebe, Avery está envolvida em uma experiência nova e repleta de sensualidade, tendo todos os seus sentidos despertados por Cameron que a guia em uma jornada sensorial, seduzindo Avery com sabores, cheiros e toques até minar toda a resistência da garota. 

Mas, será que Cameron vai continuar insistindo nessa conquista se conhecer o passado de Avery? E será que Avery vai ser capaz de confiar em Cameron se souber do que ele é capaz? E quem será a pessoa que não para de enviar mensagens a Avery, chamando-a de mentirosa?


Mistério, paixão, dores, corações partidos e recuperação são os temas abordados nesse romance de linguagem ágil (li em poucas horas) e surpreendente, com muitas reviravoltas e sensualidade à flor da pele, algo que foi explorado de maneira natural, sem forçação de barra nem vulgaridade. 

Eu não conhecia a autora, mas gostei muito da maneira como ela tratou alguns assuntos difíceis e delicados, sem transformar o enredo em um dramalhão ou caricatura juvenil. Outro ponto que me agradou foi que, apesar de realmente ter passado por uma situação perturbadora, Avery não é uma mocinha chata nem chorona, ela só quer esquecer o passado e seguir em frente com sua nova vida e seus novos amigos, entre eles Cameron.

J. Lynn realmente soube como dosar todos os elementos que dão base ao enredo e nos prende do início ao fim dessa jornada entre duas pessoas com um passado cheio de segredos e que juntos descobrem o verdadeiro significado de pertencer e as delícias de se entregar ao prazer entre duas pessoas que não conseguem resistir à atração que os une.

“Tudo estava bem. Talvez não perfeito, mas a vida não era para ser perfeita. Era confusa e, às vezes desastrosa, mas havia beleza em meio à confusão e poderia haver paz em meio ao desastre” – pág. 380.

Só sei que Cameron entrou vitaliciamente para a lista de crushs literários (tô rindo, mas tô séria!). E você, tá esperando o quê para vir se apaixonar também?  ;)


Espero por Você – J. Lynn

Avery Morgansten precisa fugir. Ir para uma faculdade a centenas de quilômetros de casa foi a única forma que encontrou para esquecer o acontecimento fatídico que, cinco anos antes, mudara a sua vida para sempre. O que não estava em seus planos era atrair a atenção do único rapaz que pode mudar totalmente a rota do futuro que Avery está tentando construir.

Cameron Hamilton tem um metro e noventa de altura, impressionantes olhos azuis e uma habilidade notável para fazer com que Avery deseje coisas que ela acreditava terem sido roubadas irrevogavelmente dela. Envolver-se com ele é perigoso. No entanto, ignorar a tensão entre eles — e despertar um lado dela que nunca soube que existia — é impossível.

Até onde ela estará disposta a ir e o que fará para esquecer o passado e viver aquela relação intensa e apaixonada, que ameaça ruir todas as suas certezas e fazê-la conhecer um mundo de sensações que julgava estar negadas para sempre?
terça-feira, 13 de junho de 2017

Dois a Dois - Nicholas Sparks | Editora Arqueiro | Texto por Regiane Medeiros


Acho que pela primeira vez, desde que a Rebeca me convidou para ser resenhista do Blog Papel Papel, não sei como começar uma resenha. Falar de Nicholas Sparks para mim, é fácil e ao mesmo tempo muito complexo. Sei que ele enfrenta um grande preconceito na blogosfera e no meio literário em geral (na maioria dos casos, de pessoas que nem leram suas obras) e provavelmente muita gente vai torcer o nariz ao ler o que tenho a dizer sobre seu mais recente lançamento.

Dois a Dois é o vigésimo livro da carreira do autor, publicado no Brasil pela Editora Arqueiro, e mostra toda a evolução de sua escrita como um grande contador de histórias. E nessa história particularmente, eu me senti totalmente transportada para dentro do livro, como há algum tempo não me sentia.

