[Eventos] Clube Leituras no Subsolo # 4 | Michel Laub: O Tribunal da quinta-feira | Livraria Leonardo Da Vinci (RJ)

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E em junho também teremos nosso clube Leituras no Subsolo! O título deste mês é "O tribunal da quinta-feira", de Michel Laub, publicado pela Companhia das Letras. Uma história atualíssima onde o desejo afronta a tolerância e a reputação (e seu assassinato) encarcera qualquer sociabilidade. Imperdível! Dia 27 de junho (terça-feira) na Livraria Leonardo da Vinci. 

Para conhecer um pouco mais da obra, leia um trecho da entrevista do jornalista Alexandre Lucchese com o autor publicada no Jornal Zero Hora

As redes sociais são pródigas em escândalos como o que está exposto em O tribunal da quinta-feira. Você se inspirou em algum caso específico?
É claro que, ao escrever, você junta coisas que viu aqui e ali. Mas seria empobrecer o livro ficar somente em uma reprodução da realidade, porque a ficção traz muito mais possibilidades. A trama fala mais do espírito de uma época do que de casos específicos.

É um espírito de que cada um pode ser juiz do próximo?
Juiz dos outros todo mundo é, isso é da natureza humana. O que mudou é que hoje todo mundo tem plateia. E, por causa dos algoritmos que aproximam pessoas com os mesmos interesses e opiniões nas redes, essa plateia está ali para concordar com o juiz, ou para estimular que ele se radicalize ainda mais. O contraditório que atenuaria ou alteraria esse processo está cada vez mais raro.



Sinopse: Um publicitário faz confissões por e-mail ao melhor amigo. Os textos falam de sexo e amor, casamento e traição, usando termos e piadas ofensivas que contam a história de uma longa crise pessoal. Quando a ex-mulher do protagonista faz cópias das mensagens e as distribui, tem início o escândalo que é o centro deste romance explosivo.

O fio condutor da história, que une o destino dos personagens diante de um tribunal inusitado, são os reflexos tardios e ainda hoje incômodos da epidemia da aids, e o que está em jogo são os limites do que entendemos por tolerância - mas para chegarmos a eles é preciso ir além do que seria uma literatura “correta” ao tratar de homofobia, assédio, violência, empatia, liberdade e solidariedade.

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