Russ é um publicitário de sucesso, tem uma bela esposa e uma filha de cinco anos, London, que ele ama mais que tudo, ainda que não consiga passar muito tempo com elas devido à sua extensa carga de trabalho já que Vivian, sua esposa, decidiu que não voltaria a trabalhar enquanto a filha não estivesse na escola. Para muitas pessoas que observavam de fora, a vida de Russ era ótima, quase perfeita. Mas, por mais que ele próprio não quisesse admitir, esse mundo colorido em que vivia não passava de ilusão.

Sentindo-se pressionado a sempre agradar a todos à sua volta, Russ se pega descontente com o rumo que sua jornada profissional levou e toma uma decisão que vai mudar sua vida completamente: ele larga o emprego e abre a própria agência de publicidade. Só que as coisas não fluem tão facilmente quanto ele gostaria e, com o passar do tempo e sem nenhum cliente à vista, a reserva de dinheiro que possuía acaba diminuindo gradualmente, e Vivian decide que já que o marido não pode sustentar a ela e à filha, ela é quem tem que voltar a trabalhar.

“Casamento exige compromisso e negociação, comunicação e cooperação, principalmente porque a vida costuma lançar umas bolas traiçoeiras, muitas vezes quando menos esperamos. No mundo ideal, a bola traiçoeira passa pelo casal sem causar muitos danos; em outros momentos, encarar esses lançamentos a dois torna o casal mais comprometido um com o outro.

Às vezes, no entanto, as bolas traiçoeiras acabam nos acertando bem no meio do peito, perto do coração e deixam feridas que nunca parecem sarar” – pág. 27.

Manipulando a situação para conseguir o que quer (uma vida de luxo e conforto), Vivian faz com que Russ seja o responsável por London agora, visto que em seu trabalho como relações públicas, é obrigada a fazer viagens toda semana. Isso faz com que Russ entre em uma rotina exaustiva de cuidados com a agenda lotada da filha e a tentativa de se estabelecer no mercado com o próprio negócio. Inicialmente perdido, ele encontra certa dificuldade em entender as atitudes da esposa, alguns questionamentos da filha e a cobrança dos próprios pais e da irmã com relação ao seu papel como provedor da família.

Mas com o passar do tempo, Russ se transforma num pai amoroso e dedicado que aproveita cada segundo com a filha, sempre se empenhando em lhe proporcionar experiências divertidas e únicas. Conforme seu relacionamento com London evolui para um companheirismo sólido e sua agência de publicidade começa a engrenar, ele vê seu casamento se desfazer: Vivian decide deixá-lo.

“Encarei minha filha e de repente entendi como nossa relação havia mudado. Como eu me sentia mais à vontade no papel de figura presente, London tinha ficado mais à vontade comigo, e de repente pensar em passar horas e horas longe dela quando a escola começasse fez meu coração doer de um jeito que eu não esperava. Meu amor por London jamais estivera em questão. O que eu agora compreendia era que também gostava dela, não só como minha filha, mas como a menina que só pouco tempo antes passara a conhecer” – pág. 190.

E agora, como Russ vai fazer para resolver sua vida?


Narrando os acontecimentos do pior ano de sua vida, Russ nos leva junto consigo nessa jornada cheia de altos e baixos, risos e lágrimas. Não me recordo de ter lido um livro cuja narração fosse toda feita por um personagem masculino que não fosse adolescente e em primeira pessoa, o que já é digno de nota. Mas, Nicholas Sparks conseguiu se superar ao criar um grupo de personagens tão únicos e reais.

A princípio, pode-se achar que Russ é uma pessoa superficial, mas ele não é. Apenas tem um traço de personalidade que o torna vítima de si mesmo, pois o deixa vulnerável aos outros. A transformação pela qual ele passa durante o livro é muito densa, ao mesmo tempo em que se dá de forma suave. Seu sofrimento, suas angústias, são muito viscerais e é impossível não se solidarizar com ele diante dos golpes que sofre.

Sua filha London é adorável e sua inteligência me fez rir em muitos momentos durante a leitura. Pai de um grupo que sempre o inspira, Nicholas não deve ter encontrado dificuldades nenhuma em desenvolver a personalidade cheia de vida e amor da doce London.

Os pais de Russ são duas figuras peculiares e ao mesmo tempo muito familiares, como quaisquer pais que não tiveram tempo algum para mimar seus filhos quando crianças – o que continuava a ser motivo de queixas dos filhos quando adultos.

Marge, a irmã mais velha de Russ, é talvez a personagem mais incrível dessa história. Dona de uma inteligência sarcástica, ela consegue ao mesmo tempo irritar e incentivar o irmão e a todos a seu redor, além de ter uma energia de vida contagiante. A relação dela com Liz foi explorada com uma sutileza e delicadeza que nos faz querer ser amiga delas.

A artista plástica Emily, uma antiga amiga e ex-namorada de Russ, que reaparece em sua vida no momento em que ele se sente mais perdido e necessitado de alguém que compreenda o que ele está passando e ao mesmo tempo o deixe confortável consigo mesmo, é daquele tipo raro de pessoa que parece já nascer com um conhecimento profundo da vida e consegue reagir diante dos males da vida, ainda que por dentro esteja se sentindo a pior das criaturas.

Todas essas pessoas influenciam Russ durante o processo de recuperação da perda da vida que ele conhecia. Mas, ao invés de se tornar uma vítima das circunstâncias, ele é tomado de uma coragem que nem sabe existir dentro dele e consegue não apenas sobreviver aos piores momentos que alguém pode passar, como também reescreve sua vida profissional e amorosa.


“Marge, Emily e London me apoiaram quando eu mais precisei, de maneira que hoje parecem quase predestinadas. (...) Acho que eu tive sorte, pois ninguém deveria ser obrigado a atravessar a vida sozinho” – pág. 501.

Eu não tenho dúvidas de que esse é o melhor livro de Nicholas Sparks, mesmo sem ter lido todos os outros. Também não tenho dúvidas de que vou ficar com esses personagens na minha cabeça por muito tempo ainda, pois como eu disse no início do texto, me senti transportada para dentro da história e vivi com eles todos os momentos de alegria e de tristeza, de destruição e reconstrução.

Também disse no início, que para mim era fácil e complexo falar sobre a escrita de Nicholas Sparks. Isso porque para mim é fácil gostar de sua escrita e dos seus enredos, que falam muito sobre família, amores, trabalho e coisas reais, o que me faz ter empatia com suas histórias. Mas, também é complexo porque não consigo encontrar as palavras certas para definir a sua importância enquanto contador de histórias. Algumas pessoas tendem a achar que todas as suas histórias são parecidas, que sempre tem uma tragédia, que sempre tem um casal que passa por dificuldades mas acaba junto e etc. Mas, o que é a vida real se não uma montanha-russa de dores e amores, perdas e reencontros, rotina e extravagâncias?

Particularmente, eu aprecio muito o trabalho de autores que conseguem transformar vidas cotidianas em obras literárias – assim como admiro quem consegue criar um mundo novo, do nada e cheio de criaturas incríveis em livros de gêneros diversos. O gênero literário não é a questão. Mas, gosto de saber que mesmo na ficção, existem pessoas que passam pelos mesmos problemas que eu. Isso me dá uma sensação de pertencimento, que não tem preço. Mas, eu vou deixar vocês decidirem por si mesmos o que acham desse livro. Quem gosta do Nicholas, vai com certeza se admirar com essa leitura diferente e quem ainda não leu e resolver começar por Dois a Dois, acredite, não vai se decepcionar. Só não garanto que você não vai se apaixonar por Nicholas Sparks também. Se isso acontecer, eu com certeza vou adorar discutir mais sobre as obras dele com você.<3


Dois a Dois – Nicholas Sparks

Com uma carreira bem-sucedida, uma linda esposa e uma adorável filha de 6 anos, Russell Green tem uma vida de dar inveja. Ele está tão certo de que essa paz reinará para sempre que não percebe quando a situação começa a sair dos trilhos.

Em questão de meses, Russ perde o emprego e a confiança da esposa, que se afasta dele e se vê obrigada a voltar a trabalhar. Precisando lutar para se adaptar a uma nova realidade, ele se desdobra para cuidar da filhinha, London, e começa a reinventar a vida profissional e afetiva – e a se abrir para antigas e novas emoções.

Lançando-se nesse universo desconhecido, Russ embarca com London numa jornada ao mesmo tempo assustadora e gratificante, que testará suas habilidades e seu equilíbrio emocional além do que ele poderia ter imaginado.

Em Dois a dois, Nicholas Sparks conta a história de um homem que precisa se redescobrir e buscar qualidades que nem desconfiava possuir para lutar pelo que é mais importante na vida: aqueles que amamos.


segunda-feira, 12 de junho de 2017

Uma declaração de amor - A Carta #1 | Texto por Diego França

 
12 de junho de 2017
Salvador – Ba

Oi, Arthur!

Primeiramente vou dizer que não sabia como organizar as palavras, talvez a minha motivação tenha me guiado nessa escrita e eu finalmente possa ter chegado onde realmente quero com esta carta. Há dias venho pensando em falar com você, mas não sei como fazer isso. Então essa foi a melhor maneira de dizer o que desejo.

Foi numa sexta-feira, fim de tarde. A vista do sol se pondo é sempre muito bela do prédio onde moramos, se olharmos da sacada. E neste dia eu estava tão entediado de não fazer nada – estava de férias do trabalho e da faculdade – e tão reflexivo, que decidi ir até lá em cima respirar um pouco e ver o grande espetáculo no céu. Eu já havia encontrado você outras vezes, principalmente no dia em que você chegou para ocupar seu mais novo apartamento. Nos cumprimentamos e eu segui meu caminho para o trabalho – acredite eu estou sempre saindo em cima da hora ou atrasado.

E foi assim nos próximos encontros. Você chegando da rua bem cedo e eu saindo de casa para mais um dia de trabalho e estudo.

Eu nunca senti nada por você, mas sempre te achei bonito. E posso dizer que não entendo porque tanta gente precisa de pessoas de olhos verdes e peles perfeitas e cabelos arrumadinhos para atribuir uma gentileza como “você é lindo” a outra pessoa. Você é a prova viva de que um rosto sereno, com traços simples e leve, além de um corpo comum também pode ser muito interessante. E belo. Você tem um charme especial. Mas verdade seja dita, não quero dizer nada disso a você neste momento. O foco não é esse.

Acontece, Arthur, que mesmo te vendo todos os dias eu nunca, em momento algum, senti por você o que senti no dia em que olhei nos seus olhos por mais tempo, enquanto o sol deixava a paisagem mais bonita naquele fim de tarde.

Fiquei surpreso quando cheguei e te vi observando a paisagem. Meu coração acelerou – eu não entendi nada – e quando você me olhou deve ter percebido como me senti envergonhado e sem reação, quando você abriu um sorriso para mim. Eu amo sorrisos, amo como ele é capaz de iluminar espaços, mundos e moradas. Amei como o seu sorriso iluminou a minha tarde naquele dia. Eu retribuí sem jeito e me senti péssimo. Você deve ter percebido com certeza. Porque fui tão cruel quando me virei e olhei para o céu sem lhe dirigir uma palavra.

O estranho é que nunca desviei o olhar dos olhos de alguém ou simplesmente me senti tão sem norte como quando te encontrei aquele dia. E foi a partir daquele momento que eu percebi o quanto você me deixa intimidado e ao mesmo tempo é capaz de extrair o melhor de mim mesmo sem saber, mesmo sem estar.

Bom, acho que agora você já deve entender o por quê desta carta. Eu sei que vou morrer de vergonha depois disso, se te encontro descendo as escadas ou subindo; saindo ou chegando. Só sei que senti necessidade de escrever porque simplesmente vou todas as tardes ao terraço esperando pelo brilho do sol, pelo brilho das estrelas, pelo brilho do sorriso mais lindo que tenho visto nos últimos meses. Tenho procurado por você, como nunca procurei outra pessoa antes. E isso está soando tão clichê que tenho medo do risco de parecer forçado ou superficial. Mas neste momento a única coisa que posso lhe oferecer são palavras sinceras.

Entre meus amigos eu sou aquele que está mais focado no trabalho e nos estudos que qualquer outra coisa. Por isso, nunca me permiti fugir disso. Sou considerado por eles “o coração mais gelado” do grupo porque sinceramente nunca entendi a necessidade daquelas declarações de amor, daquele sentimentalismo todo que presenciei em vários momentos com os casais ao meu redor. Também não sentia falta, não me enxergava naquelas cenas, elas não me abalavam.

Mas agora eu entendo cada sentimento que meus amigos tentavam descrever para mim. Entendo como é se sentir assim, entendo como é desejar alguém e olhar para alguém que não seja para mim mesmo. Porque agora eu olho para você e uma chama se acende dentro de mim. É diferente de tudo o que já senti. E tudo sempre fora atração, desejo que ia embora quando amanhecia o dia. Mas então você apareceu.

Até você subir as escadas e esbarrar em mim no seu primeiro dia no prédio, carregando aquelas caixas; até você me dizer um bom dia, uma boa tarde e um boa noite, além de um simples olá acompanhado de um sorriso gentil; até mesmo quando você simplesmente ficava sentado com os olhos fechados escutando música na beira da piscina e eu achava você um belo de um desocupado eu tinha tudo organizado na minha vida.

Mas foi quando você olhou fundo nos meus olhos e sorriu tão convidativo, naquela sexta-feira em que meu mundo parecia sem cor, que tudo virou uma bagunça dentro de mim. O brilho do sol, o céu, cada segundo daquele silêncio barulhento que se fez naquele momento presenciou o instante em que pensar em você passou a ser uma constante na minha vida. E eu preciso que você saiba disso agora porque eu adoraria ver esse horizonte tão bonito ao seu lado, no mesmo lugar, onde toda essa bagunça começou.

Você gostaria de viver o pôr-do-sol comigo outra vez?

Com carinho,

Eduardo.


[ leia a parte #2 desta apaixonada conversa no Blog Vida e Letras ]


5 Romances para o Dia dos Namorados | Editora Arqueiro

"Quando você começa a tentar entender o que deu errado ou, mais especificamente, onde você errou, é mais ou menos como descascar uma cebola. Há sempre outra camada, outro erro do passado ou uma lembrança dolorosa que surge e então conduz ainda mais para o passado, e ainda mais, em busca da verdade definitiva. Cheguei ao ponto em que parei de tentar entender: agora, a única coisa que de fato importa é aprender o suficiente para evitar repetir os mesmos erros." (Nicholas Sparks) 


O recomeço faz parte de todo amor, especialmente quando o que se reescreve é o nosso presente e, principalmente, a nossa consciência. Todo romance é então uma espécie de interlúdio que surge no encontro de duas almas que, embora sem abandonar suas estrofes anteriores, juntas compõem uma só música, e dançam ao ritmo de uma mesma melodia.

Neste Dia dos Namorados, compartilhamos uma lista com 5 Romances recém-publicados pela Editora Arqueiro e que tratam do amor em suas mais diversas formas, especialmente a do perdão e a dos novos começos.

Vamos aumentar a wishlist de junho? <3



Com uma carreira bem-sucedida, uma linda esposa e uma adorável filha de 6 anos, Russell Green tem uma vida de dar inveja. Ele está tão certo de que essa paz reinará para sempre que não percebe quando a situação começa a sair dos trilhos.

Em questão de meses, Russ perde o emprego e a confiança da esposa, que se afasta dele e se vê obrigada a voltar a trabalhar. Precisando lutar para se adaptar a uma nova realidade, ele se desdobra para cuidar da filhinha, London, e começa a reinventar a vida profissional e afetiva – e a se abrir para antigas e novas emoções.

Lançando-se nesse universo desconhecido, Russ embarca com London numa jornada ao mesmo tempo assustadora e gratificante, que testará suas habilidades e seu equilíbrio emocional além do que ele poderia ter imaginado.

Em Dois a dois, Nicholas Sparks conta a história de um homem que precisa se redescobrir e buscar qualidades que nem desconfiava possuir para lutar pelo que é mais importante na vida: aqueles que amamos.



Ally e Charlotte poderiam ter sido grandes amigas se David nunca tivesse entrado em suas vidas. Mas ele entrou e, depois de ser o primeiro grande amor (e também a primeira grande desilusão) de Ally, casou-se com Charlotte.

Oito anos depois do último encontro, o que Ally menos deseja é rever o ex e sua bela esposa. Porém, o destino tem planos diferentes e, ao longo de uma noite decisiva, as duas mulheres se reencontram na sala de espera de um hospital, temendo pela vida de seus maridos. Diante de incertezas que achavam ter vencido, elas precisarão repensar antigas decisões e superar o passado para salvar aqueles que amam.

Com a delicadeza tão presente em seus livros, Dani Atkins mais uma vez nos traz uma história de emoções à flor da pele, um drama familiar comovente que não deixará nenhum leitor indiferente.

Tudo e Todas as Coisas - Nicola Yoon

Tudo envolve riscos. Não fazer nada também é arriscado. A decisão é sua.

 “A doença que eu tenho é rara e famosa. Basicamente, sou alérgica ao mundo. Não saio de casa. Não saí uma vez sequer em 17 anos. As únicas pessoas que eu vejo são ­minha mãe e minha enfermeira, Carla.

 Então, um dia, um caminhão de mudança para na frente ­da ­casa ao lado. Eu olho pela janela e o vejo. Ele é alto, magro e está todo de preto: blusa, calça jeans, tênis e um gorro que cobre o cabelo. Ele percebe que eu estou olhando e me encara. Seu nome é Olly.

 Talvez não seja possível prever tudo, mas algumas coisas, sim. Por exemplo, vou me apaixonar por Olly. Isso é certo. E­ é quase certo que isso vai provocar uma catástrofe.”



Onze leis a cumprir na hora de seduzir - Sarah Maclean

Juliana Fiori é uma jovem ousada e impulsiva, que fala o que pensa, não faz a menor questão de ter a aprovação dos outros e, se necessário, é capaz de desferir um soco com notável precisão. Sozinha após a morte do pai, ela precisa deixar a Itália para viver com seus meios-irmãos na Inglaterra.

Ao desembarcar no novo país, sua natureza escandalosa e sua beleza estonteante fazem dela o tema favorito das fofocas da aristocracia. Pelo bem de sua recém-descoberta família britânica, Juliana se esforça para domar seu temperamento e evitar qualquer deslize que comprometa o clã. Até conhecer Simon Pearson, o magnífico duque de Leighton.

O poderoso nobre não admite nenhum tipo de escândalo e defende o título e a reputação da família com unhas e dentes. Sua arrogância acaba despertando em Juliana uma irresistível vontade de desafiá-lo e ela decide provar a ele que qualquer um – até mesmo um duque aparentemente imperturbável – pode ser levado a desobedecer as regras sociais em nome da paixão.


Amanhã eu paro - Gilles Legardinier

Como todo mundo, Julie já fez muitas coisas idiotas na vida. Ela poderia contar sobre a vez que resolveu descer a escada enquanto vestia um suéter e caiu nos degraus, ou quando tentou consertar um plugue ligado na tomada segurando o fio com a boca, ou quem sabe falar de sua fixação pelo novo vizinho que nunca viu: Ricardo Patatras.

Julie tem o irritante hábito de fazer as maiores loucuras quando está apaixonada. E essa obsessão a leva a prender a mão na caixa de correio do vizinho enquanto espiona uma misteriosa carta... E o pior, ainda é flagrada pelo próprio dono da correspondência.

Mas isso não é nada, nada mesmo, se comparado às maluquices que ela vai fazer para se aproximar desse homem e descobrir seu grande segredo. Movida por uma criatividade sem limites, intrigada e atraída por um desconhecido que mora tão perto, Julie assume riscos cada vez mais delirantes, sem perceber que pode cair na própria armadilha.

Com mais de 3,5 milhões de livros vendidos, Gilles Legardinier mostra em Amanhã eu paro! uma história original e irreverente que com certeza fará o leitor morrer de rir.